quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Baby Doc Segue

A volta de Jean Claude Duvalier, o Baby Doc, ex Presidente vitalício do Haiti, o 9º na sequencia, leia-se dos ditadores do País, ainda vai dar matéria para muitos capítulos de novela.

Por 16 anos Françoes Duvalier, o Papa Doc, governou o Haiti, antiga colonia francesa no Caribe, com mão de ferro. Já naquele tempo o País, mutatis mutandis, era um Maranhão só. Domínio absoluto de um hierarca e baixas taxas em quase tudo em que deveriam ser altas.

Os americanos é que se aproveitando da mão de obra barata cuidavam de alguns investimentos em indústrias enquanto o Papa Doc mantinha Jean Claude, o Baby Doc, numa escola francesa estudando direito e economia. Achava que o Haiti voltaria a ter importância no mercado internacional do café.

Vendo a morte próxima, Papa Doc cuidou de ir transferindo o poder ao seu Baby que, afinal, o assumiu em 1971 aos 19 anos de idade, sendo então o mais jovem ditador do mundo. Em meio a tanta pobreza, entre o terror do desemprego e as claques pagas organizadamente, o Baby se achava, e até parecia aos olhos dos outros, muito popular.

O Haiti não mudou com o Baby e em 1986 uma rebelião popular o expulsou do País indo se exilar na França, de onde saiu esta semana chegando a Porto Principe, a Capital, dizendo ele que para ajudar na reconstrução do País.

Ontem ele foi levado do hotel para interrogatório na Policia sendo indiciado por desvios de dinheiro publico naquele tempo e depois liberado para voltar ao hotel. Está proibido de deixar o Haiti. O fraco sistema judicial é uma duvida quanto aos propósitos do atual Governo do Haiti. 

Duas Empresas

Uma empresa chamada Verdurama como o próprio nome indica transporta coisas de feira para a merenda das crianças nas escolas.

A outra chamada Funerária que administra os serviços de velórios e de enterros na cidade opera o local dos choros e transporta os defuntos para os cemitérios.

Nada disso chamaria tanto a atenção se a matéria prima da merenda das crianças e se os defuntos não fossem transportados num mesmo veiculo e se as duas empresas não fossem na pratica uma só pertencente a um mesmo dono.

Lances de superfaturamento e de exclusividade por licitação viciada são outras coisas que estão sendo apuradas pelo Ministério Publico de Pindamonhogaba, SP.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Conta Corrente

Serão necessários 2 bilhões de reais para a reconstrução das três principais cidades arrasadas pelos últimos temporais na região serrana do Rio de Janeiro – Friburgo, Petrópolis e Teresópolis.

Já são mais de 600 os mortos.

Só na Funasa, a fundação nacional do Ministério da Saúde entregue aos políticos do PMDB há 5 anos, foram desviados 500 milhões de reais em convênios irregulares, contratações viciadas e repasses a Estados e Prefeituras sem prestações de contas.

A conta é da CGU, a Controladoria Geral da União.

Baby Doc

Em meio à desgraceira em que vive nos últimos anos, terremotos, doenças, fome, incertezas, o Povo do Haiti acaba de ser surpreendido com a chegada à Capital, Porto Príncipe, de Jean Claude Duvallier, o Baby Doc, depois de 15 anos de exílio na França, após ter sido derrubado em 1986 por uma revolta popular.

Agora aos 59 anos de idade, mais magro e com ar menos arrogante, elegante num terno preto, acompanhado pela mulher Veronique, ela também num traje chique, Baby Doc chega no meio de um processo eleitoral marcado por violência e denuncias de fraudes para a escolha do Presidente da Republica.

Informações, não confirmadas, dizem que a volta de Baby Doc é um teste avalizado pelos Estados Unidos e pela França para saber se ele, agora mais maduro, ainda guarda alguma identidade com o seu Povo e assim poder contribuir de alguma forma para a reconciliação e reconstrução do País.

O Haiti, antiga colônia francesa, foi submetido por décadas à ditadura de Françoise Duvallier, o Papa Doc. Com a sua morte do velho, assumiu Jean Claude, o Baby Doc, com apenas 19 anos de idade à época. E aí com corrupção e violência deu no que deu.


Alencar Vive

Notaram como, aos poucos, desde que o Alencar deixou de ser Vice Presidente, as televisões não dão mais aqueles informes intermitentes sobre a saúde dele em transmissões diretas da porta do Hospital Sírio Libanês?

Os editores de mídias no Brasil descartam rápido as pautas. É aparecer uma tragédia e não se fala mais no drama. O escândalo de agora a pouco ofusca o fato positivo, alguma coisa boa que alguém fez pelos outros.

Alguém já ouviu alguma noticia sobre quantos livros de poesia foram vendidos no Brasil? E a poesia não é necessária para melhorar a alma de um Povo?

Mas os nossos editores de mídia decretaram que não interessa saber o consumo de poesia. Para eles é mais sensacional falar no consumo de drogas.

