Presidente
nacional do PDT e ex-Ministro do Trabalho do governo Dilma, Carlos Lupi está
negociando a aliança do seu partido com outras opções. Há duas semanas almoçou
em segredo com o senador tucano Aécio Neves. Na semana anterior, o encontro foi
com Eduardo Campos. Lupi quer apoiar qualquer nome em 2014, menos o da
presidente Dilma. O ex-ministro ainda está magoado com sua demissão do cargo,
mesmo depois de ter declarado publicamente que “ama a presidente Dilma”. (De Felipe
Paturi no saite de Época.)
terça-feira, 12 de março de 2013
Hipertensos
Primeiro
foi o Veríssimo, 76 anos, em novembro do ano passado. E agora, ele de novo.
Nesta mesma fase, Emilio Santiago, 66 anos e depois Zé Ramalho, 63 anos. Todos
hipertensos.
Santiago teve um AVC e está proibido de receber visitas. Ramalho segue sob observação médica. Veríssimo tem como agravante o diabetes.
A hipertensão, segundo as estatísticas, é a principal causa hoje da doença que está em primeiro lugar em mortes no Brasil – AVC, acidente vascular cerebral.
O pior é que não tem cura e só dá caras com os seus efeitos perversos anos depois de passar um longo tempo incubada.
Há meios de conviver com a hipertensão – mudança nos modos de vida, exercícios físicos, adeus ao fumo e ao álcool, alimentação saudável, vegetais, frutas, manter-se ocupado com algum trabalho, mas sem stress, vida familiar sem aporrinhação, sono de 8 horas a cada noite.
Santiago teve um AVC e está proibido de receber visitas. Ramalho segue sob observação médica. Veríssimo tem como agravante o diabetes.
A hipertensão, segundo as estatísticas, é a principal causa hoje da doença que está em primeiro lugar em mortes no Brasil – AVC, acidente vascular cerebral.
O pior é que não tem cura e só dá caras com os seus efeitos perversos anos depois de passar um longo tempo incubada.
Há meios de conviver com a hipertensão – mudança nos modos de vida, exercícios físicos, adeus ao fumo e ao álcool, alimentação saudável, vegetais, frutas, manter-se ocupado com algum trabalho, mas sem stress, vida familiar sem aporrinhação, sono de 8 horas a cada noite.
Degelo
Não
haverá um percentual. A base será o preço do fabricante, a partir de 31 deste
mês. Os remédios todos terão aumento. E aí danem-se os que dependem de
comprimidos ou gotas diárias, no caso, em especial, os aposentados.
É aquele velho truque de dar com uma mão e tirar com a outra. A redução dos preços dos alimentos da cesta básica ainda nem chegou totalmente às prateleiras e a alegria do anuncio já é abatida por esse novo aumento de preços.
É aquele velho truque de dar com uma mão e tirar com a outra. A redução dos preços dos alimentos da cesta básica ainda nem chegou totalmente às prateleiras e a alegria do anuncio já é abatida por esse novo aumento de preços.
Madalena
Numa
dessas minhas idas e vindas de toda semana pela ponte aérea São Luís-Brasília-São
Luís, reencontrei, não faz tanto tempo, a Desembargadora Madalena Serejo,
aposentada do Tribunal de Justiça do Maranhão.
Parecia bem disposta. Carregava um lepitop. Conversamos enquanto percorríamos o corredor que leva à porta do avião. E a política, vai encarar de novo? Quis saber. Tenho sido muito cobrado a não desistir. Tangenciei.
Para Governador em 2006 somei 15% dos votos válidos garantindo com meu apoio no segundo turno a eleição do Jackson. Em S. Luís obtive 40 mil votos para Governador. Para Senador em 2010 somei 500 mil 602 votos no Estado, dos quais 120 mil em S. Luís.
Lembrei esses números a Madalena. Mas vai ou não vai? Ela insistiu. Eu eu disse – ainda não sei.
Hoje eu soube que a Madalena morreu no ultimo fim de semana. Aos 74 anos. De complicações diabéticas. Fez a sua jornada com muito esforço e sofrimento. Mas venceu.
Parecia bem disposta. Carregava um lepitop. Conversamos enquanto percorríamos o corredor que leva à porta do avião. E a política, vai encarar de novo? Quis saber. Tenho sido muito cobrado a não desistir. Tangenciei.
