segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Caçar com Gato?
No Brasil não há a cultura das prévias partidárias para a escolha de candidatos aos cargos eletivos. Como em outros países.
Daí que os candidatos surgem aleatoriamente, muitos se impondo sobre os outros de outros partidos à força de pesquisas encomendadas e com resultados ao gosto do freguês.
Para citarmos apenas o caso do Maranhão, onde um grupo sempre acaba tomando para si os resultados das urnas, se somarmos os votos atribuídos a todos os candidatos de oposição veremos que a nossa história politica de há muito seria outra.
As pessoas nas ruas cobram unidade das oposições, todos os atores do palco politico garantem que estão unidos, mas quando vai chegando a hora, os egos não aguentam, os interesses pessoais se sobrepõem e o resultado quase sempre é desastroso.
Há uma carência de desprendimento que induza a todos primeiro à fixação de princípios para as ações com vistas à formulação de um projeto de Estado e de um plano de Governo que resultem da ação coletiva não só dos líderes políticos, mas também, e principalmente, dos segmentos mais ativos das comunidades de todas as regiões.
Do compromisso comum para que o projeto de Estado e o plano de Governo se viabilizem sairão os responsáveis pela linha de frente empreendedora das mudanças.
Os perfis desses líderes emergirão com o transcorrer do tempo.
Não é bom que tudo comece com um nome, ou que sejam dois ou mais, sem que se tenha antes ideia nítida do que se há de fazer mais adiante em mudanças no Estado e melhorias para a população e das capacidades e experiências dessas figuras para administrarem um consenso amplo à frente das forças politicas e, ao mesmo tempo, liderando com muito jeito as ansiedades de todas as classes que formam o conjunto da sociedade.
Se não temos ainda em cada partido o instituto das eleições prévias, convém meditarmos com calma em busca da melhor formula que contemple o consenso em torno dos mais capacitados ao hercúleo empreendimento de redimir o Maranhão da pobreza politica e do atraso social.
Daí que os candidatos surgem aleatoriamente, muitos se impondo sobre os outros de outros partidos à força de pesquisas encomendadas e com resultados ao gosto do freguês.
Para citarmos apenas o caso do Maranhão, onde um grupo sempre acaba tomando para si os resultados das urnas, se somarmos os votos atribuídos a todos os candidatos de oposição veremos que a nossa história politica de há muito seria outra.
As pessoas nas ruas cobram unidade das oposições, todos os atores do palco politico garantem que estão unidos, mas quando vai chegando a hora, os egos não aguentam, os interesses pessoais se sobrepõem e o resultado quase sempre é desastroso.
Há uma carência de desprendimento que induza a todos primeiro à fixação de princípios para as ações com vistas à formulação de um projeto de Estado e de um plano de Governo que resultem da ação coletiva não só dos líderes políticos, mas também, e principalmente, dos segmentos mais ativos das comunidades de todas as regiões.
Do compromisso comum para que o projeto de Estado e o plano de Governo se viabilizem sairão os responsáveis pela linha de frente empreendedora das mudanças.
Os perfis desses líderes emergirão com o transcorrer do tempo.
Não é bom que tudo comece com um nome, ou que sejam dois ou mais, sem que se tenha antes ideia nítida do que se há de fazer mais adiante em mudanças no Estado e melhorias para a população e das capacidades e experiências dessas figuras para administrarem um consenso amplo à frente das forças politicas e, ao mesmo tempo, liderando com muito jeito as ansiedades de todas as classes que formam o conjunto da sociedade.
Se não temos ainda em cada partido o instituto das eleições prévias, convém meditarmos com calma em busca da melhor formula que contemple o consenso em torno dos mais capacitados ao hercúleo empreendimento de redimir o Maranhão da pobreza politica e do atraso social.
A Quem Interessa?
Quando há uma noticia de um crime, a primeira pergunta que se faz logo no começo da investigação é esta – a quem interessa esse crime? Quem vai se beneficiar com esse crime?
Quando me falaram que havia no Maranhão uma Juíza sob a ameaça de morte e, de pronto, um mandante nominado, desconfiei engatilhando a pergunta elementar – a quem interessa a morte da Juíza e a quem interessa apontar, sem qualquer prova indiciária, o nome de cartorário?
