Assediada por partidos políticos, a ministra do Superior Tribunal de Justiça Eliana Calmon afirmou ao jornal Tribuna da Bahia que uma eventual aventura na política seria possível depois de sua aposentadoria. "Eu poderia pensar em entrar para a política só para 2018”, disse Eliana.
Ex-corregedora nacional de Justiça, ela reconhece que sua passagem pelo órgão foi “tumultuada”, mas diz que o saldo é positivo. “Dei visibilidade à corregedoria, mais do que tinha dado o meu antecessor, o ministro Gilson Dipp, em razão da contestação da exposição das minhas posições”.
Enquanto não chega 2018, a ministra confessa ainda não ter certeza sobre o que vai fazer depois de largar a toga. Adianta apenas que vai fazer algo que "dê azo" à sua personalidade "meio instigante, meio investigadora, meio punitiva". Entre esses trabalhos, cita a possibilidade de juntar a uma ONG, ou escrever "artigos bons".
Na avaliação de Eliana, a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu a competência do CNJ para processar juízes antes das corregedorias foi fundamental para o órgão. “A minha luta maior foi para manter o poder disciplinar da corregedoria íntegro, sem haver a passagem pelas corregedorias estaduais”.
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, convidou a senhora para entrar no PSB. A senhora aceita o convite?
Eliana - Eu sou uma magistrada. Eu me preparei a vida inteira para ser magistrada e para exercer a magistratura, que, sem dúvida alguma, é uma atividade política. Porque eu faço parte de um Poder da República. É uma atividade política, só que é uma atividade política diferenciada, não tem militância partidária, está equidistante de partidos. Esse convite, eu fiquei até lisonjeada. Igual convite também foi feito pelo PPS.
O PPS propôs a outorga de uma medalha, a segunda medalha de Mérito Legislativo que eu tive, e, a partir daí, eles me convidaram para eu tomar um café com eles, na Câmara dos Deputados, eu fui e lá eles formularam um convite, para eu também ingressar no partido.
O convite mais sintomático foi o do governador Eduardo Campos porque ele fez publicamente. O outro fez em uma sala, onde eu estava com a liderança do partido. Eu não posso aceitar abrir mão imediatamente da magistratura, e eu tenho uma responsabilidade perante o meu tribunal que é, justamente, a Escola da Magistratura.
Ele cogitou da senhora sair candidata ou ao governo ou à cadeira para o Senado, pelo PSB. A senhora acredita que isso poderia se tornar realidade?
Eliana — Eu vi isso pelos jornais, o governador não me procurou. Em nenhum momento, eu não tive nenhum contato com ele, isso só foi arroubo de palanque, como os jornais noticiaram. Eu sorri, mas eu me aposento em novembro de 2014 e em novembro de 2014 eu já não tenho mais espaço para filiação partidária, em compatibilidade, essas coisas. Eu acho que algum pensamento meu que seja assim para eu entrar na política, aposentada, eu poderia pensar em entrar para a política só para 2018.
Não há possibilidade nenhuma da senhora deixar a magistratura para enveredar pelo campo político partidário?
Eliana – Eu não tenho vontade. Como eu dei uma entrevista essa semana, na TV Senado, e disse: é a minha casa, eu sei fazer isso, eu me preparei a vida inteira para fazer isso e sair da magistratura para entrar na política é como dar um salto no escuro. E o meu medo é que eu entre numa roda e, como uma falsa baiana, não saiba sambar.
Qual o futuro da senhora depois da aposentadoria?
Eliana – Eu não sei bem o que é que eu vou fazer. A minha ideia hoje, faltando um ano e oito meses para a aposentadoria, é no sentido de que eu me aloque a alguma ONG para ter uma atividade que dê azo à minha personalidade, que é algo meio instigante, meio investigadora, meio punitiva, isso faz parte da minha personalidade. E aí, eu teria tempo de escrever, de fazer artigos bons e tal, que hoje eu vivo correndo, não tenho tempo de nada. Arrais vive pedindo para eu escrever, dizendo “ministra, escreva” e eu não tenho tempo de escrever.
O ingresso da senhora não ajudaria a elevar o nível da política brasileira, sobretudo da política da Bahia?
Eliana – Veja bem, não é que não tenha corretos. Mas está tudo misturado. No momento que nomes de peso nacional chegarem como novidade e a sociedade reconhecendo que são pessoas corretas, esses políticos já existentes sairiam para uma aliança com estes novos e aí nós íamos ver o joio do trigo. Isso foi dito, eu achei muito ponderada a ideia, mas eu tenho uma profissão que não me permite fazer incursões políticas sem haver essa detecção. Eu tenho que me aposentar primeiro para depois ingressar na política.