Para Governador em 2006 somei 15% dos votos válidos garantindo com meu apoio no segundo turno a eleição do Jackson. Em S. Luís obtive 40 mil votos para Governador. Para Senador em 2010 somei 500 mil 602 votos no Estado, dos quais 120 mil em S. Luís.
Lembrei esses números a Madalena. Mas vai ou não vai? Ela insistiu. Eu eu disse – ainda não sei.
Hoje eu soube que a Madalena morreu no ultimo fim de semana. Aos 74 anos. De complicações diabéticas. Fez a sua jornada com muito esforço e sofrimento. Mas venceu.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Culpas
Maduro,
que não parece tão maduro assim, falou que a agencia central de inteligência dos
Estados Unidos, a famosa CIA, teria inoculado em Chavez um vírus quase imperceptível
resultando no câncer mortifero.
Algo como o que teria ocorrido a Arafat, o líder palestino, cujo corpo será exumado para que os cientistas descubram, afinal, a verdadeira causa de sua morte.
A morte de Chavez, portanto, no entender de Maduro, o Presidente provisório da Venezuela, já teria uma causa e um culpado.
Já Graziela, a ex-mulher de Chorão, o vocalista da banda Charlie Brow Jr., não tem dúvidas quanto ao que o matou – a cocaína. Ela conta que fez de tudo para ele abandonar o vicio. O casamento ainda durou 15 anos.
Algo como o que teria ocorrido a Arafat, o líder palestino, cujo corpo será exumado para que os cientistas descubram, afinal, a verdadeira causa de sua morte.
A morte de Chavez, portanto, no entender de Maduro, o Presidente provisório da Venezuela, já teria uma causa e um culpado.
Já Graziela, a ex-mulher de Chorão, o vocalista da banda Charlie Brow Jr., não tem dúvidas quanto ao que o matou – a cocaína. Ela conta que fez de tudo para ele abandonar o vicio. O casamento ainda durou 15 anos.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Não Vai
Dirceu
pediu ao Barbosa para ir ao enterro de Chavez na Venezuela, amanhã, comprometendo-se
a retornar 24 horas depois.
Alegou amizade pessoal, o que é publico notório, com o Presidente morto.
Chavez não bebia, não fumava, fazia exercícios físicos diários, mas não escapou de um câncer aos 58 anos de idade.
Vazou no Supremo que Barbosa negará o pedido de Dirceu.
Se fosse para acudir um parente próximo em tratamento no exterior ou ele próprio corresse perigo de vida tendo que se operar lá fora, aí sim o Presidente do STF daria a autorização de viagem ao Dirceu.
Alegou amizade pessoal, o que é publico notório, com o Presidente morto.
Chavez não bebia, não fumava, fazia exercícios físicos diários, mas não escapou de um câncer aos 58 anos de idade.
Vazou no Supremo que Barbosa negará o pedido de Dirceu.
Se fosse para acudir um parente próximo em tratamento no exterior ou ele próprio corresse perigo de vida tendo que se operar lá fora, aí sim o Presidente do STF daria a autorização de viagem ao Dirceu.
Caiu o Veto
O
Congresso derrubou na madrugada de hoje o veto da Dilma na parte da lei que
estendia logo os royalties do petróleo a todos os Estados.
A Presidente disse que vetou porque a lei, como foi aprovada, contem a inconstitucionalidade de prejudicar ato jurídico perfeito, no caso os contratos em vigor e pelos quais só o Rio de Janeiro, o Espirito Santo e São Paulo recebiam royalties.
Ela disse que não é contra os royalties para todos os Estados, direcionados inteiramente para a educação. Mas lembrou que isso só pode acontecer a partir dos novos contratos.
A Presidente disse que vetou porque a lei, como foi aprovada, contem a inconstitucionalidade de prejudicar ato jurídico perfeito, no caso os contratos em vigor e pelos quais só o Rio de Janeiro, o Espirito Santo e São Paulo recebiam royalties.
Ela disse que não é contra os royalties para todos os Estados, direcionados inteiramente para a educação. Mas lembrou que isso só pode acontecer a partir dos novos contratos.
terça-feira, 5 de março de 2013
Eliana
Assediada por partidos políticos, a ministra do Superior Tribunal de Justiça Eliana Calmon afirmou ao jornal Tribuna da Bahia que uma eventual aventura na política seria possível depois de sua aposentadoria. "Eu poderia pensar em entrar para a política só para 2018”, disse Eliana.