Fiquei então sabendo que o rapaz do cartório está, na ordem classificatória de um concurso, à frente de alguém confiante em algum manto protetor.
Qualquer ameaça, ainda que só com o dedo em riste contra uma pessoa, configura crime de ameaça. No caso aqui o rapaz que está à frente na ordem de classificação do concurso responderia pelo crime de ameaça, o suficiente para a queima da sua reputação, manchando sua ficha de bons antecedentes indispensáveis à assunção ao cargo.
Ainda na sequencia das baixarias, tentaram enodoar o bom conceito que o Juiz França Belchior desfruta na comunidade jurídica e no meio social em que vive e atua. É vítima dos crimes de injuria e de difamação.
Aqui ele próprio faz questão de rebater as assacadilhas com esta nota já amplamente divulgada no Maranhão:
“Em decorrência da notícia lançada em blogs e editoriais de circulação diária em São Luís, mencionando o meu nome, o nome do desembargador Bayma e ainda o nome do dr. Luiz Gonzaga, em face do depoimento do Sr. Paulo Ferreira na polícia, cumpre-me esclarecer a Vossa Senhoria e à opinião pública que tanto o desembargador Bayma quanto o dr. Luiz Gonzaga são pessoas da minha mais alta estima, consideração e apreço.
A declaração, se observada, logo se vê sua impropriedade absoluta. A polícia judiciária do Maranhão, Civil ou Federal, será com certeza acionada para apurar especificamente sobre essa versão, concluindo assim se existiria mesmo a real possibilidade, ou total impossibilidade, desse ‘rackeamento’. Aliado a isso, deve-se apurar, pela via adequada, a existência, ou não, de uma justa causa para a adoção, de minha parte, de uma atitude de tal natureza.
Informo, portanto, que todas as providências serão adotadas para esclarecimento da inoportuna declaração feita pelo sr. Paulo Ferreira, ficando a imprensa e a opinião pública, a seu tempo, devidamente informada.
LUIZ DE FRANÇA BELCHIOR SILVA , Juiz de Direito”.
Quando me falaram que havia no Maranhão uma Juíza sob a ameaça de morte e, de pronto, um mandante nominado, desconfiei engatilhando a pergunta elementar – a quem interessa a morte da Juíza e a quem interessa apontar, sem qualquer prova indiciária, o nome de cartorário?
Fiquei então sabendo que o rapaz do cartório está, na ordem classificatória de um concurso, à frente de alguém confiante em algum manto protetor.
Qualquer ameaça, ainda que só com o dedo em riste contra uma pessoa, configura crime de ameaça. No caso aqui o rapaz que está à frente na ordem de classificação do concurso responderia pelo crime de ameaça, o suficiente para a queima da sua reputação, manchando sua ficha de bons antecedentes indispensáveis à assunção ao cargo.
Ainda na sequencia das baixarias, tentaram enodoar o bom conceito que o Juiz França Belchior desfruta na comunidade jurídica e no meio social em que vive e atua. É vítima dos crimes de injuria e de difamação.
Aqui ele próprio faz questão de rebater as assacadilhas com esta nota já amplamente divulgada no Maranhão:
“Em decorrência da notícia lançada em blogs e editoriais de circulação diária em São Luís, mencionando o meu nome, o nome do desembargador Bayma e ainda o nome do dr. Luiz Gonzaga, em face do depoimento do Sr. Paulo Ferreira na polícia, cumpre-me esclarecer a Vossa Senhoria e à opinião pública que tanto o desembargador Bayma quanto o dr. Luiz Gonzaga são pessoas da minha mais alta estima, consideração e apreço.
A declaração, se observada, logo se vê sua impropriedade absoluta. A polícia judiciária do Maranhão, Civil ou Federal, será com certeza acionada para apurar especificamente sobre essa versão, concluindo assim se existiria mesmo a real possibilidade, ou total impossibilidade, desse ‘rackeamento’. Aliado a isso, deve-se apurar, pela via adequada, a existência, ou não, de uma justa causa para a adoção, de minha parte, de uma atitude de tal natureza.
Informo, portanto, que todas as providências serão adotadas para esclarecimento da inoportuna declaração feita pelo sr. Paulo Ferreira, ficando a imprensa e a opinião pública, a seu tempo, devidamente informada.
