Quarta
feira última a Dilma esteve no Planalto, pela manhã, aparentando cansaço como alguém
que, na noite anterior, não dormiu direito.
Ora,
isso acontece com quem trabalha muito e, especialmente, no caso de Dilma que
tem um País com uma enfraquecida República, uma Federação de mentirinha e uma
cambaleante democracia a tocar pra frente.
Em
seguida, a Dilma foi para a Base Aérea, embarcou para S. Paulo e a imprensa
ficou sabendo que a viagem tinha “caráter privado”. Ninguém ficou sabendo de mais
nada.
Na
véspera, Lula tinha estado no hospital Sírio Libanês, de onde saiu com um
atestado de que o seu câncer havia mesmo sido debelado. Dilma também já teve câncer,
igualmente debelado no mesmo hospital.
As
especulações mais desencontradas se reencontraram em Brasília por todo o resto
da tarde, espargindo uma boataria enorme até às redações dos jornais e
telejornais. Às claras, ninguém falou nada.
Hoje
foi que se ficou sabendo de fontes fidedignas que a viagem da Dilma a “caráter privado”
a São Paulo foi para um encontro de cerca de 4 horas, a portas fechadas, num
hotel, com o Lula. Estavam lá também o Mercadante, o Palocci, o Falcão e o
Marinho.
domingo, 7 de abril de 2013
sábado, 6 de abril de 2013
Jackson Vive
As
pessoas em todas as idades acorriam comovidas às janelas ou às calçadas, muitas
aos prantos, vendo passar o carro enorme dos bombeiros e lá em cima a urna de
madeira polida com alças bronzeadas, medindo a altura de um homem, envolta em
duas bandeiras, uma do Maranhão, a outra do PDT.
Não era o corpo de um daqueles que uma vez feridos na batalha são recolhidos no campo da carnificina e nunca mais voltam ao combate.
Era o corpo de um homem que já tendo morrido, nos últimos anos, pelo menos umas três vezes, tinha a lhe seguir uma procissão de lamentos inadiáveis e improrrogáveis tristezas.
Disse alguém que a historia quando se repete geralmente é farsa e daí encarar-se com naturalidade o choro radical de uns poucos, até então muito proximos, quase beirando à convulsão.
Eles pareciam tão condoídos e ao mesmo tempo em desafogo como se as suas lágrimas rasgassem historias, umas antigas outras recentes, quitando dividas que não deveriam nunca mais ser lembradas.
Talvez não imaginassem que aquele homem tão pranteado até a última coroa de flores sobre o tumulo nem estava ali.
Quando o arrancaram do Palácio dos Leões, quase o arrastando como quem retira na marra um intruso, assassinaram não só condutor de um Governo que seguindo bem nos seus propósitos e ações era agora interrompido. Mataram também, fatiando, as esperanças da maioria absoluta dos eleitores que o elegeram.
Octavio Mangabeira costumava acalmar os que o procuravam indignados com as teratologias da politica propondo: – Pense num absurdo. Pensou? Pois se ainda não aconteceu, está para acontecer na Bahia...
Chamar de absurda aquela decisão do Tribunal Superior Eleitoral cassando o mandato do primeiro Governador de oposição eleito pelo voto direto nos últimos 50 anos é pouco.
Releio hoje as notas taquigráficas daquela noite apresentada ao País ao vivo e a cores pela TV Justiça como sendo uma sessão de julgamento e minha indignação só não se transmuda em cefaleia porque eu vi em DVD aquele filme “Sessão Especial de Justiça”, de Costa Gravas.
Foi na ocupação da França pelos nazistas quando o Governo central de então, colaboracionista, para acalmar Hitler, resolveu prender e levar a julgamento um bravo homem escolhido previamente para ser condenado. Num salão de hotel montaram um Tribunal e a farsa rolou.
Aquele julgamento do Jackson pelo TSE, sob as acusações mais injuriosas conquanto absurdas, lembra muito a “Sessão Especial de Justiça”.
Não era o corpo de um daqueles que uma vez feridos na batalha são recolhidos no campo da carnificina e nunca mais voltam ao combate.
Era o corpo de um homem que já tendo morrido, nos últimos anos, pelo menos umas três vezes, tinha a lhe seguir uma procissão de lamentos inadiáveis e improrrogáveis tristezas.
Disse alguém que a historia quando se repete geralmente é farsa e daí encarar-se com naturalidade o choro radical de uns poucos, até então muito proximos, quase beirando à convulsão.
Eles pareciam tão condoídos e ao mesmo tempo em desafogo como se as suas lágrimas rasgassem historias, umas antigas outras recentes, quitando dividas que não deveriam nunca mais ser lembradas.
Talvez não imaginassem que aquele homem tão pranteado até a última coroa de flores sobre o tumulo nem estava ali.
