terça-feira, 22 de junho de 2010
Campeão
Outra vez o Maranhão vence Alagoas no campeonato nacional de tudo que não presta, agora em condenações pelo Tribunal de Contas da União por mau uso do dinheiro público repassado a Estados e Municípios mediante convênios com entidade federais para a realização de obras ou serviços.
O Maranhão aparece na lista das condenações, por conseguinte dos fichas sujas que não poderão disputar eleições, com 728 processos transitados em julgado, sendo assim o primeiro colocado.
Já Alagoas, o Estado que é o permanente competidor do Maranhão no ranking nacional em tudo que não presta, aparece na lista com apenas 199 condenações. O último colocado é o Estado de Santa Catarina com apenas 86 condenações.
Essa lista dos que exercendo cargos públicos não sabem lidar corretamente com o dinheiro público aumenta no Brasil a cada ano. Em 2008, ano das eleições municipais, o TCU indicou 4.840 condenações ao TSE. Neste ano a lista contém exatas 7.851 condenações.
domingo, 20 de junho de 2010
O Ultimo Rei
Nem a derrocada do último rei da Escócia, como era chamado Idi Amin, o inicialmente popularíssimo Presidente de Uganda e depois o cruel e megalômano ditador que se aconselhava com jacarés em Kampala, serviu para aliviar a ficha do seu homônimo que nunca tendo sido interlocutor nem de aracnídeos, contenta-se apenas em olhar, e assim mesmo de longe, as saias da meninas ou a agarrar que nem goleiro da seleção as bananas que ainda lhe atiram.
Idi Amin, brasileiro naturalizado, de um 1,80m de altura, pesando um pouco mais que um japonês campeão de sumo, algo em torno de uns 230 quilos, está mesmo uma fera.
A pressão arterial de Idi não pára de subir e agora com essa receita do doutor Temporão de que certas agonias se curam, como sugeria o Cazuza, procurado vaga, uma hora aqui, a outra ali, no vai e vem de alguns quadris, até o dia nascer feliz, o nosso patrício, brasileiro igual a poucos aqui nascidos, está insuportável.
Ainda virgem aos 37 anos, mas não que a isso o tenham obrigado, numa espécie de voto de castidade, enquanto vivesse sob o jugo de alguma religiosa fé, mas porque, achando-se o sabido, sempre entendendo que nada melhor do que um dia após o outro, achou de esperar por uma chance melhor, por uma chance melhor, e quando caiu em si 37 anos já se completaram, e nada.
Agora o Idi, coitado, não podendo mais perder tempo, está naquela de que se a farinha pouca, meu pirão primeiro. Nada de passar adiante esperando que depois pode vir o melhor.
Sua aspiração é sincera, sua postulação, até mesmo porque se, no seu caso, a solução levasse em conta o lugar da fila não haveria duvida que a macaca que pintasse no pedaço, a primeira macaca corajosa que desfilasse à sua frente ganharia, em troca o seu reino.
Anos antes, muitos anos antes, acho que o Idi nem era nascido, o Geraldo Pereira avistando no morro uma escurinha obcecou-se.
E se danou a cantar - ó escurinha tu tens que ser minha de qualquer maneira, te dou meu boteco, te dou meu barraco, que eu tenho no morro de mangueira, comigo não há embaraço, vem que eu te faço meu amor, a rainha da escola de samba, que o teu nêgo é diretor.
Esse aceno de nepotismo o Idi não pode fazer.
O máximo que o Idi pode é dizer meu reino por uma macaca, coisa que leão nenhum no mundo ousa dizer, meu reino por uma leoa, quanto mais um macaco que, de tão esperto que se julga, já fez cosquinhas no rei das selvas enquanto tirava um cochilo de sesta após ter faturado uma gazela numa sombra de enorme moita, ensejando não obstante isso as maledicências altamente comprometedoras da até então respeitável reputação de sua majestade.
Em sua fase adulta, aliás desde o despontar da adolescência, quando começou a assustar as estudantes de veterinária que lhe chegavam mais perto, o Idi nunca ao menos se enroscou numa fêmea, isto porque ou era uma bebê, não confundir com BBB, ou uma gorila juvenil.
Dessas acusações de abusos que estão ultimamente na moda o Idi está livre.
Se resolver disputar alguma eleição, sim noutros tempos foram eleitos o rinocerante Cacareco em São Paulo, o Bode Cheiroso em Recife, o Macaco Tião no Rio de Janeiro, se o Idi for disputar alguma eleição não estará, com certeza, entre aqueles brasileiros que tem como dístico - meu passado me condena.
