quarta-feira, 14 de julho de 2010
Desafiada
Em São Luís, Maranhão, Serra desafiou Dilma para um debate após o qual os maranhenses poderão saber quem conhece melhor os problemas do Estado e quem tem as melhores propostas para resolve-los.
Disse que a Presidência da Republica não é um cargo a ser exercido mediante terceirização.
O mandato de Lula acaba no último dia deste ano e quem for eleito Presidente tem que assumir com todas as responsabilidades, conhecimento completo do País e capacidade de iniciativas para vencer os desafios de cada hora.
O Presidente, portanto, acrescentou Serra, tem que ser alguém capaz de governar sem tutelas e sem intermediários.
Na visita que fez ao legendário Neiva Moreira, com quem conviveu no exílio político, Serra relembrou momentos engraçados vividos pelos dois fugindo das perseguições não só do regime militar do Brasil, naquela época, como também da ditadura de Pinochet, no Chile.
Serra convidou Neiva para a sua posse no dia 1º de janeiro de 2011 na Presidência da República. Disse-lhe que na solenidade o Neiva vai ocupar um lugar de honra. "Me avisa uns dez dias antes", respondeu agradecendo, um tanto comovido.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Solidariedade e Repúdio
A Comissão Arquidiocesana Justiça e Paz de São Luís, profundamente sofrida com o assassinato de que foi vítima o seminarista Mário Dayvit Pinheiro Rego, ocorrido ontem às 20: 30h vem se solidarizar com a Igreja de São Luís e com a sua família pela tragédia que tirou a vida de um jovem idealista, entusiasta da vida sacerdotal para a qual se preparava com serenidade, compromisso e muito amor.
O seminarista Mário Dayvit é mais um daqueles que são mortos todos os dias pela violência que grassa na cidade de São Luís.
Diante dessa triste e brutal realidade, buscaremos conhecer, junto às autoridades competentes, projetos que deem lugar à paz, em nossa cidade.
Da dor que atinge todos e todas que integram a Comissão Justiça e Paz nasce a esperança de que o sacrifício imposto a Mário Dayvit seja a semente a fortalecer o compromisso de todos os jovens seminaristas e das Pastorais Sociais, movimentos e organismo da Igreja Particular de São Luís.
São Luís, 5 de julho de 2010
"A PAZ É OBRA DA JUSTIÇA"
CECÍLIA APARECIDA AMIM CASTRO
Secretária-Executiva da CJP
Comissão Arquidiocesana Justiça e Paz de São Luís
Av. D. Pedro II S/N - São Luis MA
Sem Ler
Dilma rascante em sinceridade falou que realmente assinou sem ler o seu Plano de Governo entregue pelo PT ao TSE quando pediu registro de sua candidatura.
No Plano de Governo sob sua hipotética Presidência estavam coladas as propostas mais radicais do polêmico Plano de Direitos Humanos, que Lula lá atrás disse também ter assinado sem ter lido antes.
A reação foi tamanha que logo o PT correu ao TSE para estancar o estrago.
A proposta de cobrar imposto sobre fortunas foi excluída.
A proposta que legitimava as invasões de terras, contrariando principio republicano que assegura o direito à propriedade privada, e também colocando previamente sub - júdice de audiências públicas decisões da Justiça em liminares de reintegrações de posses foi amenizada para considerações genéricas sobre a importância da reforma agrária para o desenvolvimento sustentável do País.
Foi mantida a proposta sobre o controle social da mídia, mas em outros termos e enfatizando-se a importância das redes públicas e da blogsfera.
Serra comentou que nunca assinou nada sem ler antes e que Presidente da Republica é que não pode fazer isso de jeito nenhum.
Bolsa
O plano de Serra, chegando à Presidência da Republica, é dobrar o numero de beneficiados pelo bolsa-família.
Hoje são 16 milhões e 600 mil famílias beneficiadas pelo programa ao custo anual de 66 bilhões e 400 milhões de reais.
Serra quer aumentar em mais 15 milhões o número de famílias beneficiadas, o que representará custo adicional de mais 15 bilhões de reais por ano.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Verdades
Não é verdade que Roberto Rocha, o meu digno companheiro de chapa ao Senado, tenha contratado Duda Mendonça, o marqueteiro da atual ocupante do Palácio dos Leões, para cuidar da sua campanha.
A verdade é que Roberto é, como sempre foi, um grande amigo pessoal de Duda Mendonça, mas isso não tem nada a ver.
Não é verdade que Roberto Rocha, o meu digno companheiro de chapa ao Senado, tenha feito acordo, por debaixo do pano, com Fernando Sarney para ser poupado de ataques do Sistema Mirante e, assim, nadar de braçadas na campanha sem ser incomodado.
Não é verdade que Sarney, redimindo-se por não ter permitido que Luis Rocha, pai de Roberto, deixasse o Governo do Estado para ser Senador, e agora numa homenagem post mortem ao antigo aliado, tenha resolvido, por debaixo dos panos, apoiar o Roberto, filho de Luis Rocha, ao Senado.