Quando o arrancaram do Palácio dos Leões, quase o arrastando como quem retira na marra um intruso, assassinaram não só condutor de um Governo que seguindo bem nos seus propósitos e ações era agora interrompido. Mataram também, fatiando, as esperanças da maioria absoluta dos eleitores que o elegeram.
Octavio Mangabeira costumava acalmar os que o procuravam indignados com as teratologias da politica propondo: – Pense num absurdo. Pensou? Pois se ainda não aconteceu, está para acontecer na Bahia...
Chamar de absurda aquela decisão do Tribunal Superior Eleitoral cassando o mandato do primeiro Governador de oposição eleito pelo voto direto nos últimos 50 anos é pouco.
Releio hoje as notas taquigráficas daquela noite apresentada ao País ao vivo e a cores pela TV Justiça como sendo uma sessão de julgamento e minha indignação só não se transmuda em cefaleia porque eu vi em DVD aquele filme “Sessão Especial de Justiça”, de Costa Gravas.
Foi na ocupação da França pelos nazistas quando o Governo central de então, colaboracionista, para acalmar Hitler, resolveu prender e levar a julgamento um bravo homem escolhido previamente para ser condenado. Num salão de hotel montaram um Tribunal e a farsa rolou.
Aquele julgamento do Jackson pelo TSE, sob as acusações mais injuriosas conquanto absurdas, lembra muito a “Sessão Especial de Justiça”.
Depois
o mataram pelo engavetamento no TSE do outro processo igualmente falseado.
Quando nem havia mais horário eleitoral do rádio e na TV foi que o Ministro liberou o processo para afirmar que o Jackson podia ser candidato a Governador porque ele não era um ficha suja. Como nunca o foi.
Mataram o Jackson novamente quando no vazio causado pelo engavetamento do processo saíram dizendo que seus votos seriam nulos porque ele seria declarado ficha suja mesmo.
E ultimamente não faltam os que tentam matar – lhe outra vez ao renegarem seu legado de lutas e de compromissos com os humildes que só alcançarão a cidadania plena se tiverem respeitados os seus direitos às liberdades democráticas.
O carro enorme dos bombeiros seguia à frente da enorme procissão. O céu tingiu-se de nuvens cinza e a tarde pareceu mais triste com a chuva leve e miúda que caiu. Naquele céu aberto seguia um corpo humano, apenas um corpo que pela duração de uma vida materializou um homem.
Quando nem havia mais horário eleitoral do rádio e na TV foi que o Ministro liberou o processo para afirmar que o Jackson podia ser candidato a Governador porque ele não era um ficha suja. Como nunca o foi.
Mataram o Jackson novamente quando no vazio causado pelo engavetamento do processo saíram dizendo que seus votos seriam nulos porque ele seria declarado ficha suja mesmo.
E ultimamente não faltam os que tentam matar – lhe outra vez ao renegarem seu legado de lutas e de compromissos com os humildes que só alcançarão a cidadania plena se tiverem respeitados os seus direitos às liberdades democráticas.
O carro enorme dos bombeiros seguia à frente da enorme procissão. O céu tingiu-se de nuvens cinza e a tarde pareceu mais triste com a chuva leve e miúda que caiu. Naquele céu aberto seguia um corpo humano, apenas um corpo que pela duração de uma vida materializou um homem.
Deu na ISTOÉ
Desde que deixou a Presidência do Senado, José Sarney perdeu influência e cargos no governo. Sem o poder de outrora, o senador admite não concorrer à reeleição.
NINGUÉM ESCREVE AO CORONEL
Cada dia mais isolado no Senado, Sarney filosofa:
-"Veja como é o poder. Junto vem a velhice"
Do fundo do plenário, local jocosamente apelidado de zona cinzenta, o senador José Sarney (PMDB-AP) acompanhou escondido por uma pilastra o entusiasmo do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao anunciar a promulgação da PEC das Domésticas, no início da noite da quarta-feira 3.
Para não deixar transparecer sua inequívoca condição de coadjuvante, Sarney deixou a passos lentos a cerimônia, durante a última estrofe do Hino Nacional. Acompanhado por dois assessores, esperou pelo elevador privativo sem receber nenhum tapinha nas costas ou cumprimento dos antigos bajuladores.
Mas não seria este o primeiro sinal da solidão de Sarney, depois de deixar o comando do Congresso. No fim de fevereiro, quando chegava ao plenário para marcar presença já como senador comum, ele foi abordado por um antigo funcionário. O servidor notou o isolamento e o ex-presidente logo emendou.
-“Veja como é o poder. Junto vem a velhice”, desabafou com voz trôpega e ar cansado. Sem poderes formais no Senado, Sarney demonstra ter pouca disposição para o exercício legislativo. O parlamentar, que já não relatava uma matéria desde 2002, chega sempre por último nas reuniões partidárias, quando o encontro já está no fim.
