terça-feira, 3 de julho de 2012

PDT, ou dá ou desce


MANIFESTO DO PDT DISSIDENTE
Às companheiras e companheiros pedetistas de S. Luis!          
O Governador Jackson Lago, nosso líder Maior, nos deixou um legado de honradez, espírito público e de grande devoção às causas dos movimentos populares.
O PDT sofre hoje no Maranhão, e especialmente na Capital – São Luís, deplorável intervenção que só o apequena no atual processo eleitoral.
Contra a autocracia que se estabeleceu no partido a nível nacional, desde a morte de Leonel Brizola, e no Maranhão, desde a morte de Jackson Lago, nos organizamos em Comitê de Resistência, entendendo que num espaço de democracia interna, ainda que exíguo, poderíamos lutar pela coerência da legenda com o seu Programa partidário e, assim, nos manter no respeito à história de lutas e de realizações das administrações do PDT no Maranhão, e especialmente na Capital – São Luis.
Chegamos a acreditar que uma Resolução da direção nacional priorizando a candidatura própria a Prefeito nas Capitais fosse para valer no Maranhão e, por isso, recorremos a um dos nossos melhores quadros, lançando a pré – candidatura do Ministro Edson Vidigal à consideração da Convenção Municipal.
Em defesa dos direitos dos filiados elegerem um Diretório Municipal e deste, por sua vez, convocar a Convenção para a escolha dos candidatos pela via democrática, batemos inclusive nas portas da Justiça e fomos batidos por uma decisão de um Juiz que demorou (dez) 10 dias para se dizer incompetente, remetendo o processo a outro Juiz que afirmando a competência lhe restituiu o processo e até aí os prazos se esvaíram como éter.
Culpar a pessoas? Não nos interessa e nem vem ao caso quando, na verdade, é a legislação eleitoral que se mantém incompleta e possibilitando com os seus vazios que Juízes façam as vezes de legisladores e, ainda, a Lei dos Partidos que, consagrando a centralização e em desprestigio da democracia, reduz os partidos a meros cartórios nos quais os dirigentes são donos absolutos e autocráticos.
No caso do PDT do Maranhão estabeleceu-se a politicalha do “ou dá ou desce”. Companheiros de muitas lutas foram subjugados a aceitar os arranjos dos interesses pessoais ou casuísticos da direção provisória, sob pena de serem destituídos das funções partidárias ou de não integrarem a lista de candidatos às próximas eleições.
Quando a tese da pré – candidatura própria crescia nas bases partidárias conquistando a admiração popular, logo a direção nacional, antes mesmo da Convenção Municipal, se apressou em acolher a vontade da direção provisória local e, assim, abortar a diretriz que ela própria havia estabelecido para todas as Capitais como prioritária.
Assim, o totalitarismo da direção do PDT sequer permitiu que a candidatura própria chegasse à Convenção.
Ainda assim, não nos consideramos derrotados. Derrotado está sendo o PDT, tendo a sua historia de lutas e realizações administrativas conspurcada pelos que, por suas atitudes, querem o partido não como instrumento das causas coletivas, mas dos seus interesses imediatos e unicamente pessoais.
O Comitê de Resistência Democrática Jackson Lago denuncia estes fatos à população do Maranhão, e especialmente à população de São Luis, confiando na Justiça do tempo, a Justiça da História, a qual num futuro bem próximo, nas eleições de 2014, denunciará ao Povo os novos vendilhões do templo.
Nossa luta continua! Pela democracia interna no PDT! Pelo resgate da historia do PDT e dos seus compromissos programáticos com o trabalhismo, com os direitos sociais dos trabalhadores, dos movimentos populares, com as lutas pela cidadania, pela segurança cidadã, pela saúde publica efetiva, pela educação de qualidade!
Enquanto cidadãos e dissidentes da direção provisória no Estado, nos declaramos, individualmente, liberados para votarmos nos candidatos que bem entendermos.
Oportunamente, voltaremos a nos reunir para deliberarmos quanto aos próximos passos do nosso movimento.
São Luis, MA, 03 de Julho de 2012.
COMITE DE RESISTENCIA DEMOCRATICA JACKSON LAGO - PARTIDO DEMOCRATICO TRABALHISTA.

