segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Quase um Buquê


Quem ainda ninava esperanças de ir para o STF agora no lugar da Ellen pode ficar de olho na regressiva do calendário que ainda aponta duas vagas para os próximos meses – a do Peluso e a do Brito, ambos já quase enroscando as mãos nas bengalas da expulsória.
A Dilma acabou de resolver que para o lugar da Ellen irá a Rosa, do TST, a que vinha em maior cotação nas bolsas de apostas. Primeiro porque depois do Marco Aurélio nunca mais o TST deu um Ministro ao STF. Além do que a escolhida é uma das mais preparadas Ministras das Cortes de Brasília, embora de atuação muito discreta.
O nome completo dela é Rosa Maria Weber Candiota da Rosa. Rosa duas vezes.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Anistia

Acabei de ouvir no rádio que a CCJ da Camara aprovou projeto restabelecendo os direitos politicos do Dirceu e do Jeferson, que tiveram os mandatos cassados sob acusações de envolvimento direto no chamado mensalão.

Não obstante, eles continuam exercendo atividades politicas como dirigentes partidários. O Dirceu é da direção nacional do PT e o Jeferson é Presidente nacional do PTB.

Casas Legislativas não deveriam cassar mandatos de seus integrantes. Qualquer denúncia deveria ser encaminhada ao Ministério Público, federal ou estadual, para acurada investigação e depois, sendo o caso, ao Judiciário para o processo e julgamento.

Transitada em julgado a decisão condenatória haveria o afastamento automático do mandato eletivo em razão da pena de suspensão, no minimo, por oito (08) anos dos direitos politicos.

Assim, se evitaria injustiças como essas das quais reclamam os defensores de Dirceu e de Jeferson ou como a do caso Jacqueline, absolvida pelo plenário, mas ainda hoje linchada moralmente pelo Povo em geral.

Soluções interna corporis muito raramente resultam em atos de justiça plena.

Dois a Menos


A Mesa do Senado vem protelando a posse dos eleitos que nao haviam sido diplomados por causa das dúvidas já dissipadas quanto a Lei da Ficha Suja.

O Supremo mandou que os Tribunais Regionais Eleitorais expedissem os Diplomas aos que foram eleitos.

As procrastinações tipicas do nosso sistema processual vem atrasando o cumprimento da decisão do Supremo que concluiu pela não aplicabilidade da Lei mal redigida e eivada de inconstitucionalidades para as eleições do ano passado.

Dois Senadores eleitos, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e João Capiberibe (PSB-AP), saltando sobre os obstaculos processuais, já estão aptos a assumirem os seus mandatos.

Com a posse dos dois, determinada pelo Supremo, o PMDB perderá duas cadeiras, as que são atualmente ocupadas pelos Senadores Gilvan Borges (AP) e Wilson Santiago (PB).

Eles não foram eleitos. Apenas foram beneficiados pela inelegibilidade de mentirinha atirada contra o Capiberibe e contra o Cássio.

Ainda assim, o PMDB que tem entre os seus grandes vultos operadores como Jucá, Lobão, Renan, seguirá com a maior bancada (16), ultrapassando de longe o PT, o segundo colocado no ranking,(13).

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Careca e Mudo

Lula parece estar tirando de letra a depressão comum aos que, como ele agora, recebem notícias ruins como essa de que estando com um câncer em estado médio na laringe terá que fazer radioterapia, quimioterapia ou, em hipótese final, cirurgia para extrair o tumor agora medindo 3 centímetros de comprimento.
 
Em tom de brincadeira Lula pergunta vez por outra se no carnaval vai estar careca e poucos entendem a dimensão da brincadeira. Ele se reporta àquela marchinha carnavalesca – é dos carecas que elas gostam mais, iê, iê...
A outra pergunta freqüente é se vai ficar mudo, referindo-se a um daqueles três macaquinhos – um que não vê nada, outro que não ouve e o ultimo que vê e ouve tudo, mas não fala nada.
Jorge Goulart, aquele cantor marido da Nora Ney, que soltava o vozeirão só faltando rachar as paredes com as primeiras estrofes de “Jeeezeeebeeel... a dor que trago em meu peito, etc” foi muito perseguido, não só ele, também a sua mulher, pela ditadura militar.
Nora Ney é a dona daquela voz que cantava num compacto de vinil para o Centro Popular de Cultura da UNE o samba de Carlinhos Lira e Oduvaldo Viana Filho, “João da Silva, cidadão sem compromisso / não manja disso / que o francês chamar larjant / pagando royalties / dinheiro disfarçado / é tapeado desde as 5 da manhã... etc...” Essa letra é primor de lição de cidadania brasileira.
Pois o casal, e o Jorge mais por conta do sobrenome forte e banido do País à época, foi muito perseguido e acabou indo para o exílio. O Jorge voltou com a anistia, mas trazendo um câncer na laringe. Nunca mais voltou a cantar.
Não é o caso do Lula que descobriu o câncer a tempo de ser tratado.
Há quem diga que esse câncer foi a maldição do cocar de índio que ele aceitou usar  em Manaus um dia antes de viajar para o exterior. A Dilma também usou. O doutor Ulisses tinha horror a cocar de índio. Nunca deixou que o colocassem sobre sua cabeça.