Sarney anunciou até uma licença de 120 dias para terminar o livro “Testamento para Roseana”. A data ainda não está definida. Seu primeiro-suplente, Salomão Alcolumbre, está de sobreaviso, mas ainda quer ver para crer que conseguirá ocupar a cadeira de Sarney nesta legislatura.
APOSTA
Sarney quer ver sua filha Roseana no Senado em 2014
Rei posto no Congresso, rei posto também na Esplanada dos Ministérios. Desde o fim do ano passado, Sarney tem perdido posições estratégicas no governo Dilma.
Na Anatel, ele dominava duas das 12 cadeiras do conselho consultivo. Perdeu ambas, com o fim do mandato de Fernando César Mesquita em fevereiro e a substituição de Virgínia Malheiros. Na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Sarney também viu seu poder minguar, com a saída de Fernando Fialho da diretoria-geral do órgão.
Na Agência Nacional do Petróleo (ANP), Alan Kardec, indicado por ele, não foi reconduzido. Na Valec, o senador maranhense perdeu a presidência da autarquia com a saída de José Francisco das Neves e a diretoria de engenharia do órgão, que era comandada por Ulisses Assad, seu aliado.
Sentindo-se desprestigiado, antes do feriado da Páscoa, Sarney sacou o telefone e ligou para a presidenta Dilma Rousseff. Aliados contam que ele demonstrava preocupação com a situa¬ção do Ministério do Turismo, pasta comandada por seu aliado e também maranhense Gastão Vieira.
Mas não foi a permanência de Vieira que levou o ex-presidente da República a recorrer a Dilma. Há tempos, Sarney tenta reaver o comando do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Seu inimigo político, o comunista Flávio Dino, preside o órgão e cresce como um dos principais nomes na corrida pelo governo do Maranhão em 2014.
No que depender da presidenta, no entanto, Sarney ficará a ver navios. A Embratur deve mesmo permanecer sob o controle do PCdoB. Para piorar, Dilma estuda a substituição de Washington Viegas, indicado de Sarney na Companhia Docas do Maranhão (Codomar).
Para tentar recuperar parte do fôlego político, Sarney articula para que sua família ganhe duas cadeiras no Senado no próximo ano. A estratégia começa no Amapá e termina no Maranhão, seus redutos eleitorais. Ele convenceu sua filha, a governadora Roseana Sarney (PMDB-MA), a disputar uma cadeira de senadora em 2014.
No Amapá, pode lançar o filho Fernando Sarney.
Questionado sobre seus projetos pessoais, a partir do próximo ano, Sarney tem dito que pensa em se dedicar somente aos livros. Amigos próximos adotam a cautela. “Ele também costuma dizer que há duas maneiras de sair da política. Ou o cara morre ou é afastado”, conta o deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA), com quem o senador convive há 30 anos.
O fato é que Sarney hesita em disputar a reeleição. Está convencido de que seu desempenho eleitoral já não é mais o mesmo. Com menos cargos no governo federal, sua influência e capacidade de articulação dimi¬nuíram.
A caneta que sempre liberou polpudas verbas para apadrinhados políticos País afora também já carece das tintas carregadas de outrora.
(http://www.istoe.com.br/reportagens./288592_A+CAMINHO+DA+SOLIDAO).
NINGUÉM ESCREVE AO CORONEL
Cada dia mais isolado no Senado, Sarney filosofa:
-"Veja como é o poder. Junto vem a velhice"
Do fundo do plenário, local jocosamente apelidado de zona cinzenta, o senador José Sarney (PMDB-AP) acompanhou escondido por uma pilastra o entusiasmo do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao anunciar a promulgação da PEC das Domésticas, no início da noite da quarta-feira 3.
Para não deixar transparecer sua inequívoca condição de coadjuvante, Sarney deixou a passos lentos a cerimônia, durante a última estrofe do Hino Nacional. Acompanhado por dois assessores, esperou pelo elevador privativo sem receber nenhum tapinha nas costas ou cumprimento dos antigos bajuladores.
Mas não seria este o primeiro sinal da solidão de Sarney, depois de deixar o comando do Congresso. No fim de fevereiro, quando chegava ao plenário para marcar presença já como senador comum, ele foi abordado por um antigo funcionário. O servidor notou o isolamento e o ex-presidente logo emendou.
-“Veja como é o poder. Junto vem a velhice”, desabafou com voz trôpega e ar cansado. Sem poderes formais no Senado, Sarney demonstra ter pouca disposição para o exercício legislativo. O parlamentar, que já não relatava uma matéria desde 2002, chega sempre por último nas reuniões partidárias, quando o encontro já está no fim.
Sarney anunciou até uma licença de 120 dias para terminar o livro “Testamento para Roseana”. A data ainda não está definida. Seu primeiro-suplente, Salomão Alcolumbre, está de sobreaviso, mas ainda quer ver para crer que conseguirá ocupar a cadeira de Sarney nesta legislatura.