Como a senhora avalia a sua passagem pela Corregedoria Nacional de Justiça, entre 2010 e 2012?
Eliana – Foi uma passagem um pouco tumultuada, mas eu acho que o saldo foi positivo, na medida em que eu dei visibilidade à corregedoria, mais do que tinha dado o meu antecessor, o ministro Gilson Dipp, em razão da contestação da exposição das minhas posições. Todas eram posições mais modernas, de abertura, de transparência, e isso fica demonstrado e constatado depois da decisão do Supremo Tribunal Federal.
A minha luta maior foi para manter o poder disciplinar da corregedoria íntegro, sem haver a passagem pelas corregedorias estaduais, o que nós sabíamos que era uma dificuldade para chegar, uma dificuldade para chegarem os processos até o CNJ. De forma que eu reputo todos os problemas que eu tive, dentro da corregedoria, exatamente em razão desse processo. E, a partir da decisão do Supremo Tribunal Federal, todas as coisas começaram a entrar nos seus devidos lugares, daí porque eu acho que a minha passagem pela corregedoria foi importante, na medida onde houve essa abertura.
E outro aspecto muito interessante também foi que, em razão da resistência que fizeram às minhas posições, pelo próprio presidente do CNJ e pelas corregedorias - e isso é um fato corriqueiro porque foi amplamente noticiado pela imprensa -, terminou por haver uma manifestação popular muito extensa.
As redes sociais se apropriaram do STJ e começaram a defender a Corregedora —a corregedoria, leia-se Conselho Nacional de Justiça. E isso foi uma prova de cidadania, isso foi uma prova de democracia. Daí porque eu entendo que, com todas as minhas limitações, a minha passagem pela corregedoria marcou ponto. (Do Consultor Jurídico).
terça-feira, 5 de março de 2013
sábado, 2 de março de 2013
Parcerias
Muito
se tem cantado, e mais ainda se cantará, louvando a amizade, a parceria afetiva
e de sonhos entre irmãos ou camaradas.
Esta palavra – camarada – tanto serve para designar companheiros de armas, infantaria, (por exemplo, avante, camaradas...) quanto para definir aquele ou aquela com quem se divide a cama.
Muitas parcerias têm rendido bons resultados quando somam talento com sentimento, inspiração romântica e paixão amorosa com canção.
Os parceiros atuam como se o plural que são se resumisse ao singular em que resultam. Nas canções mais que nos discursos, há perfeita sintonia entre sons e palavras, melodia e poesia.
Qual parceria não sendo a de Tom e Vinicius faria “Chega de Saudade”? “Pra Dizer Adeus” de Torquato não teria sido de bom acabamento se o Edu não a completasse com os versos da segunda parte e os acordes gerais.
Há casos de autor parceiro de si mesmo – Chico Buarque não seria por um bom tempo o Julinho da Adelaide driblando a censura do regime militar se depois de algumas provocações não tivessem os espiões do regime descoberto que o neguinho filho da preta Adelaide era também, ao mesmo tempo, o filho de D. Maria Amélia e do Professor Sergio Buarque.
(“Acorda amor/ Não é mais pesadelo nada / Tem gente já no vão de escada /Fazendo confusão, que aflição / São os homens / E eu aqui parado de pijama / Eu não gosto de passar vexame / Chame, chame, chame /Chame o ladrão, chame o ladrão / (...)”
Niemayer morreu como sinônimo de Brasília, mas foi a sua parceria com Lucio Costa que lhe ensejou os espaços arquitetônicos que soube preencher com inspiração e talento.
Perón, na Argentina, teria chegado aonde se mantém até hoje sem a parceria destemida de Evita? E Fidel sem Che até onde teria ido? Chitãzinho sem Chororó? Obama sem a Michelle? E eu sem a Euridice?
Na política por estas paragens, as parcerias têm sido mais deletérias que saudáveis.
A parceria de Vitorino com todos os Presidentes da Republica, civis ou militares, fazendo moeda de troca com os votos dos Deputados e Senadores que encabrestava no Congresso lhe rendeu poder e os desmandos de uma oligarquia que de uma só vez atrasou o Maranhão em exatos 20 anos. Indignada, minha geração achava que 20 anos eram muita coisa.
O coronelismo daqueles tempos deitou as suas raízes rios adentro e terras afora. Todo aprendiz de coronel da política começa seu curso com gargarejos de intolerância, exercícios de egocentrismo e atitudes de arrogância.