Ex-corregedora nacional de Justiça, ela reconhece que sua passagem pelo órgão foi “tumultuada”, mas diz que o saldo é positivo. “Dei visibilidade à corregedoria, mais do que tinha dado o meu antecessor, o ministro Gilson Dipp, em razão da contestação da exposição das minhas posições”.
Enquanto não chega 2018, a ministra confessa ainda não ter certeza sobre o que vai fazer depois de largar a toga. Adianta apenas que vai fazer algo que "dê azo" à sua personalidade "meio instigante, meio investigadora, meio punitiva". Entre esses trabalhos, cita a possibilidade de juntar a uma ONG, ou escrever "artigos bons".
Na avaliação de Eliana, a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu a competência do CNJ para processar juízes antes das corregedorias foi fundamental para o órgão. “A minha luta maior foi para manter o poder disciplinar da corregedoria íntegro, sem haver a passagem pelas corregedorias estaduais”.
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, convidou a senhora para entrar no PSB. A senhora aceita o convite?
Eliana - Eu sou uma magistrada. Eu me preparei a vida inteira para ser magistrada e para exercer a magistratura, que, sem dúvida alguma, é uma atividade política. Porque eu faço parte de um Poder da República. É uma atividade política, só que é uma atividade política diferenciada, não tem militância partidária, está equidistante de partidos. Esse convite, eu fiquei até lisonjeada. Igual convite também foi feito pelo PPS.
O PPS propôs a outorga de uma medalha, a segunda medalha de Mérito Legislativo que eu tive, e, a partir daí, eles me convidaram para eu tomar um café com eles, na Câmara dos Deputados, eu fui e lá eles formularam um convite, para eu também ingressar no partido.
O convite mais sintomático foi o do governador Eduardo Campos porque ele fez publicamente. O outro fez em uma sala, onde eu estava com a liderança do partido. Eu não posso aceitar abrir mão imediatamente da magistratura, e eu tenho uma responsabilidade perante o meu tribunal que é, justamente, a Escola da Magistratura.
Ele cogitou da senhora sair candidata ou ao governo ou à cadeira para o Senado, pelo PSB. A senhora acredita que isso poderia se tornar realidade?
Eliana — Eu vi isso pelos jornais, o governador não me procurou. Em nenhum momento, eu não tive nenhum contato com ele, isso só foi arroubo de palanque, como os jornais noticiaram. Eu sorri, mas eu me aposento em novembro de 2014 e em novembro de 2014 eu já não tenho mais espaço para filiação partidária, em compatibilidade, essas coisas. Eu acho que algum pensamento meu que seja assim para eu entrar na política, aposentada, eu poderia pensar em entrar para a política só para 2018.
Não há possibilidade nenhuma da senhora deixar a magistratura para enveredar pelo campo político partidário?
Eliana – Eu não tenho vontade. Como eu dei uma entrevista essa semana, na TV Senado, e disse: é a minha casa, eu sei fazer isso, eu me preparei a vida inteira para fazer isso e sair da magistratura para entrar na política é como dar um salto no escuro. E o meu medo é que eu entre numa roda e, como uma falsa baiana, não saiba sambar.
Qual o futuro da senhora depois da aposentadoria?
Eliana – Eu não sei bem o que é que eu vou fazer. A minha ideia hoje, faltando um ano e oito meses para a aposentadoria, é no sentido de que eu me aloque a alguma ONG para ter uma atividade que dê azo à minha personalidade, que é algo meio instigante, meio investigadora, meio punitiva, isso faz parte da minha personalidade. E aí, eu teria tempo de escrever, de fazer artigos bons e tal, que hoje eu vivo correndo, não tenho tempo de nada. Arrais vive pedindo para eu escrever, dizendo “ministra, escreva” e eu não tenho tempo de escrever.
O ingresso da senhora não ajudaria a elevar o nível da política brasileira, sobretudo da política da Bahia?
Eliana – Veja bem, não é que não tenha corretos. Mas está tudo misturado. No momento que nomes de peso nacional chegarem como novidade e a sociedade reconhecendo que são pessoas corretas, esses políticos já existentes sairiam para uma aliança com estes novos e aí nós íamos ver o joio do trigo. Isso foi dito, eu achei muito ponderada a ideia, mas eu tenho uma profissão que não me permite fazer incursões políticas sem haver essa detecção. Eu tenho que me aposentar primeiro para depois ingressar na política.
Como a senhora avalia a sua passagem pela Corregedoria Nacional de Justiça, entre 2010 e 2012?