APOSTA
Sarney quer ver sua filha Roseana no Senado em 2014
Rei posto no Congresso, rei posto também na Esplanada dos Ministérios. Desde o fim do ano passado, Sarney tem perdido posições estratégicas no governo Dilma.
Na Anatel, ele dominava duas das 12 cadeiras do conselho consultivo. Perdeu ambas, com o fim do mandato de Fernando César Mesquita em fevereiro e a substituição de Virgínia Malheiros. Na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Sarney também viu seu poder minguar, com a saída de Fernando Fialho da diretoria-geral do órgão.
Na Agência Nacional do Petróleo (ANP), Alan Kardec, indicado por ele, não foi reconduzido. Na Valec, o senador maranhense perdeu a presidência da autarquia com a saída de José Francisco das Neves e a diretoria de engenharia do órgão, que era comandada por Ulisses Assad, seu aliado.
Sentindo-se desprestigiado, antes do feriado da Páscoa, Sarney sacou o telefone e ligou para a presidenta Dilma Rousseff. Aliados contam que ele demonstrava preocupação com a situa¬ção do Ministério do Turismo, pasta comandada por seu aliado e também maranhense Gastão Vieira.
Mas não foi a permanência de Vieira que levou o ex-presidente da República a recorrer a Dilma. Há tempos, Sarney tenta reaver o comando do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Seu inimigo político, o comunista Flávio Dino, preside o órgão e cresce como um dos principais nomes na corrida pelo governo do Maranhão em 2014.
No que depender da presidenta, no entanto, Sarney ficará a ver navios. A Embratur deve mesmo permanecer sob o controle do PCdoB. Para piorar, Dilma estuda a substituição de Washington Viegas, indicado de Sarney na Companhia Docas do Maranhão (Codomar).
Para tentar recuperar parte do fôlego político, Sarney articula para que sua família ganhe duas cadeiras no Senado no próximo ano. A estratégia começa no Amapá e termina no Maranhão, seus redutos eleitorais. Ele convenceu sua filha, a governadora Roseana Sarney (PMDB-MA), a disputar uma cadeira de senadora em 2014.
No Amapá, pode lançar o filho Fernando Sarney.
Questionado sobre seus projetos pessoais, a partir do próximo ano, Sarney tem dito que pensa em se dedicar somente aos livros. Amigos próximos adotam a cautela. “Ele também costuma dizer que há duas maneiras de sair da política. Ou o cara morre ou é afastado”, conta o deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA), com quem o senador convive há 30 anos.
O fato é que Sarney hesita em disputar a reeleição. Está convencido de que seu desempenho eleitoral já não é mais o mesmo. Com menos cargos no governo federal, sua influência e capacidade de articulação dimi¬nuíram.
A caneta que sempre liberou polpudas verbas para apadrinhados políticos País afora também já carece das tintas carregadas de outrora.
(http://www.istoe.com.br/reportagens./288592_A+CAMINHO+DA+SOLIDAO).
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Na Ética
A
Comissão de Ética e Decoro Parlamentar volta a ter Presidente. É João Alberto
de Souza, do PMDB do Maranhão, eleito hoje.
Essa Comissão é o filtro por onde tem que passar os acusados de infrações ao Código de Ética do Senado.
Quando foi para cassar o Demostenes chamaram o Senador Lobão Filho, também do PMDB, para presidir a Comissão de Ética. E ele, muito prudentemente, recusou.
João Alberto quanto seus colegas de bancada, Lobão Filho e Cafeteira, são permanentes alvos de muita estima e distinta consideração da parte dos seus pares.
Essa Comissão é o filtro por onde tem que passar os acusados de infrações ao Código de Ética do Senado.
Quando foi para cassar o Demostenes chamaram o Senador Lobão Filho, também do PMDB, para presidir a Comissão de Ética. E ele, muito prudentemente, recusou.
João Alberto quanto seus colegas de bancada, Lobão Filho e Cafeteira, são permanentes alvos de muita estima e distinta consideração da parte dos seus pares.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Ótimo
Entre
os 56 países pesquisados sobre o grau de percepção de suas populações quanto ao
maior problema no mundo hoje, o Brasil é o primeiro colocado na lista dos que apontam
o consumo de drogas ilícitas como o mais preocupante.
Os resultados dessa pesquisa foram divulgados hoje pelo jornal O Estado de São Paulo.
Crime e violência estão em segundo lugar. Em seguida, a corrupção. Este é um dado novo porque a corrupção, há algum tempo, não preocupava tanto os brasileiros e eu me indignava muito com isso.
Em quarto lugar estão as desigualdades entre ricos e pobres. E a economia está em oitavo lugar. (Veja mais em Estadão.com.br).
Os resultados dessa pesquisa foram divulgados hoje pelo jornal O Estado de São Paulo.
Crime e violência estão em segundo lugar. Em seguida, a corrupção. Este é um dado novo porque a corrupção, há algum tempo, não preocupava tanto os brasileiros e eu me indignava muito com isso.