Os falsos profetas parecem não gostar de parcerias entre si. Eles preferem a ação solitária no estelionato, a camaradagem de si para si mesmo na pilhagem, a parceria com a mentira, - ela, a mentira, argamassa do caos.
Esta palavra – camarada – tanto serve para designar companheiros de armas, infantaria, (por exemplo, avante, camaradas...) quanto para definir aquele ou aquela com quem se divide a cama.
Muitas parcerias têm rendido bons resultados quando somam talento com sentimento, inspiração romântica e paixão amorosa com canção.
Os parceiros atuam como se o plural que são se resumisse ao singular em que resultam. Nas canções mais que nos discursos, há perfeita sintonia entre sons e palavras, melodia e poesia.
Qual parceria não sendo a de Tom e Vinicius faria “Chega de Saudade”? “Pra Dizer Adeus” de Torquato não teria sido de bom acabamento se o Edu não a completasse com os versos da segunda parte e os acordes gerais.
Há casos de autor parceiro de si mesmo – Chico Buarque não seria por um bom tempo o Julinho da Adelaide driblando a censura do regime militar se depois de algumas provocações não tivessem os espiões do regime descoberto que o neguinho filho da preta Adelaide era também, ao mesmo tempo, o filho de D. Maria Amélia e do Professor Sergio Buarque.
(“Acorda amor/ Não é mais pesadelo nada / Tem gente já no vão de escada /Fazendo confusão, que aflição / São os homens / E eu aqui parado de pijama / Eu não gosto de passar vexame / Chame, chame, chame /Chame o ladrão, chame o ladrão / (...)”
Niemayer morreu como sinônimo de Brasília, mas foi a sua parceria com Lucio Costa que lhe ensejou os espaços arquitetônicos que soube preencher com inspiração e talento.
Perón, na Argentina, teria chegado aonde se mantém até hoje sem a parceria destemida de Evita? E Fidel sem Che até onde teria ido? Chitãzinho sem Chororó? Obama sem a Michelle? E eu sem a Euridice?
Na política por estas paragens, as parcerias têm sido mais deletérias que saudáveis.
A parceria de Vitorino com todos os Presidentes da Republica, civis ou militares, fazendo moeda de troca com os votos dos Deputados e Senadores que encabrestava no Congresso lhe rendeu poder e os desmandos de uma oligarquia que de uma só vez atrasou o Maranhão em exatos 20 anos. Indignada, minha geração achava que 20 anos eram muita coisa.
O coronelismo daqueles tempos deitou as suas raízes rios adentro e terras afora. Todo aprendiz de coronel da política começa seu curso com gargarejos de intolerância, exercícios de egocentrismo e atitudes de arrogância.
Os falsos profetas parecem não gostar de parcerias entre si. Eles preferem a ação solitária no estelionato, a camaradagem de si para si mesmo na pilhagem, a parceria com a mentira, - ela, a mentira, argamassa do caos.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Bolota
Seja a terra redonda, como
constatou Galileu, ou o mundo um moinho, como cantou Cartola, certo também é
que já somamos quase 10 (dez) bilhões de bocas precisando comer todo dia.
Alcança a 01 (um) bilhão o número dos que estão fora da segurança alimentar, ou seja, dos que não tem o que comer.
Quando você chegar ao ponto final do que estou escrevendo agora e se até lá, vamos supor, tiver consumido no máximo 05 (cinco minutos), 40 (quarenta) pessoas terão morrido de fome em alguns lugares do mundo.
A certeza é que uma pessoa morre de fome a cada 03 (três) segundos. Enquanto o mundo contabiliza 01 (um) bilhão de famintos, o nosso Brasil ainda convive com a vergonha de contar 39 (trinta e nove) milhões de pessoas passando fome.
A oligarquia jura de pés juntos que o Maranhão não se insere nessa cifra milionária de tanta fome. O que dizem as estatísticas, garante, são calúnias. Entendi.
A fome é a mais humilhante das privações humanas. Só quem a conheceu pessoalmente, sentindo-a raspar-lhe nas paredes do estômago, sem ter como arredá-la e com dignidade para não esmolar a comida, pode avaliar o sofrimento de quem morre aos poucos à falta do que comer.
A fome convoca o desalento, entorpece a esperança. Humilha.
A produção de alimentos hoje no mundo não segue na proporção o crescimento demográfico.
Estima-se que na metade deste século o mundo contará com 10 (dez) bilhões de pessoas e a grande pergunta, a que mais grita hoje, é onde haverá comida para tanta gente.
Sem proteínas, sem vitaminas, sem sais minerais, sem água, sem o oxigênio do ar puro, não é possível viver.