LUIZ DE FRANÇA BELCHIOR SILVA , Juiz de Direito”.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Mercadores
Difícil encontrar um vigarista que não seja simpático, conversa inteligente, agradável, prestativo, solidário, geralmente bem educado. Aparentemente.
Se você baixa um pouco a guarda, quando menos espera ele já adentrou na sua intimidade e para ser intimo não significa necessariamente frequentar sua casa ou sua tenda de trabalho.
O vigarista profissional sabe medir as distancias para a abordagem e avaliar os espaços onde assediar com calma, sem sustos, sua próxima vitima.
Como um prestidigitador, desperta curiosidade, aguça e distrai. Você o acha engraçado e vai lhe dando confiança. Quando o seu bom humor escancara fácil o sorriso, reação natural à piada inteligente, eis chegado o marco da cumplicidade.
O Rio de Janeiro dos velhos tempos em que sediou a Corte na Monarquia e depois, na República, os Poderes da União Federal atraiu também para os seus espaços nobres, não só na politica, muitos vigaristas, vigaristas refinados, assépticos, bem vestidos, alguns até ligeiramente poliglotas e com alguma cultura, ainda que de almanaque.
Um querido amigo, contemporâneo daqueles tempos, me contou sobre uma dessas quão graciosas figuras, a qual acabou quase se enturmando no seu grupo, o qual nos fins de tarde se reunia no Golden Room do Copacabana Palace em happy hour, que em português quer dizer hora feliz.
O cavalheiro contava piadas de humor refinado, mostrava-se bem informado sobre as celebridades hospedadas no hotel e sobre importantes autoridades da República, em especial do Judiciário.
Na hora da conta, quase sempre salgada, o cavalheiro, se achando o bem enturmado, não se levantava fingindo ir ao bathrooms, que em português quer dizer banheiro. Era dos primeiros a sacar a carteira para entrar no rateio. Não havia ainda cartão de crédito.
Quase todos daquela roda eram jornalistas, dissimulando entretenimento, mas na verdade trabalhando. O Golden Room do Copa era o espaço onde muita coisa acontecia e onde era possível se saber de quase tudo. Um manancial.
Um dia alguém perguntou ao simpático cavalheiro, presença marcante naqueles fins de tarde, qual seu ramo de atividade, eis que aparentava viver muito bem, por conseguinte detentor de bom patrimônio, por conseguinte amealhando uma boa renda mensal.
Cravando mistério, o cavalheiro afinal revelou do que vivia. Era vendedor. Vendia voto de Ministros do Supremo. Passava as tardes assistindo aos julgamentos e com o tempo foi montando os perfis ao ponto de quase adivinhar como votaria esse ou aquele.
A segurança jurídica de então ancorada na previsibilidade decorrente da coerência rígida com que cada Ministro votava era o selo de qualidade na mercadoria sempre em alta entre as partes envolvidas nas grandes pendengas.
Daí que essa de empreiteiros no Maranhão comprarem lei estadual de segurança jurídica para os seus negócios me assusta muito como novidade.
Não teria havido aquela engenhosidade lenta e criativa, quase romântica, investindo silenciosamente no perfil e na previsibilidade de cada voto. A compra da maioria legisladora teria sido intermediada, insistem as denuncias, apenas por um. No atacado.
Se você baixa um pouco a guarda, quando menos espera ele já adentrou na sua intimidade e para ser intimo não significa necessariamente frequentar sua casa ou sua tenda de trabalho.
O vigarista profissional sabe medir as distancias para a abordagem e avaliar os espaços onde assediar com calma, sem sustos, sua próxima vitima.
Como um prestidigitador, desperta curiosidade, aguça e distrai. Você o acha engraçado e vai lhe dando confiança. Quando o seu bom humor escancara fácil o sorriso, reação natural à piada inteligente, eis chegado o marco da cumplicidade.
O Rio de Janeiro dos velhos tempos em que sediou a Corte na Monarquia e depois, na República, os Poderes da União Federal atraiu também para os seus espaços nobres, não só na politica, muitos vigaristas, vigaristas refinados, assépticos, bem vestidos, alguns até ligeiramente poliglotas e com alguma cultura, ainda que de almanaque.