Caxias, a+


Relatório do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta 48 municípios maranhenses ultrapassando o índice considerado normal de eleitores aptos a votar no pleito deste ano pela Justiça Eleitoral, que é de 65% do total de habitantes. Caxias é um destes municípios incluídos na estatística.
O município, segundo o TSE, tem 106.872 eleitores aptos a votar no dia 7 de outubro. O número representa 69,3% dos 154.211 habitantes (população recenseada de 2010). Ainda de acordo com o relatório, Caxias apresenta o terceiro colégio eleitoral de maior abrangência no Maranhão, pois corresponde a 2,3% do eleitorado maranhense.
Se comparado às últimas eleições municipais, houve um crescimento de 10,3%, já que o eleitorado caxiense em 2008 era de 96.879. Segundo a chefe de cartório Michelle Pimentel, esse aumento é considerado normal.
"Os números estão dentro da normalidade. Caxias tem um grande eleitorado e o crescimento de cerca de 10 mil eleitores em quatro anos é considerado natural. Temos que levar em conta a contagem de novos eleitores, como os jovens, que passam a ter idade suficiente para votar, transferências de títulos, entre outros casos", explicou ela.
Quanto ao perfil, o município tem o maior eleitorado feminino, com 56.701 mulheres aptas a votar, o que representa 53,06% dos eleitores. Os votantes masculinos são 50.116, ou seja, 46.89 %. Destes, a faixa etária com maior número de eleitores é a de 35 anos, com 12.801 (masculino) e 13.604 (feminino).
Na estatística, já estão incluídos os eleitores que foram habilitados até o dia 9 de maio, prazo final estipulado pela Justiça Eleitoral para regularizar, transferir ou obter o título de eleitor, tendo como base as eleições deste ano.
Correição - Municípios com eleitorado superior a 65% do total de habitantes estão sujeitos a correição nas zonas eleitorais.
Segundo o artigo 92 da Lei nº 9.504/97, o TSE, "ao conduzir o processamento dos títulos eleitorais, determinará de ofício a revisão ou correição das zonas eleitorais sempre que o eleitorado for superior a 65% da população projetada para aquele ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); quando o total de transferências de eleitores ocorridas no ano em curso for 10% superior ao do ano anterior ou sempre que o eleitorado do município for superior ao dobro da população entre 10 e 15 anos, somada à de idade superior a 70 anos do território daquele município".
O Estado do Maranhão tem 4.521.118 eleitores aptos à votação para as eleições municipais 2012. O relatório final de eleitores aptos a votar no pleito 2012 deverá ser divulgado somente no início de julho.
Além das cidades com número máximo considerado normal pela Justiça Eleitoral, que é de 65% de eleitores do total de habitantes, o Maranhão apresenta ainda cinco cidades que têm o número de eleitores maior que o de habitantes: Bacurituba, Brejo de Areia, Junco do Maranhão, Porto Rico do Maranhão e Tufilândia.
Distorção
O município do Maranhão que apresenta a maior distorção no número de eleitores em relação ao total de habitantes é Brejo de Areia. Tem 6.744 registros eleitorais, mas a população é de apenas 5.265 pessoas.
(Fonte: Blog do Renato Meneses).

domingo, 1 de julho de 2012

Símbolos


Das três maquetes de Niemayer, enormes na Praça dos Três Poderes, em Brasília, as que representam o Legislativo e o Judiciário restaram gravemente avariadas hoje após a festa cívica de troca da Bandeira Nacional.
Dois aviões caças da Força Aérea Brasileira dando mais realismo e emoções à cena deram sobrevôos de baixa altitude sobre a Praça gerando ventos fortes, mas tão fortes, que as paredes de vidros dos prédios do Congresso e do Supremo Tribunal se estilhaçaram todas.
O susto foi grande, mas ninguém ficou ferido.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Vergonha

Quando a pessoa cai em si e constata que tinha tantas boas razões para não fazer, é natural que saia de circulação e até se esconda em algum recôndito como quem perdido de si busca algum escaninho para se reencontrar.

Tudo se resume a uma simples questão de ter ou não ter vergonha.

As pessoas decentes se envergonham dos seus erros e se o erro não resultou em prejuízos aos outros, ainda assim, mesmo que ninguém saiba se retraem em silêncios e se entregam às suas penitências.

