sábado, 15 de maio de 2010

Sem Surpresa

O Vox Populi anuncia que Dilma mantém empate técnico com Serra só que desta vez, e pela primeira vez, ela com 03 pontos à frente, ficando assim o placar – 38% a 35%.

Este resultado decepcionou a coordenação da campanha de Dilma e a direção nacional do PT que esperavam mais, já que a pesquisa foi praticamente fechada em cima do programa de TV em que ela apareceu de visual novo e como estrela principal.

A pesquisa incursionou num detalhe especial querendo saber o limite de Lula em transferir votos para sua candidata – 33% disseram que votariam num candidato a Presidente indicado por Lula.

Mafiosos

Quem vê Marlon Brando encarnando Don Corleone no filme de Francis Ford Copolla, tirado do romance de Mário Puzo - O Poderoso Chefão - chega a acreditar que o mundo dos mafiosos era aquele glamour inteiro.

Corleone, no começo uma vitima da violência entre as famílias e da impunidade estatal, no vilarejo em que vivia na distante Sicilia, onde viu o seu pai assassinado numa cruel vindita, escapando ele também de ser morto, embarca num navio de emigrantes para Nova Iorque.

Ainda rapazola se inicia na transgressão cometendo pequenos furtos até que um dia, em meio à procissão do padroeiro dos italianos, com um tiro de revólver acaba com a folga de um temido achacador, espécie de dono do bairro.

Tendo destruído um instrumento do medo e do mal, Corleone logo se credencia no respeito das pessoas de bem e dos bandidos também. Com o tempo, vai formando sua própria famiglia.

Marlon Brando, e os demais do elenco sob a direção irrepreensível de Copolla, dá tanta veracidade à personagem, que no final morre de forma melancólica num enfarte fulminante enquanto brincava com o neto no quintal de sua casa, depois de passar a vida inteira escapando de atentados.

A ficção desafia tanto a realidade que a historia teve que ser retomada em outros dois filmes – O Poderoso Chefão II e O Poderoso Chefão III.

Nessa seqüencia de chefão e de chefinhos é que mora o perigo para os que se sentem melhor levando a vida no cumprimento dos deveres cívicos e no estrito cumprimento e respeito à lei, à ordem democrática.

A saga da famiglia Corleone contada por Copolla em seus filmes passa a idéia de um núcleo singelo que apenas se defendia no seu direito de sobreviver jogando as regras consentidas de então.

Digo consentidas porque, no apoio às transgressões legais dos Corleones, havia um entourage de pessoas supostamente a serviço da lei, dentre elas políticos, incluindo senadores, juízes, chefes de policia e jornalistas.

Corleone tinha o seu lado mecenas apadrinhando vocações artísticas de bom nível e também as que não conseguiam emergir da própria mediocridade.

Na medida em que envelhecia, tornava-se mais autoritário, mais vingativo e mais cruel, e mais leniente com os descaminhos dos filhos e do genro.

O Corleone de Marlon Brando, Copolla e Puzo, é apenas um emblema muito bem construído tentando mostrar que os mafiosos, eles também, são contraditoriamente capazes de matar e de amar.

A história enumera as principais famílias de mafiosos que deram muito trabalho à Policia e à Justiça nos Estados Unidos.

Em 1922, a famiglia Genevose somava 250 membros, afora 600 membros associados. Atuava na jogatina, indústria têxtil, pornografia e extorsão.

Por ter sido o cara que deu melhor estrutura ao crime organizado, Lucky Luciano foi eleito pela revista Time uma das 20 maiores personalidades do século 20 no mundo dos negócios, ao lado de nomes como Bill Gates.

Outros chefões, como Joe Bonano, Gambino, Joe Colombo, este hiper católico, fizeram história no mundo do crime.

Para mim, o mais genial de todos eles foi Tommy Lucchese, que foi chefe mafioso durante 50 anos e jamais foi condenado por qualquer crime.

Lucchese, o Poderoso Chefão perto de quem Al Capone era fichinha, morreu velhinho de causas naturais. Deixou muitos seguidores pelo mundo afora.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Marechal Lott


Quem viu ou ouviu finge ignorar dizendo que não soube, mas o Governo do Lula ainda não se refez do susto causado por Dilma quando numa entrevista em Porto Alegre, RS, referindo-se ao Irã, ela disse que o País governado pelos aiatolás e por Ahmadinejad tem armas nucleares.