Quando passaram a tirar leite da soja, levaram uma vaca mecânica ao Palácio do Planalto para o Presidente, na época o General Figueiredo, fazer a ordenha inaugural. A proposta era servir o leite de soja na merenda escolar. Você não imagina a cara de horror do Presidente ao primeiro gole.
Um litro de leite de soja hoje custa mais do dobro de um litro de leite de vaca. As plantações de soja incrementam os negócios e desembestam os navios levando proteínas aos chineses.
Mas se de um lado temos nesse cenário deprimente 01 (um) bilhão de famintos, por outro temos pedaços do mundo como o Japão em que a fome, em comparação com o resto, sobrepaira ínfima.
O Japão é hoje o País onde há menos jovens no mundo. Na faixa até os 15 (quinze) anos de idade, eles são apenas 13,6% (treze vírgula seis por cento). Acima dos 65 (sessenta e cinco) anos, 21% (vinte e um por cento).
Mais de 500 (quinhentos) mil japoneses tem mais de 100 (cem) anos de idade.
Alcança a 01 (um) bilhão o número dos que estão fora da segurança alimentar, ou seja, dos que não tem o que comer.
Quando você chegar ao ponto final do que estou escrevendo agora e se até lá, vamos supor, tiver consumido no máximo 05 (cinco minutos), 40 (quarenta) pessoas terão morrido de fome em alguns lugares do mundo.
A certeza é que uma pessoa morre de fome a cada 03 (três) segundos. Enquanto o mundo contabiliza 01 (um) bilhão de famintos, o nosso Brasil ainda convive com a vergonha de contar 39 (trinta e nove) milhões de pessoas passando fome.
A oligarquia jura de pés juntos que o Maranhão não se insere nessa cifra milionária de tanta fome. O que dizem as estatísticas, garante, são calúnias. Entendi.
A fome é a mais humilhante das privações humanas. Só quem a conheceu pessoalmente, sentindo-a raspar-lhe nas paredes do estômago, sem ter como arredá-la e com dignidade para não esmolar a comida, pode avaliar o sofrimento de quem morre aos poucos à falta do que comer.
A fome convoca o desalento, entorpece a esperança. Humilha.
A produção de alimentos hoje no mundo não segue na proporção o crescimento demográfico.
Estima-se que na metade deste século o mundo contará com 10 (dez) bilhões de pessoas e a grande pergunta, a que mais grita hoje, é onde haverá comida para tanta gente.
Sem proteínas, sem vitaminas, sem sais minerais, sem água, sem o oxigênio do ar puro, não é possível viver.
Quando passaram a tirar leite da soja, levaram uma vaca mecânica ao Palácio do Planalto para o Presidente, na época o General Figueiredo, fazer a ordenha inaugural. A proposta era servir o leite de soja na merenda escolar. Você não imagina a cara de horror do Presidente ao primeiro gole.
Um litro de leite de soja hoje custa mais do dobro de um litro de leite de vaca. As plantações de soja incrementam os negócios e desembestam os navios levando proteínas aos chineses.
Mas se de um lado temos nesse cenário deprimente 01 (um) bilhão de famintos, por outro temos pedaços do mundo como o Japão em que a fome, em comparação com o resto, sobrepaira ínfima.
O Japão é hoje o País onde há menos jovens no mundo. Na faixa até os 15 (quinze) anos de idade, eles são apenas 13,6% (treze vírgula seis por cento). Acima dos 65 (sessenta e cinco) anos, 21% (vinte e um por cento).
Mais de 500 (quinhentos) mil japoneses tem mais de 100 (cem) anos de idade.
No Japão as pessoas trabalham
muito. E estudam bastante. As estatísticas dizem que a população está
diminuindo.
Não obstante, o atual Ministro da Economia do Japão, senhor Taro Aso, que é também o Vice do Governo, a propósito das despesas publicas com a saúde dos idosos, propôs que eles morram logo.
Olha aqui o que ele disse:
- Deus me livre de ser forçado a viver se quisesse morrer. Eu acordaria me sentindo a cada dia pior sabendo que o meu tratamento foi pago pelo governo. O problema não será resolvido, a menos que você os deixe se apressar e morrerem.
Precedente muito perigoso, digo eu. Em especial se invocado aqui no Maranhão.
Não obstante, o atual Ministro da Economia do Japão, senhor Taro Aso, que é também o Vice do Governo, a propósito das despesas publicas com a saúde dos idosos, propôs que eles morram logo.