Em quarto lugar estão as desigualdades entre ricos e pobres. E a economia está em oitavo lugar. (Veja mais em Estadão.com.br).
Normal
Não
tem uma semana Lula ao começar um discurso, quase não segura a fala de tão
rouco que estava. Foi logo brincando – não
se preocupem, não é um câncer.
Hoje à tarde ele saiu do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com o resultado final dos exames, aliás, agendados previamente.
– Excelente estado geral, sem qualquer evidencia (de câncer). Garantiu o Dr. Paulo César Ayroza Galvão, diretor-clinico do hospital.
Hoje à tarde ele saiu do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com o resultado final dos exames, aliás, agendados previamente.
– Excelente estado geral, sem qualquer evidencia (de câncer). Garantiu o Dr. Paulo César Ayroza Galvão, diretor-clinico do hospital.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Dutra
Na qualidade de pastor
evangélico, o Deputado Feliciano, Presidente da Comissão de Direitos Humanos e
Minorias da Câmara Federal, disse que o lugar que ocupa agora era antes ocupado
por Satanás.
Ora, quem antecedeu ao pastor na Presidência foi o Deputado Dutra, do PT do Maranhão, que prega em suas campanhas o exorcismo do dito cujo Satanás, ao qual ele chama de Futi.
Ora, quem antecedeu ao pastor na Presidência foi o Deputado Dutra, do PT do Maranhão, que prega em suas campanhas o exorcismo do dito cujo Satanás, ao qual ele chama de Futi.
Voltou
O
Ministro Gilson Dipp retornou às funções de Vice Presidente do Superior Tribunal
de Justiça e do Conselho da Justiça Federal depois de alguns meses em
tratamento de saúde.
As complicações cardiovasculares que o mantiveram afastado por tão longo período já não mais existem.
A Ministra Eliana Calmon, que respondeu pelas duas Vices Presidências, a do STJ e a do CJF, durante o impedimento do Ministro Dipp, retoma agora com mais tempo a direção da Escola Nacional da Magistratura.
As complicações cardiovasculares que o mantiveram afastado por tão longo período já não mais existem.
A Ministra Eliana Calmon, que respondeu pelas duas Vices Presidências, a do STJ e a do CJF, durante o impedimento do Ministro Dipp, retoma agora com mais tempo a direção da Escola Nacional da Magistratura.
domingo, 31 de março de 2013
De Leve
Há 55 anos no dia a
dia da advocacia criminal, sendo hoje um dos profissionais mais admirados do
País, Paulo Sérgio Leite Fernandes expõe nesta entrevista, de forma oportuna e
bem ao seu estilo corajoso, algumas das mazelas do nosso Estado de Direito
Democrático.
A entrevista foi originalmente publicada pela Revista da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo e transcrita pelo Consultor Jurídico, edição de 31.03.13.
Pergunta - "Este país se encontra num regime de deduragem oficial. O Poder está ensinando o brasileiro a ser um delator. O Brasil de hoje é um bordel eletrônico, repleto de alcoviteiras”. O senhor poderia justificar essas afirmações, de sua autoria?
Paulo Sérgio Leite Fernandes — Nós tivemos tempos atrás, na Itália, o estabelecimento dos chamados “juízes sem cara”. Numa luta contra a máfia morreram alguns juízes e o sistema penal se endureceu. Começou então, naquele país, uma investigação contra a criminalidade organizada (anos 1970-80) e nós partimos para a imitação, não só quanto à interceptação telefônica, mas também naquilo que dizia e diz respeito a um dos fenômenos mais sujos, mais imundos, mais aviltantes que há na história da humanidade, que é a delação. Nos Estados Unidos, que nós imitamos também, há a delação premiada.
No Palácio dos Doges, em Veneza, na Itália, há a figura da “boca da verdade”. Nos Século XIV e XV, enfiava-se na bocarra da criatura uma denúncia anônima contra alguém, o Conselho dos Sábios arrecadava aquela denúncia e torturava o sujeito denunciado. Hoje ainda funciona assim. Quase mil anos depois, temos uma relação muito grande com os Doges de Veneza, e com uma articulação que é muito mais satânica, porque nós premiamos o delinquente, nós premiamos o bandido, nós premiamos o mafioso desde que ele entregue seus comparsas. Isso é terrível, é o pecado maior que estamos cometendo, inclusive com o entusiasmo de muitos juízes e promotores públicos.
Isso vicia. Tenho a sensação de que esse pessoal que abiscoita o e-mail, o telefone, a comunicação privada do cidadão tem uma certa deformação biopsíquica — são os voyeurs, aqueles que olham pelo buraco da fechadura.
Como os voyeurs se escondem?
