quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Gisele Sem Censura


A tentativa do Governo através do Ministério das Mulheres de tirar do ar o comercial sobre langerie estrelado por Gisele Bündchen foi rechaçada pelo Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária, o Conar.
Por unanimidade, o processo foi arquivado.
Segundo o Governo federal, “a propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas".
O Conar entendeu, contudo, que “os estereótipos presentes na campanha são comuns à sociedade e facilmente identificados por ela, não desmerecendo a condição feminina".
No comercial de TV que o Ministério das Mulheres tentou censurar, Gisele aparece usando roupas normais para falar, por exemplo, que bateu o carro. A estratégia é classificada como "errada" e em seguida a forma "correta" é mostrada: a modelo repete a notícia, usando apenas lingerie. "Você é brasileira, use seu charme".

Duas Versões

Jorge Vieira é uma pessoa por quem tenho muita estima pessoal, respeito profissional e admiração plena. É um modelo de seriedade e de responsabilidade em tudo que executa. Informado por alguém que, com certeza, gosta muito de mim, o Jorge publicou no seu conceituado blog:


“O ex Ministro do STJ, Edson Vidigal, ex candidato ao Senado em 2010, manifestou o desejo de representar o PDT na sucessão de São Luis, durante reunião do partido realizada na noite de segunda feira.


Considerado hoje um dos melhores quadros da oposição à oligarquia Sarney, Vidigal, segundo um dirigente pedetista, poderá ser a opção partidária para 2012, diante de forte resistência contra a coligação com João Castelo (PSDB) ou Tadeu Palácio.
A candidatura do ex Ministro é vista com muita simpatia pelas mais diversas correntes que disputam o comando interno do partido e deverá mobilizar as discussões internas nos próximos encontros.”
Dia seguinte, Lourival Bogéa, editor do Jornal Pequeno, me perguntou se eu havia lido no Informe JP a nota do Jorge Vieira. Não. Estava em viagem pelo interior, a serviço do PDT.
Sou amigo pessoal de uma vida inteira da família Bogéa. Sou advogado do jornal para o qual ainda escrevo, a título de colaboração, um artigo semanal. Eis aqui a nota do Informe JP:
Durante reunião do PDT, na noite de segunda feira, o ex Presidente do STJ Edson Vidigal manifestou desejo de representar o partido na sucessão de São Luis.
Considerado hoje um bom quadro da oposição à oligarquia Sarney, segundo um dirigente pedetista que não apóia a tese de aliança com o Prefeito João Castelo, pode ser uma opção partidária para 2012.
Apesar da candidatura do ex Ministro ser vista com simpatia por setores que disputam o comando interno do partido,a tendência do PDT é coligar com o Prefeito João Castelo.”
Falei para o Lourival achando graça. Passei à noite com a Eurídice pela reunião do PDT apenas para cumprimentar o Igor por já estar o partido organizado em 211 Munícipios do Estado e, também, para abraçar o Ewerton pelo seu aniversário. Sobre 2012 não falei nada. Ninguém me ouviu falar nada. Saímos de lá para a casa do Neiva.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Três Histórias

Eu estava atrás desse discurso do Steve Jobs na Universidade de Stanford. O discurso ficou famoso muito antes de Jobs morrer. É que neste texto ele fala inclusive sobre a sua relação bem próxima com a morte. E dá dicas importantes sobre o exercício de viver. E vencer. 

Como se diz em inglês, enjoe...


É uma honra estar com vocês hoje nessa formatura de uma das mais excelentes universidades do mundo. Eu nunca me formei na faculdade. Verdade seja dita, esta foi a vez na vida em que eu cheguei mais perto de uma formatura de faculdade. Hoje eu gostaria de contar pra vocês três histórias da minha vida. É isso. Não é grande coisa. Só três histórias.


A primeira história é sobre ligar os pontos. Eu deixei a Reed College depois dos primeiros 6 meses, mas então eu fiquei por lá como um “drop-in” por outros 18 meses, coisa assim, antes de eu realmente sair. Então por que eu saí?


Começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem e solteira estudante de faculdade, e ela decidiu me colocar para adoção. Ela achava muito fortemente que eu devia ser adotado por pessoas formadas, então tudo estava preparado pra que quando eu nascesse fosse adotado por um advogado e sua esposa. Exceto que quando eu apareci eles decidiram no último minuto que na verdade eles queriam uma garota. Então meus pais adotivos, que estavam numa lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite perguntando: “Nós temos um garoto ‘imprevisto’; vocês o querem?” Eles disseram: “É claro!”