Também não é verdade que Roberto Rocha, o meu leal companheiro de chapa ao Senado, tenha autorizado gerentes de sua candidatura a acertarem, por debaixo dos panos, dobradinha para ser o segundo voto nas tratativas do Lobão.
Do mesmo modo não é verdade que auxiliares do Castelo, em cargos de confiança, estejam pedindo votos para a dobradinha Roberto Rocha – José Reinaldo para o Senado.
As pessoas precisam distinguir a lógica do que pode ser verdade da falsa lógica do que não pode ser verdade.
Como diria o grande Jorge Bem, Roberto corta essas...
Gentilezas
A Oposição no Maranhão pareceu desplugada de certa gentileza quando através de suas lideranças e principais candidatos, eu incluído, foi ao TRE protocolar os pedidos de registros das candidaturas.
O grupo liderado por Jackson, por exemplo, ficou um bom tempo em torno de uma mesa no saguão térreo checando documentos.
Ninguém se lembrou de visitar antes ou depois o Presidente do Tribunal, o ilustre Desembargador Cutrim, o qual apareceu no dia seguinte numa foto no jornal governista recebendo em seu gabinete as gentilezas dos candidatos oficiais da coligação PMDB-PT e demais ao Governo e ao Senado.
Colchão
Dilma que declarou ter 113 mil reais vivinhos da silva guardados em sua casa, não está só nesse quesito das declarações de bens dos candidatos à Justiça Eleitoral.
Tem mais gente nessa. Quércia, candidato do PMDB ao Senado em São Paulo, guarda em sua casa 1 milhão, 278 mil reais.
Nilo Coelho, o vice de Paulo Souto (DEM), na Bahia, guarda 912 mil. Frejat, o Vice de Roriz (PSC) em Brasília, declarou 250 mil.
O próprio Roriz avisou que tem 160 mil. Eunício, do PMDB do Ceará, candidato a Senador, tem 153 mil reais.
Isso tudo em dinheiro vivo
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Um Tranco
Não condiz com os fóruns de civilidade a reação de Dutra, Presidente nacional do PT, ao entendimento recente do TSE que restabelece, na prática, a verticalização partidária que o STF já repudiou lá atrás.
- Tem que dar um tranco nesse Tribunal. Em toda eleição inventam uma coisa de última hora para bagunçar o coreto.
Isto dito pelo chefe nacional do partido do Governo é de uma gravidade sem limites.
Nas democracias não se admite dar tranco a Tribunal que, decidindo como é da sua função, contraria interesses políticos de quem quer que seja, em especial do partido que está no Governo. Das decisões injustas ou equivocadas se recorre a uma instância maior. Isso é do arcabouço democrático.
Mussolini, o chefe fascista da Itália, e Hitler, o chefe nazista da Alemanha, começaram assim desafiando Tribunais até que, assenhoreando-se das estruturas do Estado deram, cada um ao seu modo, o seu tranco definitivo trocando os Juízes por militantes políticos.
O Dutra, que já foi Senador por 8 anos, sabe que se não fosse a omissão do Congresso que não legisla, e que quando o faz produz leis falhas e injustas, especialmente em matéria eleitoral, não fossem os congressistas, especialmente os do Senado, tão omissos quanto à produção das Leis e até lenientes para com a elite do Judiciário não passaríamos pelo vexame de tantas normas de última hora a cada eleição.
No Brasil, acontece em matéria de lei o que é até proibido pela Constituição – a delegação de poderes entre os Poderes da União que devem se manter independentes, embora harmônicos, entre si.
O Congresso sempre delega ao TSE a competência de legislar supletivamente, embora de forma disfarçada, ao atribuir-lhe a função de expedir Instruções sobre a aplicação da lei eleitoral.
Essa função de responder a consultas, cujas respostas acabam imantadas de força legal como se fossem súmulas vinculantes, e não passam de meras resoluções administrativas, na prática o resumo de um convescote entre sábios da lei, tem sido outra grande causa de tumultos no processo eleitoral.
Mas isso não se resolve dando tranco em Tribunal, que sendo guardião da lei e dos direitos dos cidadãos, há que merecer de todos nós o maior respeito. Isso tudo se resolve, meu caro Dutra, é na Câmara dos Deputados e no Senado da República, fóruns próprios onde devem ser aprovados os bons projetos que resultem em leis que possam realizar a Justiça, que é direito de todos os brasileiros.
Transferência
Está diminuindo o estoque de prestígio de Lula para transferência de votos para Dilma.
O que se contabilizava antes em torno de 14% caiu agora para 8%, segundo a última pesquisa do Datafolha, confirmada pela última do Ibope.
Esse percentual é aferido a partir dos que declaram voto "com certeza" no "candidato indicado por Lula", mas não confirmam que votarão em Dilma.
Nesse conjunto dos que declaram que "com certeza" votarão no indicado por Lula, 17% declaram que votarão em Serra.