Envergonhamo-nos também do mal feito dos parentes, e até mesmo das escorregadelas dos amigos, isso tudo porque não queremos a nossa boa reputação chamuscada

Mesmo sabendo que cada um responde pelo que faz e nós outros não tendo contribuído em nada para a ação reprovável tudo o que não queremos mesmo é que não nos envolvam nos erros alheios.

Não são poucos os pais que sofrem em silêncio, chorando pelos cantos para ninguém ouvir, não contendo em si a vergonha de saber que o filho é procurado pela polícia e, pior, negando a verdade aos outros lá fora, mas sabendo no fundo, no fundo, que a policia está certa.

Como advogado e depois como Juiz, ouvi de muitas mães histórias comoventes que me contagiaram o coração, mas que por suas verdades jamais vergariam a lei.
Mães de filhos larápios, mulheres de homicidas, namoradas de traficantes, todos traziam a vergonha estampada no rosto, na maneira de falar, no jeito de olhar.

Em meio a um desses escândalos de grande repercussão, policia pelo meio apreendendo dinheiro, e dinheiro mal explicado, fui procurado em minha casa por um pai sofredor, um grande pai sofredor, capaz ate de entregar a alma dos outros ao diabo, se isso for para alegrar os seus filhos.

Mal conseguindo conter as lágrimas, a voz seca e embargada, cópia da denúncia contra a filha na mão, um calhamaço enorme, falou que estava à beira de um gesto tresloucado, uma bala na cabeça, me deu a entender.

Eu não sei o que eu fiz de mal ou de errado para, nesta idade e a esta altura da vida, ter que passar por tanta vergonha. É porque a minha mãe ainda está viva, justificou.
Foi aí que eu compreendi e passei a compreender melhor aquele homem. Ele só não estava de todo perdido porque tinha a mãe viva. A mãe era ainda o seu freio, o seu único freio.

Todos nós somos assim, dependentes de freios. Uns, que nem aquele pai sofredor, crescem e só conhecem os limites da afeição materna.
Outros, ainda que festejados por pai e mãe, crescem não como parceiros nos bons exemplos dos pais, mas como competidores.

Gastam a vida querendo provar, a qualquer preço, que são maiores que eles, mais capazes que eles.

De tanto pagar a conta, um dia a humanidade local reclama e Deus adota lá de cima as suas providências. Quando menos se espera, o que aparece? Um raio, um enfarte? Não, a polícia.

A polícia está atrás de saber, ah meu Deus quanta perseguição, isso é retaliação, transfere o policial, prende o delegado, demite o chefe da polícia, ah isso é um absurdo, está claro que estão querendo é me desmoralizar.

Quando não há mais freio, não há mais vergonha.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Calcinha

Largada no chão, a calcinha de lingerie vermelha e branca foi ficando.

Houve quem a visse ainda no ar, caindo de uma altura de meio metro. Ninguém, até então, se atreveu a apanhá-la.

Há quem diga ter visto um excelentíssimo, naquele plenário  cheio de Deputados, meter a mão no bolso como se fosse tirar alguma coisa, e certamente não uma calcinha, e tirou o que?

A calcinha foi ficando ali no chão, abandonada, como aquele cão do poema de Pessoa – tolerado pela gerencia por ser inofensivo. 

Afinal, a quem o vermelho e o branco, na sensualidade daquele lingerie, poderiam ofender? Ao decoro parlamentar, sentenciou um líder.
Ih, gente, isso dá uma boa confusão, Conselho de Ética, quem sabe até uma CPI. Imaginam os coleguinhas das editorias de política.

O suspeito cujo nome aparecerá no primeiro tele-jornal da meia noite será mandado ao Conselho de Ética. Acusado de ter faltado com o decoro parlamentar. E se for pego na mentira, pior. Mentira no parlamento dá cassação.

E a CPI, qual será o fato determinado a justificá-la? CPI, dizem os sábios, todo mundo sabe como começa e ninguém sabe como acaba. A própria calcinha pode ser a prova de alguma coisa com começo previsível.  

Que tal começar ocupando as primeiras páginas dos jornais, capas de revistas semanais, telejornais, comentários do Jabor e da Lucia, chamando em Veneza o Mainardi, o Caio Blinder em Nova Iorque ou o Ricardo Amorim em S. Paulo, todo mundo opinando, inclusive sobre as influencias na Bovespa e na Nasdaq dessa calcinha largada no chão do parlamento? O mercado, afinal, tem sua porção qualira – é muito sensível. 