Minha mãe biológica mais tarde descobriu que minha mãe adotiva nunca se formou na faculdade e que meu pai adotivo nunca se formou no colégio (ensino médio). Ela se recusou a assinar os papéis finais da adoção. Ela só cedeu alguns meses depois quando meus pais adotivos prometeram que um dia eu iria para a faculdade.
E 17 anos depois eu fui pra faculdade. Mas ingenuamente eu escolhi uma faculdade quase tão cara quanto Stanford, e todas as economias dos meus pais de classe operária estavam sendo gastas na minha educação superior.

Depois de seis meses, eu não podia enxergar o valor daquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer com minha vida e nenhuma idéia de como a faculdade poderia me ajudar a descobrir. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais economizaram durante suas vidas inteiras. Então eu decidi sair e confiar que tudo ia acabar dando certo. Era bem assustador naquela época, mas olhando para trás, foi uma das melhores decisões que eu já tomei. Assim que eu saí eu pude parar de assistir as aulas obrigatórias que não me interessavam, e comecei a assistir as que pareciam interessantes.

Nem tudo foi tão romântico. Eu não tinha um dormitório, então eu dormia no chão do quarto dos amigos; eu devolvia garrafas de coca-cola aos depósitos por 5 centavos pra poder comprar comida; e eu andava as 7 milhas (11,2 km) através da cidade toda noite de domingo pra pegar uma boa refeição semanal no templo Hare Krishna. Eu amava aquilo. E muito do que eu encontrei seguindo minha curiosidade e intuição se mostrou de valor incalculável mais tarde.

Deixe-me dar um exemplo: A Reed College naquele tempo oferecia quem sabe a melhor instrução sobre caligrafia no país. Por todo o campus, cada pôster, cada etiqueta em cada gaveta, apresentava uma bela caligrafia manual. Por eu ter saído e não ter que assistir as aulas normais, eu decidi tomar aulas de caligrafia para aprender a fazer aquilo. Eu aprendi sobre caracteres com e sem serifa, sobre a variação do espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna a grande tipografia grande. Era bonita, histórica, artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode capturar, e eu achei aquilo fascinante

Nada disso tinha sequer um lampejo de aplicação prática na minha vida. Mas dez anos depois, quando nós estávamos projetando o primeiro computador Macintosh, aquilo tudo voltou. E nós colocamos tudo no Mac. Foi o primeiro computador com uma tipografia bonita. Se eu nunca tivesse entrado naquele simples curso da faculdade, o Mac nunca teria múltiplos tamanhos de letra ou fontes proporcionalmente espaçadas. E como o Windows só copiou o Mac, provavelmente nenhum computador pessoal teria.

Se eu nunca tivesse deixado a faculdade, eu nunca teria entrado na aula de caligrafia, e os computadores pessoais poderiam não ter a maravilhosa tipografia que eles têm. Claro que era impossível conectar os pontos olhando pra frente quando eu estava na faculdade. Mas ficou muito, muito claro olhando pra trás dez anos depois.

De novo: você não pode conectar os pontos olhando adiante; você só pode conectá-los olhando pra trás. Então você tem que confiar que os pontos de algum jeito vão se conectar em seu futuro. Você tem que confiar em alguma coisa – seu intestino, destino, vida, karma, seja o que for. Essa idéia nunca me deixou cair, e fez toda a diferença na minha vida.

Minha segunda história é sobre amor e perda. Eu fui sortudo – encontrei o que eu amava fazer cedo na vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Nós trabalhamos duro, e em 10 anos a Apple cresceu de apenas nós dois numa garagem até uma companhia de 2 bilhões de dólares com mais de 4000 empregados. Nós tínhamos acabado de lançar nossa maior criação – o Macintosh – um ano antes, e eu tinha acabado de fazer 30. E então eu fui demitido. 

Como você pode ser demitido de uma empresa que você começou?
Bem, conforme a Apple cresceu nós contratamos alguém que eu achava muito talentoso para levar a empresa comigo, e no primeiro ano, mais ou menos, as coisas saíram bem. Mas então nossas visões do futuro começaram a divergir e eventualmente nós tivemos uma briga. Quando isso aconteceu, nosso Quadro de Diretores ficou do lado dele. Então aos 30 anos eu estava fora. E muito escandalosamente fora! O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta se foi, e isso me destruiu.