O Idi Amin, do zoológico de Belo Horizonte, tem ficha limpa. O seu problema é que ficou viúvo duas vezes, a primeira de uma certa Dada que veio com ele da França, e a segunda de uma certa Cleópatra, que de tanto apanhar do marido em São Paulo - e não havia ainda lei Maria da Penha, foi mandada para ser a segunda do Idi, e aí também não aconteceu nada.
Mas nada disso é causa de inelegibilidade.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Cumpriu
Eros Grau deixa o Supremo Tribunal depois de atuar também como Ministro do Tribunal Superior Eleitoral.
Viajou para Paris, onde possui apartamento e quando retornar depois das férias forenses do mês que vem já estará aposentado.
Com a consciência tranqüila do dever cumprido.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Filhos de Gandhi
Dutra, do PT do Maranhão, começou greve de fome no plenário da Câmara, em Brasília, até que a direção nacional aceitasse negociar com os dissidentes, maioria no partido, mas emparedados por intervenção branca de ordens superiores.
A decisão da maioria do PT de coligar com o PSB e com o PC do B para lançar Flávio ao Governo e Zé Reinaldo e Bira ao Senado foi derrogada pelo PT nacional.
Manoel da Conceição, fundador do PT e monumento vivo das lutas dos camponeses, e ate ficou sem uma perna num tiroteio de policiais contra trabalhadores rurais, foi à reunião com a direção nacional.
Não lhe deixaram falar.
Indignado com a humilhação, aderiu à greve de fome de Dutra e já estava, ele também, no quinto dia sem comer. Acontece que Manoel tem 75 anos, saúde muito frágil e, se não lhe faltassem mais padecimentos fisicos, é diabético.
Duas negociações paralelas transcorreram. Uma para que a direção nacional aceitasse abrir dialogo com os dissidentes liderados por Dutra e Lobato. Outra para demover Manoel a sair da greve de fome.
O Padre Victor Asselin, antigo companheiro de Manoel nos movimentos sociais, entrou no circuito e conseguiu. Manoel atendeu aos apelos do Padre e o PT nacional mandou dizer a Dutra, através do Deputado Virgilio Guimarães, que concorda em reabrir o dialogo.
Mas Dutra permanece inflexível, em vigília no plenário da Câmara. Participei disso tudo. Acabei de chegar de lá. Afinal esse PT hoje tão esfacelado esteve inteiro e unido me apoiando em 2006 quando fui candidato a Governador. No Maranhão, somos parceiros históricos de uma antiga luta.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Abusos
Contabilizadas como publicidade institucional, as inserções que o Governo vem fazendo nos intervalos comerciais das programações das rádios e das TVs configuram propaganda eleitoral antecipada e também abuso de poder político.
No Rio de Janeiro, o Ministério Público Eleitoral já instaurou procedimento investigatório dessas condutas do Governador do Estado e, para quem nem imagina, no Maranhão também.
No caso, as investigações são do Ministério Publico Federal que tem a lhe apoiar a Policia Federal. Os gastos do Governo do Estado do Maranhão com a chamada publicidade institucional já estão sendo levantados.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Sobre a Obsessão
A história está repleta de histórias de pessoas que grudando-se na ambição se tornaram tão obsessivas ao ponto de não querendo saber de valores, de princípios, de ideais, se especializaram em rasteiras achando que todo mundo é bobo e que só eles é que são sabidos.
A história está repleta de histórias de pessoas assim que morreram, umas atropeladas e outras até de morte morrida, mas que não chegaram aonde a sua ambição obsessiva pretendia.
Isto porque há uma enorme diferença entre sonho com idealismo e ambição puramente pessoal.
O poema a seguir, da autoria de Gilberto Gil, por ele também musicado, fala de uma idéia até certo ponto justificável, compreensível. O cara queria que a família não sofresse tanto, que tivesse a garantia de um pecúlio depois da sua morte.
Mas aquela idéia de uma motivação bem humana acabou virando obsessão. E olha só, nos versos do poeta Gil, o que se sucedeu com o rapaz.
"Ele falava nisso todo dia,
Ele falava nisso todo dia
A herança, a segurança, a garantia,
Pra mulher, para a filhinha, pra família,
Ele falava nisso todo dia...
Ele falava nisso todo dia,
Ele falava nisso todo dia
O seguro da família, o futuro da família,
O seguro, o futuro,
Ele falava nisso todo dia.