— Eles não se escondem. Nós temos juízes fazendo isso em São Paulo, em Minas Gerais, em Brasília. Fazem isso o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal, além de, às vezes, as polícias estaduais. É um ato de três personagens: a polícia faz sozinha, mas faz com muito receio porque, se for descoberta, pode ser penalizada; o Ministério Público tem feito com muita vontade; e o Judiciário se engalana, há juízes entusiasmados com isso, mandando inclusive interceptar telefones de advogados. O meu e-mail foi interceptado por um juiz de Brasília. Isso é uma infâmia. O juiz que faz isso perde a condição de ser humano ligado às regras mínimas de moralidade.
Não existe mais investigação sem grampo?
— Com grampo é mais fácil. Na ditadura, os militares não grampeavam nosso telefone. Eram capazes de sumir com nosso cliente, jogá-lo do helicóptero ao mar, mas não chegavam a esse ponto morfético de tentar descobrir por meio científico aquilo que você estava conversando com seu cliente. Hoje, advogado criminal que se preze não fala com cliente por telefone sobre coisas sérias, nem manda e-mails sobre assuntos sérios. O mesmo acontece com o Skype, que era mais difícil. Não se sabe se há um protocolo com a Microsoft, no sentido de que a Interpol e a polícia científica possam interceptar conversas no Skype. Paradoxalmente, hoje o Correio, a cartinha, passou a ser mais confiável.
O fruto dessa bisbilhotagem tem caído com frequência nas mãos da mídia, e a mídia joga isso no ventilador sem nenhum cuidado. Como o senhor avalia essa situação?
— A mídia se “bordelizou”. Às vezes fico sabendo de algo sobre um cliente pelos jornais. Depois, com muito esforço, é que vou conseguir ver o processo. Isso é um problema psicológico de empuxão da sociedade contra o investigado, no sentido de tornar a defesa dele cada vez mais difícil. O investigado é condenado de antemão.
E o advogado junto com ele.
— Sim, porque a mídia confunde os dois. Quanto a mim, nunca tive medo de jornal. O jornalista sabe que se alguma coisa escorregar no sentido de uma impostura psicológica a respeito da minha pessoa, ele toma um processo criminal imediatamente. Faço meu trabalho, tenho meus pecados, mas são pecadilhos. São aqueles pecados que todo homem honesto costuma cometer. Não tenho um grande pecado, não tomo dinheiro de viúva, não engano órfão, não meto dinheiro de cliente no bolso, não traio meu cliente. Isso me basta, o resto é resto. Esses são os pressupostos básicos da advocacia criminal correta.
Eu não tenho medo de jornal, portanto. Mas a mídia tem postulado — e obtido — que o povo se volte contra o investigado e o advogado dele. No Século XVIII a advocacia era uma coisa tão honrada que, quando o advogado aceitava uma causa, ele tinha uma bolsinha presa nas ilhargas. Ele se virava de costas e o cliente punha na bolsinha os honorários que entendia adequado. Daí a expressão “honorário”, que significa “em honra”. Hoje, querem saber quem pagou o advogado, quanto pagou, como pagou e por intermédio de quem o advogado foi pago. Enfraquecendo-se a defesa, se enfraquece o defendido, e alguns advogados se amedrontam e deixam de fazer o que é necessário.
Por tudo isso, digo que o Brasil está sob um sistema judiciário de investigação podre. Eu diria porco, que é a palavra mais adequada. O juiz que intercepta o segredo da advocacia está penetrando na mais profunda intimidade do ser humano. É mesma coisa que mandar auscultar o confessionário do padre velho - e eu sou um padre velho.
Os Poderes da República, no Brasil de hoje, se relacionam da forma devida? Não há ingerências impróprias?
— Eu sempre achei que o maior Poder da República é o Supremo Tribunal Federal. Essa afirmativa de que todos os Poderes são equalizados, cada qual na sua respectiva função, é balela.
E isso é correto?
— Na Constituição, não. Se você examinar constitucionalmente, todos os Poderes são iguais. Há uma harmonia entre os Poderes. Mas o Supremo é a maior força. Se o Supremo decide de determinada forma, normativamente, em Plenário, ele supera qualquer oposição. O Congresso não pode se opor a ele. E por quê? Se houver oposição, quebra-se o Estado de Direito, teríamos uma insurreição, ou uma revolução, ou um desequilíbrio terrível em que um ditador qualquer talvez dissolvesse o Congresso ou o próprio Supremo.
- Será por isso que alguns juízes se sentem com poderes sobre-humanos?
— Quando você vê um juiz, ou um órgão colegiado, decidindo contra o que se chama “vontade do povo”, ou “vontade da mídia”, você parte para uma abjuração que leva à suspeita de menor dose de honestidade desse juiz ou desse órgão do Poder Judiciário.