Eu realmente não sabia o que fazer por alguns meses. Eu sentia que tinha falhado diante de toda a geração anterior de empreendedores – que eu deixei cair o bastão quando ele estava sendo passado a mim. Encontrei David Packard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter trabalhado tão mal. Eu era uma falência pública, e eu até pensei em fugir do vale (do silício).

Mas algo começou a surgir lentamente em mim – eu ainda amava o que eu fazia. A série de eventos na Apple não tinha mudado isso nem um pouquinho. Eu fui rejeitado, mas eu ainda estava apaixonado. Então eu decidi recomeçar.

Eu não via isso na hora, mas o fato é que ser demitido da Apple foi a melhor coisa que jamais poderia ter me acontecido. O peso de ser bem sucedido foi trocado pela leveza de ser um iniciante de novo, sem ter certeza de quase nada. Isso me libertou para entrar num dos períodos mais criativos da minha vida.

Nos cinco anos seguintes, eu comecei uma empresa chamada NeXT, outra empresa chamada Pixar, e me apaixonei por uma magnífica mulher que se tornaria minha esposa. A Pixar criou o primeiro filme do mundo animado por computador, Toy Story, e hoje é o mais bem sucedido estúdio de animação do mundo.

Numa memorável seqüência de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu retornei à Apple, e a tecnologia que nós desenvolvemos na NeXT está no coração da atual ressurreição da Apple. E Laurence e eu temos uma maravilhosa família juntos.

Tenho toda a certeza de que nada disso teria acontecido se eu não fosse demitido da Apple. Foi um remédio de gosto amargo, mas acho que o paciente precisava dele. Às vezes a vida te bate na cabeça com um tijolo. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me manteve em ação foi o fato de que eu amava o que fazia.

Você tem que achar o que você ama. E isso é tão verdade para o seu trabalho quanto é para seu companheiro. Seu trabalho vai ocupar uma grande parte da sua vida, e o único jeito de ficar verdadeiramente satisfeito é fazer o que você acredita que é um belo trabalho. E o único jeito de fazer um belo trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não achou, continue procurando. Não fique sentado. De todo o coração, você vai saber quando encontrar.

E, como qualquer grande relacionamento, só melhora mais e mais conforme os anos vão passando. Então continue procurando até achar. Não fique sentado.My third story is about death.Minha terceira história é sobre a morte.

Quando eu tinha 17 anos, eu li uma citação mais ou menos assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, algum dia provavelmente você vai acertar”. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu tenho olhado no espelho cada manhã e perguntado a mim mesmo: “Se hoje fosse o último dia da minha vida, eu ia querer fazer o que eu vou fazer hoje?” E sempre que a resposta foi “Não” por vários dias seguidos, eu soube que eu tinha que mudar alguma coisa

Lembrar que eu logo vou estar morto é a ferramenta mais importante que eu já encontrei pra me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Porque quase tudo – toda a expectativa exterior, todo o orgulho, todo o medo de dificuldades ou falhas – estas coisas simplesmente somem em face da morte, deixando apenas o que é realmente importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de achar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Mais ou menos há um ano eu recebi um diagnóstico de câncer. Eu fiz um exame às 7:30 da manhã, e ele mostrou claramente um tumor no meu pâncreas. E eu nem sabia o que era um pâncreas! Os médicos me disseram que era quase com certeza um tipo incurável de câncer, e que eu não devia esperar viver mais do que de três a seis meses.

Meu médico me aconselhou a ir pra casa e botar meus negócios em ordem, o que no idioma dos médicos significa: prepare-se para morrer. Significa tentar dizer aos seus filhos tudo o que você pensou que teria os próximos 10 anos para lhes dizer, em apenas uns poucos meses. Significa ter certeza que tudo está no lugar para que seja tão fácil quanto possível para sua família. Significa dizer adeus.

Eu fiquei com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, naquela noite eu tive uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio na minha garganta, através do meu estômago e dentro dos meus intestinos, colocaram uma agulha no meu pâncreas e pegaram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha esposa, que estava lá, me disse que quando eles viram as células no microscópio os médicos começaram a chorar porque descobriram que era uma forma muito rara de câncer pancreático que é curável através de cirurgia. Eu sofri a cirurgia e hoje eu estou bem.

Isto foi o mais perto que eu cheguei de encarar a morte, e eu espero que seja o mais perto que eu chegue por algumas décadas mais. Tendo sobrevivido, hoje eu posso dizer isto a vocês com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito útil mas puramente intelectual: ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem ir para o Céu não querem morrer pra chegar lá. E mesmo assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca escapou a ela.