Direitos Legais


Na posse do Aldo como novo Ministro dos Esportes a Dilma falou que ele “saberá empreender, realizar e quando for o caso negociar a busca de soluções em que todos ganhem, principalmente e especialmente o Brasil e o povo brasileiro, sem que a ninguém seja imposto abdicar de princípios e de direitos legais em vigor no país”.
 - Agora colocamos a bola no chão, reiniciamos o jogo e vamos para o ataque. O Aldo é reconhecido por todos como um defensor corajoso de opiniões fortes dos interesses nacionais. Assim falou a Presidente.
Quanto a Orlando Silva, que sai sob um tiroteio de acusações de leniências, no mínimo, com desvios de dinheiros públicos para ONGs ligadas ao seu partido, o PC do B, Dilma Roussef desejou sucesso no que ela chamou de “cruzada da verdade".

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O Aldo, de Novo


Aldo Rebelo é um coringa e tanto do PC do B. Quando o PT e o PMDB não se entenderam, a saída foi lançar o Aldo para Presidente da Câmara.
Depois o Lula precisou de um Ministro da Articulação Política, esse lugar hoje ocupado pela Ideli. O PC do B emprestou o Aldo.
Na confusão do Código Florestal precisaram de um cara de mais respeitabilidade com a cabeça no lugar. La foi o Aldo ser o Relator.
Agora, confirmada a saída do Orlando Silva, coitado, ninguém suportaria ao ponto que suportou, uma frigideira dessas, o Orlando resolveu ele próprio pedir para sair, lá vem de novo o Aldo.
Seguro, experiente, calmo, sem ambições maiores, contentando-se sempre apenas em exercer da melhor maneira o seu mandato de Deputado Federal por São Paulo, Aldo Rebelo não será o novo Ministro dos Esportes se não quiser.
O PC do B já mandou avisar à Dilma que indica o Aldo.

Cremável


A conversa que amanhece hoje em Brasília é que a demissão do Ministro dos Esportes, Orlando Silva, acontecerá a qualquer hora.
O Lula, que no começo deu apoio ao Ministro e ao seu partido o PC do B orientando-lhes para que resistissem, queixou-se da falta de informações mais claras para se situar numa defesa mais ostensiva.
- Cada um que vem fala de um jeito, teria dito em Manaus pouco antes de embarcar para o México, onde recebe hoje candidatos à Presidência do País.
Ontem o Rabelo, o Presidente nacional do PC do B, foi chamado ao Palácio, mas não para se reunir com a Dilma e, sim, com o Gilberto, o Secretário - Geral.
O Rabelo apareceu várias vezes nas inserções destinadas ao PC do B no rádio e na televisão. É consensual que a imagem pública dos comunistas, comprometidos com a gestão pública com probidade, ética, decência, honestidade, já está afetada nacionalmente.
Pipocam denúncias de convênios irregulares, de dinheiros não aplicados ou mal aplicados por prefeituras.Todo trabalho agora será voltado para limpar a barra da legenda e a imagem dos seus expoentes nos Estados.
O Ministério dos Esportes, que já teve Pelé e Zico como titulares, era um patinho murcho na Esplanada, minguando à falta de verbas, até que o PC do B, primeiro com o Agnelo e depois com o Orlando, lhe deu dimensão mais comunitária.
A proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas, ambas no Brasil, e por conseguinte o grande volume de recursos e de negócios daí decorrentes, atiçou o apetite dos outros partidos da base aliada, a começar pelo PT e pelo PMDB.
Tirar um Ministro do Governo hoje no Brasil é a coisa mais fácil. A fórmula é conhecida. Com a ajuda de algum dissidente ou insatisfeito porque não lhe deram a mais, monta-se uma extensa pauta de matérias com acusações, verossímeis ou não, para várias semanas.
Isso em alguns casos, por coincidência, acaba interessando também ao Governo que vai deixando o alvejado arder na fogueira das suspeições e das reprovações da opinião pública, a não ser que corra antes e peça logo para sair, imediatamente.
O fato novo, que nem é tão novo assim, porquanto por demais previsível, é que a Carmen, no STF, sorteada relatora do Inquérito, deu prazo de 15 dias para o Orlando responder às acusações.
Ora, isso é rito procedimental corriqueiro, está na lei. Não poderia ser diferente. Ela mesma, a relatora, pode, ao final, se convencida de que não há indícios suficientes de materialidade e de autoria, mandar arquivar o inquérito.
De qualquer modo, esse inquérito, agora formalizado à base de representação dos partidos da oposição, é o pretexto firme que o Governo precisava para mandar o Orlando ir embora e, até aqui, saindo pela porta da frente.
O PC do B vai escolher dentre os seus um outro nome para ser o novo Ministro dos Esportes, cuidar dos preparativos da Copa, das Olimpíadas e, também, do programa Segundo Tempo que todo Prefeito quer levar, em verbas, para o seu Município.