Eliana – Foi uma passagem um pouco tumultuada, mas eu acho que o saldo foi positivo, na medida em que eu dei visibilidade à corregedoria, mais do que tinha dado o meu antecessor, o ministro Gilson Dipp, em razão da contestação da exposição das minhas posições. Todas eram posições mais modernas, de abertura, de transparência, e isso fica demonstrado e constatado depois da decisão do Supremo Tribunal Federal.
A minha luta maior foi para manter o poder disciplinar da corregedoria íntegro, sem haver a passagem pelas corregedorias estaduais, o que nós sabíamos que era uma dificuldade para chegar, uma dificuldade para chegarem os processos até o CNJ. De forma que eu reputo todos os problemas que eu tive, dentro da corregedoria, exatamente em razão desse processo. E, a partir da decisão do Supremo Tribunal Federal, todas as coisas começaram a entrar nos seus devidos lugares, daí porque eu acho que a minha passagem pela corregedoria foi importante, na medida onde houve essa abertura.
E outro aspecto muito interessante também foi que, em razão da resistência que fizeram às minhas posições, pelo próprio presidente do CNJ e pelas corregedorias - e isso é um fato corriqueiro porque foi amplamente noticiado pela imprensa -, terminou por haver uma manifestação popular muito extensa.
As redes sociais se apropriaram do STJ e começaram a defender a Corregedora —a corregedoria, leia-se Conselho Nacional de Justiça. E isso foi uma prova de cidadania, isso foi uma prova de democracia. Daí porque eu entendo que, com todas as minhas limitações, a minha passagem pela corregedoria marcou ponto. (Do Consultor Jurídico).
Ex-corregedora nacional de Justiça, ela reconhece que sua passagem pelo órgão foi “tumultuada”, mas diz que o saldo é positivo. “Dei visibilidade à corregedoria, mais do que tinha dado o meu antecessor, o ministro Gilson Dipp, em razão da contestação da exposição das minhas posições”.
Enquanto não chega 2018, a ministra confessa ainda não ter certeza sobre o que vai fazer depois de largar a toga. Adianta apenas que vai fazer algo que "dê azo" à sua personalidade "meio instigante, meio investigadora, meio punitiva". Entre esses trabalhos, cita a possibilidade de juntar a uma ONG, ou escrever "artigos bons".
Na avaliação de Eliana, a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu a competência do CNJ para processar juízes antes das corregedorias foi fundamental para o órgão. “A minha luta maior foi para manter o poder disciplinar da corregedoria íntegro, sem haver a passagem pelas corregedorias estaduais”.
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, convidou a senhora para entrar no PSB. A senhora aceita o convite?
Eliana - Eu sou uma magistrada. Eu me preparei a vida inteira para ser magistrada e para exercer a magistratura, que, sem dúvida alguma, é uma atividade política. Porque eu faço parte de um Poder da República. É uma atividade política, só que é uma atividade política diferenciada, não tem militância partidária, está equidistante de partidos. Esse convite, eu fiquei até lisonjeada. Igual convite também foi feito pelo PPS.
O PPS propôs a outorga de uma medalha, a segunda medalha de Mérito Legislativo que eu tive, e, a partir daí, eles me convidaram para eu tomar um café com eles, na Câmara dos Deputados, eu fui e lá eles formularam um convite, para eu também ingressar no partido.
O convite mais sintomático foi o do governador Eduardo Campos porque ele fez publicamente. O outro fez em uma sala, onde eu estava com a liderança do partido. Eu não posso aceitar abrir mão imediatamente da magistratura, e eu tenho uma responsabilidade perante o meu tribunal que é, justamente, a Escola da Magistratura.
Ele cogitou da senhora sair candidata ou ao governo ou à cadeira para o Senado, pelo PSB. A senhora acredita que isso poderia se tornar realidade?
Eliana — Eu vi isso pelos jornais, o governador não me procurou. Em nenhum momento, eu não tive nenhum contato com ele, isso só foi arroubo de palanque, como os jornais noticiaram. Eu sorri, mas eu me aposento em novembro de 2014 e em novembro de 2014 eu já não tenho mais espaço para filiação partidária, em compatibilidade, essas coisas. Eu acho que algum pensamento meu que seja assim para eu entrar na política, aposentada, eu poderia pensar em entrar para a política só para 2018.
Não há possibilidade nenhuma da senhora deixar a magistratura para enveredar pelo campo político partidário?