Olha aqui o que ele disse:
- Deus me livre de ser forçado a viver se quisesse morrer. Eu acordaria me sentindo a cada dia pior sabendo que o meu tratamento foi pago pelo governo. O problema não será resolvido, a menos que você os deixe se apressar e morrerem.
Precedente muito perigoso, digo eu. Em especial se invocado aqui no Maranhão.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
As Razões
Aos poucos emergem versões
no Vaticano quanto as razões de Bento XVI para renunciar ao trono mais invejado
da terra.
O cansaço alegado pelo Papa não seria apenas por conta da idade. Nem da saúde a inspirar nessa fase maiores cuidados.
As disputas internas vinham solapando o poder político de Bento XVI ao ponto de não lhe restar alternativa, a não ser essa da renúncia.
A partir de 28 de fevereiro, data marcada para a sua despedida dos fies católicos na Praça de S. Pedro, o Papa Bento XVI voltará a ser apenas o ex-cardeal Joseph Ratzinger, pretendendo viver o resto dos seus dias em Castelgandolfo, uma cidade de 9 mil habitantes a meia hora do sul de Roma.
Para manter ativa a sua base aliada, o Papa teria chegado ao limite das concessões julgando que o melhor para Igreja seria deixar o trono para que em novas conversas outro Pontífice seja eleito.
Estava no seu plano fazer uma limpeza na Igreja punindo severamente os sacerdotes pedófilos e os responsáveis por atos de corrupção nos contratos do Vaticano. "Quanta sujeira na Igreja", teria desabafado.
O cansaço alegado pelo Papa não seria apenas por conta da idade. Nem da saúde a inspirar nessa fase maiores cuidados.
As disputas internas vinham solapando o poder político de Bento XVI ao ponto de não lhe restar alternativa, a não ser essa da renúncia.
A partir de 28 de fevereiro, data marcada para a sua despedida dos fies católicos na Praça de S. Pedro, o Papa Bento XVI voltará a ser apenas o ex-cardeal Joseph Ratzinger, pretendendo viver o resto dos seus dias em Castelgandolfo, uma cidade de 9 mil habitantes a meia hora do sul de Roma.
Para manter ativa a sua base aliada, o Papa teria chegado ao limite das concessões julgando que o melhor para Igreja seria deixar o trono para que em novas conversas outro Pontífice seja eleito.
Estava no seu plano fazer uma limpeza na Igreja punindo severamente os sacerdotes pedófilos e os responsáveis por atos de corrupção nos contratos do Vaticano. "Quanta sujeira na Igreja", teria desabafado.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Colegiado
E eu lá sabia que o inferno é governado por sete demônios? Digo é, assim no presente, porque há tempos, ao que sei, pelo menos por estas paragens, as pessoas levam uma vida de não fazer inveja a qualquer acusado que, por dosimetria exagerada, tenha sido condenado ao regime fechado em algum presídio do inferno.
Combinado, portanto, que o inferno é
aqui mesmo não dá hoje para saber a exata quantidade de demônios que o
governam. Afora os secretários, eis que são tantos para tantas tentações e mal
feitos. Daí a certeza de que o diabo quando não vai manda o secretário.
Sempre ouvimos falar de Lúcifer, que de
tão antigo virou assim uma espécie de decano dos perversos, relator absoluto e
revisor, voto vencedor e redator de todos os acórdãos. Sempre condenatórios.
Contam os profetas que o Lúcifer era um
anjo brilhante, mas se achava o cara. Sua vaidade intelectual transmudou-se em
fome de poder querendo ele próprio, ao mesmo tempo, ser o Professor de Deus e
dar as ordens no Paraíso.
Mas vendo Deus que sem as tentações do
mal não haveria uma maior e mais explicita valoração do bem, valor essencial à
harmonia e elevação da vida, consentiu que o anjo mau comandasse uma capitania,
espécie de maranhão, de onde hoje, mais que ontem, soberana e impunemente deita
e rola infernizando a vida de milhões de pessoas.
De há muito que o inferno deixou de ser
o destino único apenas dos pecadores. Os inocentes, os que não se dobram, também
são condenados. Na justiça do inferno qualquer recurso é logo rejeitado por
antecipação.
O que me intriga ao saber que Lúcifer,
embora decano e grande oligarca, não governa o inferno sozinho, é a quantidade
de demônios na composição do seu colegiado – sete. Ora, até isso é enganoso. O
número sete é referencia de luz divina!
Ganha uma viagem de lua de mel, sem
volta, a Marajá do Sena quem escrever uma carta ao Dr. Pêta dizendo quem são os
outros demônios do colegiado que comandam o inferno.