Olha só isto aqui:

- O Irã não é uma civilização como a iraquiana. É um país com mais de 70 milhões. Controla armas nucleares e tem de fato um posicionamento internacional que naquela região é expressivo.

Pequeno detalhe: Lula está seguindo em viagem oficial ao Irã nas próximas horas.

Juventude


Tantas eram as agruras que o Povo do Juazeiro tinha a enfrentar, uma após outra, todas por conta da perseguição do Arcebispo obstinado em desqualificar o Padre Cícero, que um dia, como se não faltasse mais nada, uma noticia irrompeu amedrontando o Cariri.

A Coluna Prestes vem aí!

O Brasil era ainda muito atrasado, a Nação pouco sabia sobre si mesma, as oligarquias dominavam tudo, um código de silêncios, espécie de omertà dos mafiosos blindava a impunidade.

O Padre Cícero, nascido na exclusão social de tudo, só foi aceito no Seminário de Fortaleza porque seu padrinho de batismo, um fazendeiro abastado do Crato, registrou o seu interesse no futuro do rapaz.

Prestes era um jovem Capitão do Exército inconformado com aquelas misérias restantes das desigualdades, naquele tempo muito mais profundas que as de hoje, no País.

O Brasil era um latifúndio incomensurável, a economia fraca, caroços vermelhos de café, bolotas brancas de algodão, verde espraiado nas plantações de cana de açúcar, trabalho escravo, bois no pasto e vacas leiteiras.

Mulheres não tinham direito ao voto que não era secreto, elas, portanto, nem podiam se candidatar.

As eleições eram fraudadas, os direitos da Republica e as vantagens da Democracia só alcançavam as oligarquias rurais, que controlavam tudo em detrimento dos grupamentos urbanos.

No seu pequeno mundo, na região do Cariri, o Padre Cícero sofria para proteger seus seguidores. Na contra - mão das oligarquias dominantes, para sobreviver, teve que se aliar a outras.

Prestes liderou um grupo de jovens tenentes e saiu com eles pelo País num movimento armado contra as oligarquias pregando reformas institucionais.

O Padre Cícero já liderara com o seu braço político, o medico baiano Floro Bartolomeu, uma revolta popular com jagunços armados que cercando Fortaleza derrubou Franco Rabelo, o governador que o demitira do cargo de Prefeito de Juazeiro.

Daí que quando a noticia correu – a Coluna Prestes vem aí! – logo o Governo central da República Velha apelou ao Padre Cícero para ajudar com um freio naquilo.

No vale tudo que seria a resistência aos jovens tenentes, houve quem se lembrasse de chamar um jovem já então muito temido como cangaceiro, sim, ele mesmo, o Lampião.

Atraído pela promessa de algum dinheiro e de uma patente de Capitão da Guarda Nacional, Virgulino Ferreira, o Rei do Cangaço, então com 28 anos de idade, ainda relutou, fez doce querendo mais, mas quando resolveu se juntar à resistência do Juazeiro a Coluna Prestes já havia passado imperceptível, sem incomodar ninguém, e estava longe.

Como Virgulino bateu pé dizendo que só iria embora depois que recebesse o seu dinheiro e a patente de Capitão, o escrivão do Cartório, a mando do padre, providenciou uma outorga.

O jovem líder do bando, sim, ele mesmo, o Lampião, partiu feliz com a idéia de que dali em diante só seria chamado de Capitão.

Quando, mais tarde, descobriu que a patente era falsa, o Rei do Cangaço esbravejou aos céus, mas não se encorajou a retornar ao Juazeiro. Respeitava o Padre.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Assim Pode

Todo partido político pode vetar ou não, através de sua Convenção, uma candidatura, especialmente se entender que o pretendente não se encaixa no padrão de decência e respeito, que é o mínimo a se exigir de cada um, antes da apresentação de seus candidatos ao exame final dos eleitores.

A idéia de que a inelegibilidade de um candidato há que levar em conta a sua vida pregressa objetiva garantir a moralidade indispensável para exercício do cargo.