O juiz, como ser humano, é uma criatura muito curiosa. Eu lhe dou um exemplo de juiz corajoso: Tourinho Neto, de Brasília (do Tribunal Regional Federal da 1ª. Região, que concedeu Habeas Corpus a Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira). No caso Cachoeira, ele examinou o procedimento e verificou que o homem não podia ficar nove meses preso. Depois disso, começaram as insinuações de que ele seria um juiz pouco honesto. E ele é um homem honrado, um dos melhores juízes que a pátria tem, e que possui uma qualidade rara entre os juízes — a coragem.
Parece que os juízes corajosos são menos vaidosos, não?
— É que eles chegaram a um nirvana de conhecimento daquilo que eles podem fazer, e não têm muita conta mais a pagar. Estes têm a magistratura como algo sublime, e pagam um preço caro. Difícil um magistrado, um desembargador ou mesmo um ministro ter uma dose de coragem suficiente para fazer prevalecer a linguagem do Direito sobre a pressão externa. O maior defeito que um juiz tem hoje é o medo.
O julgamento do mensalão foi fruto do medo dos juízes?
— O julgamento do mensalão foi tragicômico. Pessoas saíram de lá com 20, 30, 40 anos de cadeia, o que é um absurdo. Você não pode, em função da satisfação da vontade popular ou da necessidade de reorganizar a honestidade no país, fazer ilações horrivelmente extravagantes. Alguém mata o outro com requintes de perversidade e é condenado a, no máximo, 30 anos de cadeia.
O crime de colarinho branco pode ser tão grave quanto o crime de sangue em alguma situação?
— O crime colarinho branco não é tão grave quanto um crime de sangue, não. A infração mais grave que existe é matar alguém. Ocorre que o Brasil é, no mundo todo, o país que mais escorcha o cidadão com a tributação, com os impostos. Nos idos de 1240, o senhor feudal vivia no castelo e tirava dinheiro do camponês lá embaixo, tomava suas galinhas.
Hoje, não é diferente, pois o Estado lhe toma o que pode tomar. Aqui, tem-se a maior carga de impostos do mundo inteiro, e hoje é uma tributação cruzada. Isso começou a existir com um sujeito chamado Fernando Henrique Cardoso. Quando Fernando Henrique era rei do Brasil iniciou-se o processo de cruzamento do CPF com o RG. Isso é o aperfeiçoamento de uma iniciativa que visa a fiscalizar o bolso do contribuinte.
O Fernando Henrique é um homem que desperta curiosidade. Ele foi meu vizinho em Ibiúna. Eu o chamava de “Fernando Henrique I e Único, rei do Brasil”, um homem que conseguiu atravessar tanta coisa e sair incólume, inclusive dos anões do Orçamento. Hoje, posa de moralista. Não gosto dele. Não gosto de quem prega a moralidade absoluta, mas tem pecados de origem. Eu, pelo menos, confesso os meus.
De qualquer forma, a carga tributária é terrível no Brasil, e o cinturamento é apavorante — você não tem como se defender do fisco. Os juízes fazendários trabalham, mas trabalham a favor do rei. O que o brasileiro odeia de fato é a desigualdade entre ele, que é escorchado, e aquele que entesoura os seus baús tomando do Estado aquilo que o burguês não consegue tomar. A grande justificativa para o delito é a comparação.
Vamos falar sobre alguns advogados que se tornaram ministros da Justiça. Em um artigo, o senhor escreveu que o ex-ministro Saulo Ramos mentiu em seu livro Código da Vida. Em que ponto ele teria mentido?
— Eu conheci Saulo Ramos em Santos. Ele é mais velho que eu. Eu era adolescente e ele já era secretário de redação do jornal Tribuna de Santos. Ele sempre escreveu muito bem, usa a pena com muita competência. Saulo teve uma carreira muito curiosa: advogou muito pouco, ligou-se a Jânio Quadros, então governador de São Paulo, de quem foi um belo escudeiro.
Virou presidente da Companhia Brasileira de Alimentos, teve alguns problemas intrincados que todos temos quando nos metemos em política. Defendeu Sarney com sucesso certa ocasião, e deu a Sarney uma sala em seu escritório, a qual só foi usada para descanso. Em retribuição, quando presidente, Sarney deu-lhe os cargos de consultor-geral da República e, depois, de ministro da Justiça.
Como o senhor avalia a atuação do advogado Márcio Thomaz Bastos como ministro da Justiça do governo Lula?
— Um criminalista não pode perder certas qualificações, a primeira delas é o respeito pela defesa, o respeito pelo réu. Márcio implantou o primeiro RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) no país, em Catanduvas, no Paraná. Ele também permitiu a invasão de escritórios de advocacia.
Eu nunca achei Márcio Thomaz Bastos uma criatura absolutamente autêntica. Ele sempre teve uma personalidade meio cinzenta — o que pode não ser defeito. O fato de eu dizer que uma pessoa tem personalidade cinzenta no exercício de uma profissão não significa que ele seja defeituoso, às vezes pode ser uma qualidade. Há advogados criminais que são sinuosos e obtêm resultados bons para seus clientes.