Mas que transgressões que a grande
maioria das pessoas neste mundo, o qual ainda é de nosso Deus, cometem para
merecer a vida infernal que levam e nem precisando morrer para que suas almas
sejam torturadas sob as trevas jurisprudenciais do colegiado dos demônios?
A minoria rica é omissa e dentro da
minoria omissa há a minoria esclarecida que também se omite. Essas
conjuminâncias se reforçam em egoísmos que redundam em alianças de arrogâncias
e de poder, gerando mais pobreza econômica e mais atraso social e sendo assim, nunca
haverá república democrática para promover a alfabetização, a informação não
manipulada e a independência de expressão.
Por conseguinte, não desaparecerão os súditos e nem surgirão as cidadãs e os cidadãos.
Por conseguinte, não desaparecerão os súditos e nem surgirão as cidadãs e os cidadãos.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Cobrança
Amigas e amigos da família de Luciano, Prefeito de Timon, divulgaram
esta nota de solidariedade e cobrança:
Muito estranho que o automóvel costumeiramente utilizado por Luciano Leitoa, Prefeito de Timon, tenha sido atacado à bala quando trafegava à noite a caminho do sitio da família, num lugar de difícil acesso na zona rural do município.
Luciano Leitoa, contrariando o costume, não foi naquele automóvel. O motorista foi quem restou atingido por balas, ficando em estado grave.
Divulgam-se agora as conclusões a que chegaram, em tempo recorde, as autoridades policiais do Estado que tudo não passou de um caso comum de assalto, aduzindo-se até que outros com semelhantes características já haviam acontecido na mesma estrada.
No Maranhão de hoje, mais que em qualquer ponto do País, todas as pessoas vivem sob a insegurança pública e em situações de iminentes perigos. Inarredavelmente, é a bolsa ou a vida.
O inquérito policial sobre esse estranho caso de ataque à bala ao automóvel do Prefeito de Timon já foi concluído? Quantas e quais testemunhas foram ouvidas? O Ministério Público já teve vistas dos autos e não pediu nenhuma diligência complementar? E o Juiz do caso?
Os amigos Léo Costa, Clay Lago, Sandra Torres, Edson Vidigal, Aziz Santos, Humberto Seixas, Aziz Junior, Marcelo Bezerra, John Cutrim estão solidários com o Prefeito de Timon, Luciano Leitoa e sua família.
Muito estranho que o automóvel costumeiramente utilizado por Luciano Leitoa, Prefeito de Timon, tenha sido atacado à bala quando trafegava à noite a caminho do sitio da família, num lugar de difícil acesso na zona rural do município.
Luciano Leitoa, contrariando o costume, não foi naquele automóvel. O motorista foi quem restou atingido por balas, ficando em estado grave.
Divulgam-se agora as conclusões a que chegaram, em tempo recorde, as autoridades policiais do Estado que tudo não passou de um caso comum de assalto, aduzindo-se até que outros com semelhantes características já haviam acontecido na mesma estrada.
No Maranhão de hoje, mais que em qualquer ponto do País, todas as pessoas vivem sob a insegurança pública e em situações de iminentes perigos. Inarredavelmente, é a bolsa ou a vida.
O inquérito policial sobre esse estranho caso de ataque à bala ao automóvel do Prefeito de Timon já foi concluído? Quantas e quais testemunhas foram ouvidas? O Ministério Público já teve vistas dos autos e não pediu nenhuma diligência complementar? E o Juiz do caso?
Os amigos Léo Costa, Clay Lago, Sandra Torres, Edson Vidigal, Aziz Santos, Humberto Seixas, Aziz Junior, Marcelo Bezerra, John Cutrim estão solidários com o Prefeito de Timon, Luciano Leitoa e sua família.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Vinagre
O
ácido acético, conhecido popularmente como vinagre, tem sido largamente usado
nos lugares mais pobres da Índia para detectar o câncer cervical, ou seja, o câncer no útero.
Os cientistas
da Universidade John Hopkins (Estados Unidos) descobriram que o material
recolhido do útero com um cotonete embebido em vinagre responde em questão de
minutos se há câncer a caminho ou não.
Os indícios de células cancerígenas são confirmados se a amostra retirada do útero e mantida no cotonete sob os efeitos do vinagre resultar numa coloração branca ou amarelada.
Os indícios de células cancerígenas são confirmados se a amostra retirada do útero e mantida no cotonete sob os efeitos do vinagre resultar numa coloração branca ou amarelada.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
De Fora
Os
Municípios, em especial os que estão fora das regiões metropolitanas, não
conseguem atrair médicos, apesar das vantagens salariais.