Eliana – Eu não tenho vontade. Como eu dei uma entrevista essa semana, na TV Senado, e disse: é a minha casa, eu sei fazer isso, eu me preparei a vida inteira para fazer isso e sair da magistratura para entrar na política é como dar um salto no escuro. E o meu medo é que eu entre numa roda e, como uma falsa baiana, não saiba sambar.
Qual o futuro da senhora depois da aposentadoria?
Eliana – Eu não sei bem o que é que eu vou fazer. A minha ideia hoje, faltando um ano e oito meses para a aposentadoria, é no sentido de que eu me aloque a alguma ONG para ter uma atividade que dê azo à minha personalidade, que é algo meio instigante, meio investigadora, meio punitiva, isso faz parte da minha personalidade. E aí, eu teria tempo de escrever, de fazer artigos bons e tal, que hoje eu vivo correndo, não tenho tempo de nada. Arrais vive pedindo para eu escrever, dizendo “ministra, escreva” e eu não tenho tempo de escrever.
O ingresso da senhora não ajudaria a elevar o nível da política brasileira, sobretudo da política da Bahia?
Eliana – Veja bem, não é que não tenha corretos. Mas está tudo misturado. No momento que nomes de peso nacional chegarem como novidade e a sociedade reconhecendo que são pessoas corretas, esses políticos já existentes sairiam para uma aliança com estes novos e aí nós íamos ver o joio do trigo. Isso foi dito, eu achei muito ponderada a ideia, mas eu tenho uma profissão que não me permite fazer incursões políticas sem haver essa detecção. Eu tenho que me aposentar primeiro para depois ingressar na política.
Como a senhora avalia a sua passagem pela Corregedoria Nacional de Justiça, entre 2010 e 2012?
Eliana – Foi uma passagem um pouco tumultuada, mas eu acho que o saldo foi positivo, na medida em que eu dei visibilidade à corregedoria, mais do que tinha dado o meu antecessor, o ministro Gilson Dipp, em razão da contestação da exposição das minhas posições. Todas eram posições mais modernas, de abertura, de transparência, e isso fica demonstrado e constatado depois da decisão do Supremo Tribunal Federal.
A minha luta maior foi para manter o poder disciplinar da corregedoria íntegro, sem haver a passagem pelas corregedorias estaduais, o que nós sabíamos que era uma dificuldade para chegar, uma dificuldade para chegarem os processos até o CNJ. De forma que eu reputo todos os problemas que eu tive, dentro da corregedoria, exatamente em razão desse processo. E, a partir da decisão do Supremo Tribunal Federal, todas as coisas começaram a entrar nos seus devidos lugares, daí porque eu acho que a minha passagem pela corregedoria foi importante, na medida onde houve essa abertura.
E outro aspecto muito interessante também foi que, em razão da resistência que fizeram às minhas posições, pelo próprio presidente do CNJ e pelas corregedorias - e isso é um fato corriqueiro porque foi amplamente noticiado pela imprensa -, terminou por haver uma manifestação popular muito extensa.
As redes sociais se apropriaram do STJ e começaram a defender a Corregedora —a corregedoria, leia-se Conselho Nacional de Justiça. E isso foi uma prova de cidadania, isso foi uma prova de democracia. Daí porque eu entendo que, com todas as minhas limitações, a minha passagem pela corregedoria marcou ponto. (Do Consultor Jurídico).
sábado, 2 de março de 2013
Parcerias
Muito
se tem cantado, e mais ainda se cantará, louvando a amizade, a parceria afetiva
e de sonhos entre irmãos ou camaradas.
Esta palavra – camarada – tanto serve para designar companheiros de armas, infantaria, (por exemplo, avante, camaradas...) quanto para definir aquele ou aquela com quem se divide a cama.
Muitas parcerias têm rendido bons resultados quando somam talento com sentimento, inspiração romântica e paixão amorosa com canção.
Os parceiros atuam como se o plural que são se resumisse ao singular em que resultam. Nas canções mais que nos discursos, há perfeita sintonia entre sons e palavras, melodia e poesia.
Qual parceria não sendo a de Tom e Vinicius faria “Chega de Saudade”? “Pra Dizer Adeus” de Torquato não teria sido de bom acabamento se o Edu não a completasse com os versos da segunda parte e os acordes gerais.
Há casos de autor parceiro de si mesmo – Chico Buarque não seria por um bom tempo o Julinho da Adelaide driblando a censura do regime militar se depois de algumas provocações não tivessem os espiões do regime descoberto que o neguinho filho da preta Adelaide era também, ao mesmo tempo, o filho de D. Maria Amélia e do Professor Sergio Buarque.