Na semana seguinte, nos grampos, sempre com autorização da Justiça, haverá um cara falando sobre a calcinha vermelha e branca para outro cara, - huuum, sei nãooo, nada disso... 

Nos trechos selecionados, a impressão será de que os envolvidos falam de algum negocio, mas as frases curtas só ampliarão as suspeitas, aumentando o suspense e a indignação popular.

As imagens das câmeras de segurança do plenário serão requisitadas confirmando que o Deputado que largou a calcinha no chão durante a votação é mesmo o fulano, a esta altura trucidado a caminho do Conselho de Ética pelos colegas moralistas e pelas moçoilas da TV com perguntas, as mais desconcertantes.

Quem lhe mandou, colega, ser marinheiro de primeira viagem achando que a Câmara dos Deputados é mesmo tudo isso que maldosamente se diz por aí?

É chamada de câmara baixa, sim, mas não é picadeiro para baixarias como essa de se atirar calcinha como se o tapete do plenário fosse cestinha de regalos de algum motel no Turu.

Impossível saber quem dentre aquelas centenas de representantes do Povo, sem fazer um discurso, sem um gesto de mimica obscena, ousou atentar contra o decoro parlamentar.

Enquanto isso, corre solta a coleta das assinaturas para a CPI. Um repórter de uma semanal já localizou uma testemunha – bomba que deu uma entrevista – bomba.  Tudo poderá ir pelos ares.

O Deputado da calcinha, contou a testemunha – bomba na entrevista, é só a ponta do iceberg de uma poderoso esquema de contraventores especializados em lingerie do Paraguai.

O resto é pirataria de marcas, sonegação fiscal e financiamento de campanha. Na semana que vem ninguém mais vai se lembrar disso. Outro escândalo quentinho, saindo do forno, estará a caminho.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Imperatriz


A pujança tanto econômica quanto política de Imperatriz tem sido inspiração permanente para os que trabalham para que o Maranhão comece, o quanto antes, a se libertar do atraso econômico e da pobreza política.
A pobreza política decorre do atraso econômico.
Onde a produção não se realiza e a economia não transcorre, faltam empregos, renda, escolas, saúde, segurança, transportes, saneamento, infra-estrutura e sobram espaços para os demagogos, os que fazem da política meio de vida à custa da enganação da maioria pobre, sem instrução, mal informada.
Daí que as eleições municipais em Imperatriz atraem atenções de todo o Estado representando um ensaio do que poderá ocorrer nas eleições estaduais seguintes.
Imperatriz lidera o sul do Estado e para onde o seu eleitorado aponta seguem também as maiorias independentes dos outros Municípios. A Oposição com Jackson Lago ganhou, e com folga, todas por lá.
Na ultima eleição, fui o Senador segundo mais votado, vencendo dois ex-governadores e colado com margem mínima ao primeiro colocado, no caso outro ex-governador, o nosso estrategista José Reinaldo.
O Madeira foi de uma lealdade incomensurável com o Jackson, que venceu no sul, mas que acabou perdendo força no resto do Estado por causa da campanha desleal e nojenta dos concorrentes espalhando que se ele fosse eleito seria novamente cassado.
A reunião final que definiu a aliança do PSDB com o PDT para viabilizar em 2010 a candidatura do Jackson foi na minha casa. O Madeira, líder inconteste do PSDB no Estado, foi ate bravo com a pequena resistência que se esboçou na vespera, a qual, ao fim, se aquietou.
Agora o Madeira vai para a reeleição tendo como Vice na sua chapa exatamente o Pastor Porto, que foi o Vice Governador do Jackson no segundo turno de 2006 e na sucumbência de 2010. Dona Clay, a viúva do Governador cassado, apóia. Os leais companheiros do Jackson apóiam.
O Madeira vem realizando em Imperatriz uma administração exemplar. Defeitos, em qualquer cenário, há sempre quem os aponte. Criticas, as mais acidas, há sempre quem as faça.
Ninguém é capaz de contentar a todos querendo unanimidade. A oposição ao Madeira sabe fazer barulho. Mas em Imperatriz, as urnas sempre falam mais alto.