E é como deveria ser, porque a Morte é muito provavelmente a melhor invenção da Vida. É o agente de mudança da Vida. Ela tira o velho do caminho pra dar espaço pro novo. Por enquanto o novo são vocês, mas algum dia não muito distante, vocês gradualmente vão se tornar os velhos e sair do caminho. Me desculpe por ser tão dramático, mas é totalmente verdade.

Seu tempo é limitado, então não gaste vivendo a vida de outra pessoa. Não caia na armadilha do dogma – que é viver com os resultados do pensamento de outra pessoa. 

Não deixe o ruído da opinião alheia sufocar sua voz interior. E mais importante, tenha coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário.

Quando eu era jovem, havia uma maravilhosa publicação chamada “The Whole Earth Catalog” (O Catálogo de Toda a Terra), que era uma das bíblias da minha geração. Foi criada por um camarada chamado Stewart Brand não muito longe daqui, em Menlo Park, e ele deu vida à publicação com seu toque poético.

Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores pessoais e da editoração eletrônica, então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras polaróides. Era tipo o Google formato brochura, 35 anos antes do Google aparecer: era idealista, e com abundância de recursos elegantes e idéias brilhantes.

Stewart e sua equipe publicaram várias edições do “The Whole Earth Catalog”, e então quando seu papel estava cumprido, eles publicaram uma edição final. Era meados dos anos 70, e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa da edição final havia uma fotografia do amanhecer em uma estradinha de terra, do tipo em que você poderia ficar pegando carona se você for aventureiro. Embaixo dela estavam as palavras: “Stay Hungry. Stay Foolish.”

Era a mensagem de despedida deles ao sair do ar. Stay Hungry. Stay Foolish. E eu tenho sempre desejado isso pra mim mesmo. E agora, ao vocês se formarem para começar outra vez, eu desejo isto a vocês: “Stay Hungry. Stay Foolish” [Continuem esfomeados. Continuem moleques].

Muito obrigado a todos vocês.
                                                       

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Ainda a Esperança


Uma notícia vinda do Japão na semana passada ainda me ocupa aquele espaço que a gente costuma reservar para as divagações próprias dos momentos cada vez mais difíceis para algum retiro espiritual.
Digo cada vez mais difíceis porque um momento de sossego no qual a gente possa estar só com a gente, sem interferências ou ruídos do mundo em derredor, um tempo para pensar nas coisas que vão acontecendo, buscando obter da reflexão ensimesmada algum sinal confiável para a gente não se perder na estrada, um momento assim para reflexões está mesmo a cada dia mais difícil, tamanhas as interrupções a que as imposições das rotinas do dia a dia nos submetem.
Há dias que essa notícia vinda do Japão, não me sai da cabeça. No começo deste ano, como vocês se lembram, um terremoto e uma onda tsunami devastaram o país, inclusive causando uma explosão numa usina nuclear, deixando centenas de milhares de pessoas ao desabrigo, muitos até sem água para beber.
A capacidade do povo japonês em se soerguer das cinzas às quais volta e meia é atirado, vulcões, terremotos, tsunamis, explosões em usinas nucleares, bombas atômicas, isso tudo não só impressiona o resto do mundo como também nos avisa de que todos nós, mundo afora, ainda temos muito que aprender com os japoneses.
Num banheiro público em Sakado, um pequeno município na periferia de Tóquio, alguém encontrou um envelope com 131 mil dólares e um bilhete.
No Japão, a coisa perdida não é de quem a encontra. E no caso do envelope com os dólares havia um bilhete indicando que aquele dinheiro era uma doação em favor das vítimas das catástrofes que quase dizimaram o país.
O envelope com o dinheiro foi deixado num banheiro público de Sakado, mas o doador anônimo fez questão de dizer no seu bilhete que o benefício deveria ser destinado para os moradores de Tohoku, um município da região nordeste, a mais afetada pela explosão da usina nuclear de Fukushima, onde morreram cerca de 20 mil pessoas.
O Governo municipal de Sakado, onde o dinheiro foi encontrado, anunciou que aguardará por três meses uma manifestação do legítimo dono do dinheiro. Esse legítimo dono até aqui não é mais que um ilustre japonês ou uma ilustre japonesa de rosto anônimo na multidão.
Dentro de três meses, não aparecendo o dono do dinheiro e autor do bilhete, os 131 mil dólares serão entregues à Cruz Vermelha que os destinando em ajuda às vítimas das catástrofes do começo do ano estará realizando a vontade do doador. "Estamos espantados e também agradecidos", disse o porta-voz da municipalidade de Tohoku, Massumi Sakiguchi.
Essa história poderia ser apenas uma a mais no repertório das filantropias, inusitada conquanto, se o bilhete do doador anônimo não registrasse, de passagem, um pequeno detalhe – estou só, não tenho mais futuro.
É sobre isso que eu tenho pensado. Se nada pode ser pior a uma pessoa que a solidão e a falta de futuro, imagine um desalento desses se esparramando sobre um Povo inteiro. Um Povo sem líderes confiáveis, rodeado por políticos, na maioria, desonestos ou despreparados, tem todas as razões para se sentir só. E não almejar mais a futuro algum.