Um querido amigo, contemporâneo daqueles tempos, me contou sobre uma dessas quão graciosas figuras, a qual acabou quase se enturmando no seu grupo, o qual nos fins de tarde se reunia no Golden Room do Copacabana Palace em happy hour, que em português quer dizer hora feliz.
O cavalheiro contava piadas de humor refinado, mostrava-se bem informado sobre as celebridades hospedadas no hotel e sobre importantes autoridades da República, em especial do Judiciário.
Na hora da conta, quase sempre salgada, o cavalheiro, se achando o bem enturmado, não se levantava fingindo ir ao bathrooms, que em português quer dizer banheiro. Era dos primeiros a sacar a carteira para entrar no rateio. Não havia ainda cartão de crédito.
Quase todos daquela roda eram jornalistas, dissimulando entretenimento, mas na verdade trabalhando. O Golden Room do Copa era o espaço onde muita coisa acontecia e onde era possível se saber de quase tudo. Um manancial.
Um dia alguém perguntou ao simpático cavalheiro, presença marcante naqueles fins de tarde, qual seu ramo de atividade, eis que aparentava viver muito bem, por conseguinte detentor de bom patrimônio, por conseguinte amealhando uma boa renda mensal.
Cravando mistério, o cavalheiro afinal revelou do que vivia. Era vendedor. Vendia voto de Ministros do Supremo. Passava as tardes assistindo aos julgamentos e com o tempo foi montando os perfis ao ponto de quase adivinhar como votaria esse ou aquele.
A segurança jurídica de então ancorada na previsibilidade decorrente da coerência rígida com que cada Ministro votava era o selo de qualidade na mercadoria sempre em alta entre as partes envolvidas nas grandes pendengas.
Daí que essa de empreiteiros no Maranhão comprarem lei estadual de segurança jurídica para os seus negócios me assusta muito como novidade.
Não teria havido aquela engenhosidade lenta e criativa, quase romântica, investindo silenciosamente no perfil e na previsibilidade de cada voto. A compra da maioria legisladora teria sido intermediada, insistem as denuncias, apenas por um. No atacado.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Passarela
O Poder por seus atores mais visíveis amanhecia como num desfile pela passarela que margeia o pedaço mais privativo da península sul.
Bem cedo despontava primeiro, José Dirceu, o todo Poderoso Ministro Chefe da Casa Civil no primeiro Governo Lula. Depois, Celso Amorim, o Chanceler, muito reflexivo, em marcha lenta.
Pelo resto da manhã, outras estrelas de menor grandeza, mas de igual importância.
A saída de Dirceu do Palácio levou Dilma para a passarela. Dilma Presidente abriu o espaço para o Palocci.
Com a saída de Palocci o amanhecer se amplia na paisagem com as aparições, nem tão rotineiras, de Gleise. Natural no dizer bom dia, não sonega o sorriso discreto de quem está em paz e de bem com a vida.
Mântega se equipa todo, põe boné e corre. É bom corredor.
Temer andava apressado e tenso com dois celulares às mãos, seguido por dois seguranças. Seu sucessor, Marco Maio, quase madruga e faz o circuito em passos rápidos, seguido também por seguranças.
Paulo Bernardo aparece pouco. Algumas vezes com uma pequena máquina fotográfica à mão com a qual registra a alegria dos pássaros bailando nas arvores.
Bem cedo despontava primeiro, José Dirceu, o todo Poderoso Ministro Chefe da Casa Civil no primeiro Governo Lula. Depois, Celso Amorim, o Chanceler, muito reflexivo, em marcha lenta.
Pelo resto da manhã, outras estrelas de menor grandeza, mas de igual importância.
A saída de Dirceu do Palácio levou Dilma para a passarela. Dilma Presidente abriu o espaço para o Palocci.
Com a saída de Palocci o amanhecer se amplia na paisagem com as aparições, nem tão rotineiras, de Gleise. Natural no dizer bom dia, não sonega o sorriso discreto de quem está em paz e de bem com a vida.
Mântega se equipa todo, põe boné e corre. É bom corredor.
Temer andava apressado e tenso com dois celulares às mãos, seguido por dois seguranças. Seu sucessor, Marco Maio, quase madruga e faz o circuito em passos rápidos, seguido também por seguranças.