Alaá, alaiá, alaiaialeluia
Alaiá, alaiá, alaiaialeluia
Ele falava nisso todo dia,
A incerteza, a pobreza, a má sorte,
Quem sabe lá o que aconteceria?,
A mulher, a filhinha, a família desamparada,
Retrata a carreira frustrada de um homem de bem,
Ele falava nisso todo dia,
O seguro de vida, o pecúlio,
Era preciso toda a garantia,
Se a mulher chora o corpo do marido,
O seguro de vida, o pecúlio
darão a certeza do dever cumprido,
Alaiá, alaiá, alaiaialeluia
Alaiá, alaiá, alaiaialeluia
Ele falava nisso todo dia,
Ele falava nisso todo dia
Se morresse ainda forte,
um bom seguro era uma sorte
pra família, a loteria
Ele falava nisso todo dia...
Era um rapaz de vinte e cinco anos,
Era um rapaz de vinte e cinco anos
Hoje ele morreu atropelado
em frente à companhia de seguro
Oh! que futuro!
Oh! Rapaz de vinte e cinco anos
Alaiá, alaiá, alaiaialeluia
Alaiá, alaiá, alaiaialeluia"
Como dizem os franceses, ah se a juventude soubesse. Ou nosso Lupiscínio Rodrigues – esses moços, pobres moços / ah se soubessem o que eu sei...
Namorados
Não são apenas as cartas, aquelas de amor sobre as quais o poeta falou que eram até ridículas.
E o amor quer saber disso? O amor ignora conceitos circundantes, circunstâncias, preconceitos.
O amor não se incomoda querendo saber sobre o que dizem ou irão dizer por aí as bocas do inferno, as línguas de trapo, as invejas de todo tipo.
O amor se faz de surdo e só tem ouvidos para o que ela, a amada, tem a dizer com palavras, gestos e até com silêncios.
O amor produz cegos que vêem longe e que, acalentados e sublimados, se entregam ao sonho tirado até dos cochilos intercorrentes.
O amor paralisa as ansiedades inseguras nos cais sem ancoras para as esperas.
O amor não tem medo de nada. Acorda cedo e sai correndo na manhã sonolenta ou encara um chuveiro com água fria no findar da madrugada.
O amor é rico na fé, generoso na dificuldade, corajoso na esperança. É perseverante, seguro e determinado.
O amor consciente não recua. O amor abrasado não está para brincadeira, queima mesmo.
O amor plural se concilia em cada diversidade de espaço, amor de pai, amor de mãe, amor de irmã, amor de avó, amor de avô, amor de filha, amor em família e isso tudo é combustível de harmonia, essência de paz, alegria de viver.
Como foi que definiu o Apóstolo Paulo em Coríntios 1/13, sempre cabível em leituras nas cerimônias de casamento?
Abre aspas. Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso.
O amor não se vangloria, o amor não se ensoberbece, o amor não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal.
O amor não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade.
O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos. Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, - e ainda é o Apóstolo quem fala, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé e a esperança e o amor. Destes três; o maior é o amor. Fecha aspas.
Digo eu, não tenham medo e nem vergonha de se amarem. Amem infinitamente, amem-se. Amém, namorados.
sábado, 12 de junho de 2010
Falou
Eis aqui, em resumo, o que disse Serra ao aceitar a candidatura a Presidente da Republica pela coligação PSDB-DEM-PPS-PTB-PTC, hoje em Salvador, Bahia:
- Acredito que a democracia é o único caminho para que as pessoas em geral, e os trabalhadores em particular, possam lutar para melhorar de vida. Não é com o menosprezo ao Estado de Direito e às liberdades que vamos obter mais justiça social duradoura. Não há justiça sem democracia, assim como não há democracia sem justiça.
- Acredito na liberdade de imprensa, que não deve ser intimidada, pressionada pelo governo, ou patrulhada por partidos e movimentos organizados que só representam a si próprios, financiados pelo aparelho estatal. Não aceito patrulha de idéias -- nem azul, nem vermelha. A sociedade é multicolorida, multifacetada, plural. E assim deve ser.
- Acredito na liberdade de organização social, que trabalhadores e setores da sociedade se agrupem para defender interesses legítimos, não para que suas entidades sirvam como correia de transmissão de esquemas de Poder.
- Organizações pelegas e sustentadas com dinheiro público devem ser vistas como de fato são: anomalias.
- Acredito que o Estado deve subordinar-se à sociedade, e não ao governante da hora, ou a um partido. O tempo dos chefes de governo que acreditavam personificar o Estado ficou pra trás há mais de 300 anos. Luis XIV achava que o estado era ele. Nas democracias e no Brasil, não há lugar para luíses assim.