sábado, 8 de outubro de 2011

Lucidez


Lucidez não é artigo de consumo que se encontre em prateleiras, notadamente em prateleiras de bodegas freqüentadas por políticos no Maranhão. 
Ao dar entrevista a uma rádio do sistema mirante, também conhecido como sistema mentira, e são incontáveis as que em ofensa à honra alheia são propagadas por motivos políticos no Estado, buscando intrigar pessoas decentes com a opinião pública, Flávio Dino soube, a meu ver, se expressar com lucidez:
- É preciso se debater quadros e a candidatura à Prefeitura de São Luis deve ser amadurecida com uma discussão em conjunto com grupos aliados e o olhar de mudança com discurso que seja compatível com a visão que a população de São Luis tem da administração do Prefeito João Castelo.
- Na medida em que a administração Castelo é mal avaliada, naturalmente nós achamos que é preciso trilhar outro caminho.
- No ano que vem haverá o melhor momento para se definir candidaturas. A eleição de 2012 será marcada pelo debate político e a vontade do eleitor na escolha do futuro administrador de São Luis. 

PDT Maranhão


De Imperatriz, o segundo maior colégio eleitoral do Estado, o Vice Prefeito Jean Carlo, líder do PDT na região, informa que os Vereadores Rildo Amaral e Luis Gonçalves se filiaram ao partido.
O Vereador Rildo lidera segmentos jovens do Municipio tendo sido um dos mais votados na última eleição pelo PV, o Partido Verde. O Vereador Luis Gonçalves é Pastor da Assembléia de Deus, um dos lideres religiosos de grande prestigio popular.
Agora, de Balsas, a capital do agro-negócio, um dos Municípios de maior potencial de crescimento no Estado, o líder do PDT local, Márcio Honaiser, dá a notícia da festa cívica que será a filiação de mais de uma centena de líderes da comunidade, representantes dos mais diversos setores empresariais, operários e estudantis.
Sobre a festa das filiações de hoje em Balsas o Presidente regional do PDT, Igor Lago, enviou mensagem a ser lida pelo Márcio, neste termos:
Companheiras e companheiros do PDT de Balsas,

Foi com alegria que tomei conhecimento de vossa confraternização a poucos instantes.

Gostaria de externar a todos voces que o nosso partido, após a cassação, a campanha eleitoral mais difícil de sua existência e, por último, o desaparecimento físico de seu líder maior, vem cumprindo com o seu primeiro dever, isto é, o de reorganizar-se e fortalecer-se para continuar sendo um instrumento de luta em favor de nosso povo sofrido.

Até a presente data, estamos reorganizados em mais de 200 municípios, a maioria em forma de comissões provisórias, o que nos estimula a seguir em frente e pensar em realizar logo as convenções municipais para a formação dos diretórios.

Não pensamos e não fazemos a política das negociatas, das barganhas, das rasteiras, dos conchavos, das trocas de cargos ou favores. Nada disso! Nós pensamos e fazemos a política republicana que todo partido verdadeiramente democrático e popular deve pensar e fazer.

O nosso objetivo é trabalhar pela coesão partidária sob o legado que o nosso Jackson Lago deixou, o da honestidade, o do trabalho e o da ética.

Sejam bem vindos a este partido fundado com o objetivo de transformar a realidade brasileira e maranhense.

Precisamos ser sábios e persistentes para superar todas as adversidades do presente.

Aproveito a oportunidade para sugerir-lhes um grande encontro regional, ao qual me comprometo, desde já, a comparecer e discutir o partido e o seu papel em nosso estado com todos voces.

Saudações Trabalhistas!

Jackson Lago vive!