Paulo Bernardo aparece pouco. Algumas vezes com uma pequena máquina fotográfica à mão com a qual registra a alegria dos pássaros bailando nas arvores.
Fome
Neste momento em que você está me lendo uma pessoa em cada sete no mundo não tem o que comer.
A fome se espraia cada vez mais, notadamente na África e na Ásia. A África sofre ainda mais porque a seca lá é grande. A Ásia tem a agravante das desigualdades sociais.
Estima-se que 925 milhões de pessoas padecem de fome no mundo.
Pense nisso todo dia quando sentar-se à mesa e agradeça a Deus por ter o que comer.
Micro Ondas
O miado de um filhote de gato nascido há dez semanas foi ouvido a partir de um forno micro ondas.
Gina, que mora no Condado de Devon, Torquay, na Inglaterra, foi condenada a 168 dias de prisão, acusada de ter causado o sofrimento ao bichano.
Em sua defesa alegou que foram outros gatos, maiores, que fecharam o micro ondas com o gato menor lá dentro.
Minas Não Há
Em Minas agora não há mais aquele caixa de Governo capaz de resistir a qualquer intempérie, desde as politicas às causadas, como agora, pela natureza que se derrama em chuvas e inunda avenidas que imitam rios, escorrendo o caos na vida de centenas de milhares de pessoas.
A fatura eleitoral da vitória do grupo do Aecinho apareceu agora e o Anastasia, o Governador, não tem como adiar o pagamento.
A saída, como sempre, é cortar despesas e aumentar a arrecadação. A economia nos custos reduziu até o consumo de copos plásticos nas repartições. Reajustes de vencimentos dos servidores agora, nem falar. A folha de pessoal está muito pesada.
Entre 1º de junho e 2 de julho de 2010, ano das eleições, o Governo desencaixou 354 milhões de reais para cobrir 3.063 convênios com Prefeituras, o que foi muito mais do que o desembolsado com os convênios do mesmo jaez no ano anterior.
A fatura eleitoral da vitória do grupo do Aecinho apareceu agora e o Anastasia, o Governador, não tem como adiar o pagamento.
A saída, como sempre, é cortar despesas e aumentar a arrecadação. A economia nos custos reduziu até o consumo de copos plásticos nas repartições. Reajustes de vencimentos dos servidores agora, nem falar. A folha de pessoal está muito pesada.
Entre 1º de junho e 2 de julho de 2010, ano das eleições, o Governo desencaixou 354 milhões de reais para cobrir 3.063 convênios com Prefeituras, o que foi muito mais do que o desembolsado com os convênios do mesmo jaez no ano anterior.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Ano de Eleições
Vai correr dinheiro muito neste ano porque havendo eleições em todos os Municípios a corrida pela alocação de recursos para obras públicas será enorme.
Vai haver dinheiro bastante, por exemplo, para o Minha Casa, Minha Vida. O Bolsa - Família já foi aumentado. Muitas obras do PAC, aparentemente esquecido Programa de Aceleração do Crescimento, vão ser retomadas.
O Governo e seus partidos aliados não vão estar para brincadeiras. Vão jogar pesado contra a Oposição.
O Governo e seus partidos aliados não vão estar para brincadeiras. Vão jogar pesado contra a Oposição.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Diferente
Há tempos não via tanta lucidez como neste comentário de Caio Hostilio, jornalista, editor do blog “Metendo o Bedelho” (www.caiohostilio.com), sobre a sucessão municipal em São Luis, Capital do Maranhão.
Olha aqui só a conclusão:
(...)
”Para isso, precisa de um candidato que preencha requisitos que nenhum dos que estão aí tem, como: saber ser político, saber negociar, empreendedor, ser e conhecer gestão púbica, valorizar a mão-de-obra, estimular a geração de emprego e renda… Desenvolver o turismo e dar crédito a Cultura, não com migalhas, mas profissionalizando-a. Sabendo usufruir do Porto do Itaqui, criando sistemáticas que deixam recursos para o município. Saber aplicar os recursos recebidos corretamente, visto que não são pequenos.