(“Acorda amor/ Não é mais pesadelo nada / Tem gente já no vão de escada /Fazendo confusão, que aflição / São os homens / E eu aqui parado de pijama / Eu não gosto de passar vexame / Chame, chame, chame /Chame o ladrão, chame o ladrão / (...)”
Niemayer morreu como sinônimo de Brasília, mas foi a sua parceria com Lucio Costa que lhe ensejou os espaços arquitetônicos que soube preencher com inspiração e talento.
Perón, na Argentina, teria chegado aonde se mantém até hoje sem a parceria destemida de Evita? E Fidel sem Che até onde teria ido? Chitãzinho sem Chororó? Obama sem a Michelle? E eu sem a Euridice?
Na política por estas paragens, as parcerias têm sido mais deletérias que saudáveis.
A parceria de Vitorino com todos os Presidentes da Republica, civis ou militares, fazendo moeda de troca com os votos dos Deputados e Senadores que encabrestava no Congresso lhe rendeu poder e os desmandos de uma oligarquia que de uma só vez atrasou o Maranhão em exatos 20 anos. Indignada, minha geração achava que 20 anos eram muita coisa.
O coronelismo daqueles tempos deitou as suas raízes rios adentro e terras afora. Todo aprendiz de coronel da política começa seu curso com gargarejos de intolerância, exercícios de egocentrismo e atitudes de arrogância.
Os falsos profetas parecem não gostar de parcerias entre si. Eles preferem a ação solitária no estelionato, a camaradagem de si para si mesmo na pilhagem, a parceria com a mentira, - ela, a mentira, argamassa do caos.
Esta palavra – camarada – tanto serve para designar companheiros de armas, infantaria, (por exemplo, avante, camaradas...) quanto para definir aquele ou aquela com quem se divide a cama.
Muitas parcerias têm rendido bons resultados quando somam talento com sentimento, inspiração romântica e paixão amorosa com canção.
Os parceiros atuam como se o plural que são se resumisse ao singular em que resultam. Nas canções mais que nos discursos, há perfeita sintonia entre sons e palavras, melodia e poesia.
Qual parceria não sendo a de Tom e Vinicius faria “Chega de Saudade”? “Pra Dizer Adeus” de Torquato não teria sido de bom acabamento se o Edu não a completasse com os versos da segunda parte e os acordes gerais.
Há casos de autor parceiro de si mesmo – Chico Buarque não seria por um bom tempo o Julinho da Adelaide driblando a censura do regime militar se depois de algumas provocações não tivessem os espiões do regime descoberto que o neguinho filho da preta Adelaide era também, ao mesmo tempo, o filho de D. Maria Amélia e do Professor Sergio Buarque.
(“Acorda amor/ Não é mais pesadelo nada / Tem gente já no vão de escada /Fazendo confusão, que aflição / São os homens / E eu aqui parado de pijama / Eu não gosto de passar vexame / Chame, chame, chame /Chame o ladrão, chame o ladrão / (...)”
Niemayer morreu como sinônimo de Brasília, mas foi a sua parceria com Lucio Costa que lhe ensejou os espaços arquitetônicos que soube preencher com inspiração e talento.
Perón, na Argentina, teria chegado aonde se mantém até hoje sem a parceria destemida de Evita? E Fidel sem Che até onde teria ido? Chitãzinho sem Chororó? Obama sem a Michelle? E eu sem a Euridice?
Na política por estas paragens, as parcerias têm sido mais deletérias que saudáveis.
A parceria de Vitorino com todos os Presidentes da Republica, civis ou militares, fazendo moeda de troca com os votos dos Deputados e Senadores que encabrestava no Congresso lhe rendeu poder e os desmandos de uma oligarquia que de uma só vez atrasou o Maranhão em exatos 20 anos. Indignada, minha geração achava que 20 anos eram muita coisa.
O coronelismo daqueles tempos deitou as suas raízes rios adentro e terras afora. Todo aprendiz de coronel da política começa seu curso com gargarejos de intolerância, exercícios de egocentrismo e atitudes de arrogância.
Os falsos profetas parecem não gostar de parcerias entre si. Eles preferem a ação solitária no estelionato, a camaradagem de si para si mesmo na pilhagem, a parceria com a mentira, - ela, a mentira, argamassa do caos.
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