Para quem ficou sem ter mais noticias do Alencar, a informação segura de quem vem do Sírio Libanês é que o nosso ex Vice Presidente continua resistindo a todos os ataques do câncer e reagindo bem a todos os remédios e inopinadas cirurgias.

Campanhas

Falam que a corrupção nas eleições só será estancada quando houver o financiamento público nas campanhas.

Ainda não o há complemente, mas examinando bem, até que o dinheiro público tem se prestado para essa destinação.

Há o Fundo Partidário que é mantido com dinheiro do Orçamento da União e obrigatoriamente com o que se arrecada das multas eleitorais, o que não é pouco.

E há o horário gratuito, na verdade muito bem pago, no rádio e na TV não só para os partidos anualmente como também para os seus candidatos nas campanhas eleitorais.

Os recursos dos partidos, que não decorrem apenas do Fundo, mas também de doações de pessoas físicas ou jurídicas que não tenham problemas com o fisco, podem ser utilizados também na divulgação programática em seminários, debates, ou seja, na propaganda.

Para resolver isso de uma vez o que falta é o Governo autorizar, mediante lei, é claro, que os doadores para os partidos e comitês eleitorais de campanhas descontem os valores doados do imposto de renda que tenham que pagar no ano subseqüente a cada eleição.

Tem que haver uma vantagem legal, explicitamente legal, para que as doações aos partidos e aos seus candidatos não possam ocorrer apenas como um favor possível de ensejar, em tese, no futuro, algum outro favor do acaso eleito, naquela base do é dando que se recebe.


Assalto em Palermo

Em Buenos Aires, capital da Argentina, há um bairro chamado Palermo e é lá que mora Rodolfo Stéfanon, o funcionário da Casa Rosada que foi pegar no banco os dólares e os euros para as despesas de Cristina, a Presidente da Republica, e de seus acompanhantes na viagem oficial que irão fazer ao Oriente Médio.

A Argentina tem interesses comerciais no Katar e no Kwait e a Presidente é quem vai encaminha-los pessoalmente junto aos sheikes árabes.

Os 70 mil dólares e os 10 mil euros, em dinheiro vivo, que o Stéfanon pegou seriam entregues ao setor encarregado das viagens presidenciais na base aérea da capital, em La Guardia, onde fica o aeroporto internacional.

Ninguém sabe o que deu na telha de Stéfanon para ele passar, antes, em sua casa, em Palermo. Não deu outra. Assaltantes montados em motocicletas na Argentina são ultimamente quase incontáveis e circulam por muitos lugares. A mochila com o dinheiro do Governo para as viagens da Presidente foi arrebatada por um motoqueiro vestido num casaco preto com um capacete preto.

Não faz um mês ladrones cavaram um túnel pelo qual chegaram a uma agencia bancária do Banco Provincia, não muito longe da Casa Rosada, levando de lá o equivalente a quase 10 milhoes de reais. 


domingo, 16 de janeiro de 2011

Ao Fim da Linha

Quantos podem na vida pública chegando ao fim do mandato dizer que estão saindo mais pobres do que quando tomaram posse no cargo?

Consola saber que em alguns pontos do globo terrestre ainda existem espécimes que não tendo se locupletado de nada ainda sairam perdendo.

Jimmy Carter era um prospero fazendeiro de amendoim em Plains, na Geórgia, quando foi eleito Presidente dos Estados Unidos.

Quando voltou pra casa depois de cumprir o mandato não teve duvidas da grande verdade que encerra o ditado – o que engorda o cavalo é o olho do dono.

Carter entregara a administração dos seus negócios a uma empresa enquanto cuidava do bem geral do Povo, primeiro como Governador do Estado, depois como Presidente do País.

Agora é Arnold Schuwarzenegger, que fez fortuna como ator de cinema e que se afastou dos estúdios para governar um dos Estados mais ricos do mundo, a Califórnia, nos últimos 6 anos.

O prejuízo por ter se afastado dos seus negócios é de mais de 200 milhões de dólares. "Mas valeu totalmente a pena, diz ele. Pior foi o desgaste da vida familiar, o pouco tempo para a mulher e os filhos".

 

sábado, 15 de janeiro de 2011

Gabirus na Mira

A troca de comando na Policia Federal concluída agora com a saída de Luiz Fernando e a chegada de Leandro Coimbra não vai alterar em nada o que já vinha sendo feito em matéria de investigação.

O combate continuará incessante à corrupção, à lavagem de dinheiro, ao crime organizado.

Estão sob investigação políticos de vários partidos, uns por recebimento de propinas, outros por caixa 2 nas campanhas eleitorais. Além disso, mais da metade das Prefeituras também estão sendo investigadas por desvios de verbas federais.

Luiz Fernando Correa, policial federal de carreira, torcedor do Grêmio de Porto Alegre, excelente mestre cuca com especialidade em arroz de carreteiro, se aposentou agora do serviço publico, depois de uma trajetória de grandes feitos pelo País.