- Acredito que a oposição deve ser considerada como competidora, adversária, e não como inimiga da pátria. E, num regime democrático, jamais deve ser intimidada e sofrer tentativa de aniquilação pelo uso maciço do aparelho e das finanças do Estado.
- Acredito nos direitos humanos, dentro do Brasil e no mundo. Não devemos elogiar continuamente ditadores em todos os cantos do planeta, só porque são aliados eventuais do partido de governo. Não concordo com a repressão violenta das idéias, a tortura, o encarceramento por ideologia, o esmagamento de quem pensa diferente.
- Eu acredito nos servidores públicos e nos técnicos e trabalhadores de empresas estatais, que são vítimas do loteamento político, de chefias nomeadas por partidos ou frações de partidos, por motivos pouco confessáveis, males esses que chegaram até às agências reguladoras.
- Acredito que são os homens que corrompem o poder e não o poder aos homens. Quem justifica deslizes morais dizendo que está fazendo o mesmo que outros fizeram, ou que foi levado a isso pelas circunstâncias, deve merecer o repúdio da sociedade. São os neo-corruptos.
- Não tenho esquemas, não tenho máquinas oficiais, não tenho patotas corporativas, não tenho padrinhos, não tenho esquadrões de militantes pagos com dinheiro público. Tenho apenas a minha história de vida, minha biografia e minhas idéias. E o apoio de vocês que me conhecem e compartilham minhas crenças.
- Temos de afastar-nos de três recordes inernacionais que em nada nos ajudam a satisfazer nossas necessidades e preencher nossas esperanças: o Brasil hoje tem uma taxa de investimento governamental das menores do mundo, a maior taxa de juros reais do mundo e a maior carga tributária de todo o mundo em desenvolvimento.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Ritmos
Quando se diz que a dança tem que ser conforme a música o que se quer afirmar é que cada música se sujeita a um ritmo e que, por isso, não cabe a dança fora do ritmo.
E o que vem a ser isso, o ritmo?
Segundo o Houaiss, é uma sucessão de tempos fortes e fracos que se alternam com intervalos regulares. Esta é apenas uma definição, mas existem outras.
Por exemplo: efeito causado pela repetição ordenada de elementos prosódicos, espécie de entoação, pausas, quantidade de silabas, aliteração e acento tônico. Ou, ainda, movimento regular e periódico no curso de qualquer processo, cadência.
Quando a gente quer dizer que uma coisa anda meio devagar fala que está em ritmo de valsa, certo? Fala assim, mas fala errado.
Reparando bem, a valsa se embala num ritmo nada malemolente. Ao contrário, os dançantes têm que ter não só a leveza corporal para a coreografia, aqueles movimentos sincronizados dos braços, o corpo se apoiando firme no balanço dos pés.
Assim também com os outros ritmos, uns com maior ou menor intensidade, mas sempre com alguma intensidade.
Então quando você diz, por exemplo, que um movimento perdeu ou está perdendo o ritmo você está detectando a débâcle, ou seja, aquilo que vinha atiçando a atenção dos outros, em vias de obter até pontos de exclamação, está começando a desandar.
E quando desanda amiga, amigo, se um pisa no pé do outro um dos dois pode até cair.
Costuma-se dizer que o show não pode parar. Isso equivale a dizer também que não se pode deixar cair o ritmo do espetáculo. E assim como no teatro, também na vida. Nada de perder o ritmo das coisas.
Próximo a nós, ao derredor de nós, ainda bem que muito antes da linha do horizonte de nós, estamos assistindo a melancólicas figuras, ultimamente mais que nunca não mais que apenas figurantes, cambaleando, cambaleando e, ao que parecem assim de não muito longe, nem bêbadas ainda estão.
Em tudo, quando há um objetivo comum, não pode faltar o espírito de equipe. Isso exige sincronia nas ações, confiança recíproca, há que haver um mesmo ritmo entre todos.
Imagine o grupo dançando em pares aos olhares de todos.
Se de repente muda a musica, é lógico que se muda o ritmo, de modo a adaptá-lo aos novos compassos e silêncios. Cada um no grupo tem que ter a versatilidade indispensável para, de pronto, mudar os movimentos corporais sem intervalo na coreografia.
Esse espetáculo político dos últimos tempos, ao ponto a que chegou entediante, um pisando no pé do outro, os passos desconexos, saindo do compasso, fora do ritmo, como se quisessem fazer desta hora um carnaval inteiro, sem temor da ressaca na quarta-feira, isso nos soa a fuleiragem, a muita fuleiragem.