A Constituição manda que isso aconteça mediante Lei Complementar, mas todo partido tem autonomia para, até mesmo sob a invocação desses princípios, lançar ou não quem quiser, desde que atendidas, é claro, as condições de elegibilidade e superadas as causas das inelegibilidades.

Por isso mesmo, o PSDB e o PT nacionais acabam de anunciar que, havendo lei ou não, não aceitarão candidaturas de pessoas com maus antecedentes, os chamados fichas sujas.

Sergio Guerra, Presidente nacional do PSDB e Eduardo Dutra, Presidente nacional do PT, disseram que seus partidos não entrarão na campanha deste ano, para qualquer cargo, avalizando candidaturas com essas vulnerabilidades.

sábado, 8 de maio de 2010

Filhos, Filhas


Como se queixava o poeta,  -  filhos, melhor não tê-los. Mas se não os temos, como sabê-los?

Na lógica desse poema de Vinicius de Moraes, os dois senadores da base aliada, Sarney e Tuma, se não os tivessem como iriam saber?

O filho do Presidente do Senado e o filho do Senador Tuma, gente boa de São Paulo, estão encalacrados e o Pais de olho neles querendo saber ate onde, eles também, são intocáveis.

Dinheiro Longe


Qual é a graça de a pessoa ganhar um dinheiro lícito, com trabalho honesto, e mandá-lo para uma conta secreta no exterior?

Fernando Sarney deve ter tido alguma razão muito especial para fazer isso.

É disso que as autoridades federais o acusam ao ponto de indiciá-lo criminalmente por evasão de divisas, lavagem e coisas que tais.

Sua irmã, a intocável Roseana Sarney Murad, também é acusada de incursões nesses quesitos.

Ela trabalhou pra caramba com o seu adorado marido, auferiu uns bons rendimentos e os teria mandado também para contas secretas nos paraísos fiscais.

As denuncias sobre essas coisas estão rolando por aí, de modo que, - apesar do TSE que, ao cassar Jackson por coisas que ele não fez e que teriam sido, em tese, praticadas por outros, lhe deu atestado de ficha limpa, - um indiciamento pela Policia Federal, que nem o do irmão, pode a qualquer momento acontecer.

Sobre a cândida figura que , mesmo sem ter sido eleita, atualmente ocupa o cargo de Governadora do Estado, acesse o blog do Marcos Nogueira no endereço: marcos-nogueira.blogsopt.com e então você irá saber mais, muito mais.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Fala Dilma

- Reforma administrativa em vez de choque fiscal.

- Meritocracia e profissionalismo no serviço público.

- Reforma tributária abrangente em vez de medidas tópicas de redução da carga tributária.

Estas são propostas que Dilma promete implementar se vencer Serra na eleição para Presidência da Republica.

Bacana, não?

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Memélia


Viúva de Sergio Buarque de Hollanda, ela não era só a mãe do Chico. Maria Amélia Alvim Buarque de Hollanda era também a mãe de Miucha e, assim, foi também a sogra de João Gilberto e a avó de Bebel.

Memélia, que morreu hoje, dormindo, aos 100 anos, tinha mais filhos – Sérgio, Alvaro, Maria do Carmo, Ana e Cristina, a Cristinhinha.

Conheci a Memélia quando os Buarque de Hollanda moravam em São Paulo, na famosa Rua Buri, no Pacaembu, isso em 68, quando eu fazia o curso da Abril para ingressar na primeira equipe da revista Veja, sob a liderança de Victor Civita e de Mino Carta.

Quem me levou lá, naquela casa, foram dois amigos meus e do Chico Buarque – Francisco Fuzzetti de Viveiros Filho, o Chico Maranhão e Virgilio Pinto, o Ceará.

A casa dos Buarque de Hollanda, em qualquer dia ou noite da semana, era uma alegria só.

Uma vez, num almoço em nossa casa de Brasília, a Miucha recordou emocionada o entra e sai de tantos amigos, Vinicius, Vanzollini, inclusive.

Depois que o patriarca Sergio morreu, Memélia foi morar no Rio de Janeiro, onde tinha o costume de ir ao cinema e, nos fins de semana, reunir-se em almoço com a filharada e os netos.