Portanto, não vejo em nenhum desses candidatos esse perfil, assim como não vejo uma formação de uma equipe qualificada por eles para conduzir São Luís…”
Uma pesquisa encomendada por Duda Mendonça já havia detectado esse fastio entre a maioria do eleitorado ante a mesmice dos nomes e seus enfadáveis discursos. A maioria se inclina por nomes de fora desse contexto com algo diferente.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Boa Vontade
Que tal a gente, nesse ensejo das entradas, começar o ano novo revendo algumas coisas, para com os pés no chão, humildemente, reconhecer que mais poderíamos ter feito pelo bem dos outros se antes de dizer não a gente tivesse esgotado todas as possibilidades de dizer sim?
Por que esse compromisso com o bem dos outros? É que se os outros são bem atendidos, e estão satisfeitos, as sementes da harmonia se disseminam, as geleiras da indiferença e da insensatez se diluem, a tolerância se impõe, a compreensão convoca as alegrias.
Assim vamos fazendo a nossa parte na construção da paz.
Não é só com as guerras que se deteriora a paz. A toda hora de todo dia no trabalho, nas compras, nas filas, no transito, em atitudes de arrogância quase instintiva, cedemos espaços aos demônios do ódio e do medo e, por tabela, nos alistamos na grande legião anônima dos inimigos da paz.
Os territórios da paz são o reino de Deus. Realizar a paz é missão indeclinável à obra de Deus. Por isso, quando nos perguntam como vão as coisas, e se estamos na certeza de que está tudo bem, respondemos – na Paz de Deus!
Precisamos primeiro, trazer Deus para dentro de nós. Assim, nesse convívio silencioso, aprendendo a amar, a compreender, a tolerar, afirmando a fé, resgatamos as esperanças e com elas as forças para vencer as labutas e as energias para merecer as alegrias de viver.
As alegrias de viver não são indissociáveis das vitórias nas lutas contra os outros. Lutar contra os outros apenas porque eles são os outros e vence-los não traduz vitória se a paz depois da luta não se realiza.
A vida precisa de harmonia para ser plena. Podemos e até devemos nos dividir, sim, mas apenas no campo das ideias. Combate-se uma ideia com outra ideia. Debatendo. A ideia mais benfazeja vencerá.
A força bruta contra a ideia é a guerra, é a reação totalitária, é a bala perfurando a carne, é a injúria violentando a honra, é a covardia, é a desunião revelando o déspota que segue se impondo sobre os escombros dos princípios morais e dos valores éticos, renegando os avanços da civilização.
Proponho, ao ensejo dessas novas entradas, um novo começo assumindo-nos em uma nova e única atitude perante os outros – a realização da paz entre nós todos pela prática da boa vontade. Não foi ele, o Todo Poderoso da nossa fé, Quem, pela voz dos anjos, nos mandou dizer – Paz na terra às mulheres e aos homens de boa vontade?
As nossas atitudes tem sido, no dia a dia, de muita má vontade. Aborrecemo-nos facilmente por qualquer coisa e isso nos vai corroendo no amor aos outros como se a nossa autoestima se alimentasse só das maldades que só a má vontade pode produzir.
É sempre mais fácil dizer não do que realizar o sim. O não simplesmente, logo de saída, é a má vontade. O sorriso mecânico e a voz afetada de falso afeto são também produtos bem acabados da má vontade.
No primeiro passo sempre achamos que a jornada vai ser longa. Mas se estamos determinados, sabendo o que queremos e onde iremos chegar, vai dar certo. Sem boa vontade ninguém vai longe.
Com a nossa boa vontade e a boa vontade dos outros, essas boas vontades se somando, vai dar certo. Tudo certo.
Por que esse compromisso com o bem dos outros? É que se os outros são bem atendidos, e estão satisfeitos, as sementes da harmonia se disseminam, as geleiras da indiferença e da insensatez se diluem, a tolerância se impõe, a compreensão convoca as alegrias.
Assim vamos fazendo a nossa parte na construção da paz.
Não é só com as guerras que se deteriora a paz. A toda hora de todo dia no trabalho, nas compras, nas filas, no transito, em atitudes de arrogância quase instintiva, cedemos espaços aos demônios do ódio e do medo e, por tabela, nos alistamos na grande legião anônima dos inimigos da paz.
Os territórios da paz são o reino de Deus. Realizar a paz é missão indeclinável à obra de Deus. Por isso, quando nos perguntam como vão as coisas, e se estamos na certeza de que está tudo bem, respondemos – na Paz de Deus!