Quando Prefeitos de lugares muito distantes pediram ao Governo de Cuba os seus paramédicos e eles, profissionais bem formados, começaram a dar conta do recado, houve uma mobilização nacional de entidades de médicos brasileiros ate que impediram o trabalho dos cubanos.
Médicos formados na Bolívia, embora brasileiros, chegaram a ser presos porque trabalhavam para Prefeituras do interior.
Agora, estando maior a falta de médicos no interior, a Dilma mandou remover os obstáculos legais para trazer médicos de qualquer lugar do mundo que queiram trabalhar no interior do Brasil.
Quando Prefeitos de lugares muito distantes pediram ao Governo de Cuba os seus paramédicos e eles, profissionais bem formados, começaram a dar conta do recado, houve uma mobilização nacional de entidades de médicos brasileiros ate que impediram o trabalho dos cubanos.
Médicos formados na Bolívia, embora brasileiros, chegaram a ser presos porque trabalhavam para Prefeituras do interior.
Agora, estando maior a falta de médicos no interior, a Dilma mandou remover os obstáculos legais para trazer médicos de qualquer lugar do mundo que queiram trabalhar no interior do Brasil.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Horizontes
Senhor de tudo, em especial da razão, o tempo atravessa insone dias e noites e nós querendo demarca-lo inventamos os calendários e os relógios, os meses, os anos e as horas, mas não adianta muito, ou nada.
A cada dúzia de meses, a que chamamos ano, bimbalhamos esperanças como se elas fossem os sinos de uma torre única, tão enorme quanto inalcançável.
Ainda bem que a esperança, e cada um de nós a mantem bem guardada no recôndito da imaginação, ainda bem que a esperança, mesmo sendo a ultima que morre, quase nunca morre nos nossos sonhos.
Danamo-nos a idealizar um ano novo com tudo, tudo, muito tudo, só de bom. Não nos lembramos de que a vida nos leva numa jornada em que somos levados a conhecer também, e bastante, o que há de ruim.
Viver é um aprendizado durante. Somam-se mais fracassos do que sucessos. Somam-se mais derrotas do que vitórias. Daí a importância, mais que isso, a necessidade da persistência.
Não desistir renova o oxigênio para o existir, o sentir que vale a pena seguir. A sabedoria está em suportar o sofrer sem arrefecer o amor. Nada de endurecer-se.
O poeta escreveu que um dia morrerá a língua em que foram escritos os versos e depois morrerá o planeta girante em que tudo isso se deu. Será que alguém acreditou mesmo no ultimo fim do mundo?
Saramago também pensou nisso – um dia a terra desaparece, o sol se apaga, o sistema solar acaba e o universo nem sequer se dará conta de que nós existimos. O universo não saberá que Homero escreveu a Ilíada.
Talvez porque já estou bem grandinho para ir acreditando em falsas utopias, quanto mais em data marcada para o fim do mundo, recordo que nem mesmo quando era criança, e a cidade inteira, acionada por um boato, viajou por um clima de fim de mundo, e eu nem assim, vendo aquele desespero todo, me abalei.
Todo mundo fala do fim do mundo com uma incerteza obvia. Diz um dia e pronto. Eu tenho para mim que o mundo não acabará por inteiro.
Será muito injusto que as pessoas do mal, os déspotas, os oligarcas, os arrogantes, os larápios da boa fé popular, enfim essa gentalha toda que só quer se dar bem, tenha o mesmo fim, exatamente um fim igual ao das pessoas de bem que, como nós, até se mortificam segurando o bom exemplo, praticando a decência que defendem, vivendo do que tiram do trabalho honesto.
Seria muito injusto catapultar todos, os do mal e os do bem, ao mesmo tempo num caos linear e abrangente.
A melhor hipótese, então, seria a do Juízo Final. O Todo Poderoso da nossa fé, em instancia final, julgando, pesando e medindo. E separando os bons dos maus, os justos dos injustos.
Um novo ano novo está começando. E começo a rever aquelas pistolas, de volta aos varejos, remarcando os preços.
Falaram com boa antecedência que a gasolina iria subir de preço e foi o bastante. Aquele dragão da inflação que se fingia de morto já começa a se contorcer.
Melhor confiar na esperança. Olá esperança!
A cada dúzia de meses, a que chamamos ano, bimbalhamos esperanças como se elas fossem os sinos de uma torre única, tão enorme quanto inalcançável.
Ainda bem que a esperança, e cada um de nós a mantem bem guardada no recôndito da imaginação, ainda bem que a esperança, mesmo sendo a ultima que morre, quase nunca morre nos nossos sonhos.