Precisamos primeiro, trazer Deus para dentro de nós. Assim, nesse convívio silencioso, aprendendo a amar, a compreender, a tolerar, afirmando a fé, resgatamos as esperanças e com elas as forças para vencer as labutas e as energias para merecer as alegrias de viver.
As alegrias de viver não são indissociáveis das vitórias nas lutas contra os outros. Lutar contra os outros apenas porque eles são os outros e vence-los não traduz vitória se a paz depois da luta não se realiza.
A vida precisa de harmonia para ser plena. Podemos e até devemos nos dividir, sim, mas apenas no campo das ideias. Combate-se uma ideia com outra ideia. Debatendo. A ideia mais benfazeja vencerá.
A força bruta contra a ideia é a guerra, é a reação totalitária, é a bala perfurando a carne, é a injúria violentando a honra, é a covardia, é a desunião revelando o déspota que segue se impondo sobre os escombros dos princípios morais e dos valores éticos, renegando os avanços da civilização.
Proponho, ao ensejo dessas novas entradas, um novo começo assumindo-nos em uma nova e única atitude perante os outros – a realização da paz entre nós todos pela prática da boa vontade. Não foi ele, o Todo Poderoso da nossa fé, Quem, pela voz dos anjos, nos mandou dizer – Paz na terra às mulheres e aos homens de boa vontade?
As nossas atitudes tem sido, no dia a dia, de muita má vontade. Aborrecemo-nos facilmente por qualquer coisa e isso nos vai corroendo no amor aos outros como se a nossa autoestima se alimentasse só das maldades que só a má vontade pode produzir.
É sempre mais fácil dizer não do que realizar o sim. O não simplesmente, logo de saída, é a má vontade. O sorriso mecânico e a voz afetada de falso afeto são também produtos bem acabados da má vontade.
No primeiro passo sempre achamos que a jornada vai ser longa. Mas se estamos determinados, sabendo o que queremos e onde iremos chegar, vai dar certo. Sem boa vontade ninguém vai longe.
Com a nossa boa vontade e a boa vontade dos outros, essas boas vontades se somando, vai dar certo. Tudo certo.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Menos um Dentre os Poucos
Para quem acha que acidente cardiovascular, o popular AVC, só ataca as pessoas de mais de 60 anos de idade, olha aqui a tristeza cristalizada na noticia que me chega agora.
Daniel Piza, jornalista e escritor, pessoa por quem sempre tive grande apreço e respeito intelectual, morreu ontem à noite em Gonçalves, Minas Gerais, onde foi passar as festas de fim de ano com a família. Ele tinha apenas 41 anos de idade.
O pai do Daniel, que é médico, ainda tentou socorre-lo, mas não teve jeito. Ele morreu nos braços do pai.
Daniel escreveu 17 livros e ia agora publicar o 18º - um mapeamento cultural do Brasil, por encomenda da editora Leya.
Ele mantinha um blog acessível, inclusive, através do link “Os Outros” deste meu hebdomadário.
Clicando aí lado em “Os Outros” – Daniel Piza você vai ver a lucidez de sempre nos seus últimos textos. Ele comenta, por exemplo, as mortes ocorridas nos últimos dias de pessoas que irão agora fazer muita falta ao mundo.
“Lágrimas.
O final de ano veio marcado por mortes de pessoas marcantes.
O ator Sérgio Britto, remanescente dos tempos em que o teatro brasileiro ditava rumos culturais como jamais depois; o carnavalesco Joãosinho Trinta, de uma ousadia que deveria ser o padrão da festa, mas quase sempre foi a exceção; a cantora cabo-verdiana Cesaria Évora, inesquecível com sua voz docemente triste e seus dançantes pés descalços.
E o polemista inglês Christopher Hitchens, infelizmente lembrado mais por sua confusa adesão ao neoconservadorismo de Bush II do que por sua corajosa crítica cultural na velha e boa linhagem libertária, ou dissidente, dos britânicos; como já notei, ele caiu em óbvia contradição com seu ataque às religiões, se bem que nestes também foi confuso, como ao desprezar a cultura visual do cristianismo (que legou, entre outras conquistas, o Renascimento)”.
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