Danamo-nos a idealizar um ano novo com tudo, tudo, muito tudo, só de bom. Não nos lembramos de que a vida nos leva numa jornada em que somos levados a conhecer também, e bastante, o que há de ruim.
Viver é um aprendizado durante. Somam-se mais fracassos do que sucessos. Somam-se mais derrotas do que vitórias. Daí a importância, mais que isso, a necessidade da persistência.
Não desistir renova o oxigênio para o existir, o sentir que vale a pena seguir. A sabedoria está em suportar o sofrer sem arrefecer o amor. Nada de endurecer-se.
O poeta escreveu que um dia morrerá a língua em que foram escritos os versos e depois morrerá o planeta girante em que tudo isso se deu. Será que alguém acreditou mesmo no ultimo fim do mundo?
Saramago também pensou nisso – um dia a terra desaparece, o sol se apaga, o sistema solar acaba e o universo nem sequer se dará conta de que nós existimos. O universo não saberá que Homero escreveu a Ilíada.
Talvez porque já estou bem grandinho para ir acreditando em falsas utopias, quanto mais em data marcada para o fim do mundo, recordo que nem mesmo quando era criança, e a cidade inteira, acionada por um boato, viajou por um clima de fim de mundo, e eu nem assim, vendo aquele desespero todo, me abalei.
Todo mundo fala do fim do mundo com uma incerteza obvia. Diz um dia e pronto. Eu tenho para mim que o mundo não acabará por inteiro.
Será muito injusto que as pessoas do mal, os déspotas, os oligarcas, os arrogantes, os larápios da boa fé popular, enfim essa gentalha toda que só quer se dar bem, tenha o mesmo fim, exatamente um fim igual ao das pessoas de bem que, como nós, até se mortificam segurando o bom exemplo, praticando a decência que defendem, vivendo do que tiram do trabalho honesto.
Seria muito injusto catapultar todos, os do mal e os do bem, ao mesmo tempo num caos linear e abrangente.
A melhor hipótese, então, seria a do Juízo Final. O Todo Poderoso da nossa fé, em instancia final, julgando, pesando e medindo. E separando os bons dos maus, os justos dos injustos.
Um novo ano novo está começando. E começo a rever aquelas pistolas, de volta aos varejos, remarcando os preços.
Falaram com boa antecedência que a gasolina iria subir de preço e foi o bastante. Aquele dragão da inflação que se fingia de morto já começa a se contorcer.
Melhor confiar na esperança. Olá esperança!
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Normalidade
Dilma
esteve hoje pela manhã no Hospital Sírio-Libanês, em S. Paulo, submetendo-se a
exames de rotina. Saiu pouco depois do meio dia e embarcou para o litoral
baiano, onde passará a virada do ano.
Seu médico particular, Dr. Kalil Filho, afamado cardiologista, informou que os resultados dos exames da Presidente estão dentro da normalidade
Seu médico particular, Dr. Kalil Filho, afamado cardiologista, informou que os resultados dos exames da Presidente estão dentro da normalidade
Ainda o Mensalão
Tarso
Genro, 65, Governador do Rio Grande do Sul, ex – Presidente do PT e ex-Ministro
da Justiça no 2º Governo Lula, em entrevista à Folha de S. Paulo, edição de
hoje, ainda sobre o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal:
- O que houve foi que transitou por dentro da mídia
um prejulgamento que incriminou todos os réus antes. Isso fez com que o Supremo
buscasse fundamentar a condenação através de uma teoria que permitisse a
condenação sem provas suficientes.
-
A ampla condenação da maioria foi adequada. Um exemplo: Delúbio (Soares). Ele
era réu confesso, é natural que fosse condenado. Eu me refiro às condenações de
dirigentes do PT como Genoino e Dirceu. Independentemente das responsabilidades
que tiveram de natureza politica, do ponto de vista criminal não ficou provado.
-
O partido (PT) tem que se atualizar profundamente em relação aos métodos de
direção, ao seu programa de governo. É o que defendemos para que o PT retorne
às suas origens. Mas retorne sabendo que existe uma outra sociedade de classes
hoje, que o projeto socialista concreto faliu.
-
Nossa agenda não pode ficar a vida inteira explicando a ação penal 470 (o
mensalão). E nem uma agenda que seja predominantemente de solidariedade aos
companheiros condenados. Eles tem de ter a solidariedade devida em função de um
julgamento sem provas, mas é uma agenda que o partido tem que esgotar. Quando
falo que que nossa agenda não pode ser composta por um escritório de explicações
quero dizer que já falamos o suficiente sobre isso. A ação penal, para nós, é
historia agora.
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