Mas o fato de Márcio Thomaz Bastos ter sido presidente da OAB não o comprometeria mais com a classe do que outro advogado no cargo de ministro da Justiça?
— Ele não foi presidente da OAB por desejo meu. Eu não tive força para evitar que ele o fosse. Miguel Reale Júnior, que não é meu amigo, foi ministro da Justiça durante pouco tempo. José Carlos Dias foi ministro da Justiça também durante pouco tempo. Nenhum dos dois conseguiu proteger o nariz do cheiro daquilo e nenhum dos dois precisou dizer por que foi embora.
Nesse sentido, o Márcio é um exemplo de sobrevivência, é um homem qualificado. No governo Lula, Márcio Thomaz Bastos foi Maquiavel. Ou Richelieu. Enfim, creio que Márcio é uma pessoa bem provida intelectual e culturalmente no sentido de comunhão social, de resultados bem pretendidos, e que tem o defeito de não brigar comigo.
E como o senhor avalia a atuação do advogado José Eduardo Martins Cardozo no ministério da Justiça da presidente Dilma Rousseff?
— Eu não vejo onde o José Eduardo, que é advogado na origem, tenha assumido uma posição favorável à preservação das prerrogativas da advocacia. Se você procurar entre os 730 mil advogados que o Brasil tem hoje, não há ninguém falando bem dele no sentido de auxiliar na resistência do cidadão contra o Estado. Ele está apenas ocupando um lugar. Só. Mesmo porque se ele se comportasse de forma diferente não estaria mais lá. Como ele se oporia à Polícia Federal em favor do direito de defesa?
Até onde vai a força da Polícia Federal?
— A Polícia Federal, hoje, é mandonista. Quem manda mais é aquele que conhece os segredos do outro. Richelieu era um grande mandonista. Maquiavel era um grande alcoviteiro. Aquele que detém a informação detém maior dose de poder, veja o exemplo do ex-diretor-geral do FBI, J. Edgar Hoover. Quem sabe mais manda mais, e a Polícia Federal é atualmente a grande detentora dos segredos da nação. Em qualquer setor da nossa convivência humana, há sempre o grupo dos illuminati (do latim, iluminados. Referência a termo consagrado na literatura sobre grupos de pessoas detentoras de informações privilegiadas, e por isso dotados de grande poder conspiratório).
Em termos de Ordem dos Advogados do Brasil, o senhor acha que a advocacia está em boas mãos?
— Eu briguei pelo grupo que está aí, à frente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo e da Caasp . Eu creio que de todos os presidentes que a Ordem teve desde que eu me conheço como advogado, Marcos da Costa é mais puro de todos. Se esse moço se conservar como é, será um grande presidente da corporação. Tive oportunidade de dizer para ele, ainda menino, há muito tempo: “Se você não mudar, você será presidente da OAB. Guardo até a fotografia desse momento".
Revista da Caasp — Que conselho o senhor daria ao advogado em começo de carreira?
Paulo Sérgio Leite Fernandes — Aprenda a dizer não. Os advogados de hoje estão sendo plasmados na obediência. As faculdades de Direito estão ensinando os meninos a serem dóceis. Com 730 mil advogados, se quisermos, paramos o Brasil. Ou o fazemos andar de verdade.
A entrevista foi originalmente publicada pela Revista da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo e transcrita pelo Consultor Jurídico, edição de 31.03.13.
Pergunta - "Este país se encontra num regime de deduragem oficial. O Poder está ensinando o brasileiro a ser um delator. O Brasil de hoje é um bordel eletrônico, repleto de alcoviteiras”. O senhor poderia justificar essas afirmações, de sua autoria?
Paulo Sérgio Leite Fernandes — Nós tivemos tempos atrás, na Itália, o estabelecimento dos chamados “juízes sem cara”. Numa luta contra a máfia morreram alguns juízes e o sistema penal se endureceu. Começou então, naquele país, uma investigação contra a criminalidade organizada (anos 1970-80) e nós partimos para a imitação, não só quanto à interceptação telefônica, mas também naquilo que dizia e diz respeito a um dos fenômenos mais sujos, mais imundos, mais aviltantes que há na história da humanidade, que é a delação. Nos Estados Unidos, que nós imitamos também, há a delação premiada.
No Palácio dos Doges, em Veneza, na Itália, há a figura da “boca da verdade”. Nos Século XIV e XV, enfiava-se na bocarra da criatura uma denúncia anônima contra alguém, o Conselho dos Sábios arrecadava aquela denúncia e torturava o sujeito denunciado. Hoje ainda funciona assim. Quase mil anos depois, temos uma relação muito grande com os Doges de Veneza, e com uma articulação que é muito mais satânica, porque nós premiamos o delinquente, nós premiamos o bandido, nós premiamos o mafioso desde que ele entregue seus comparsas. Isso é terrível, é o pecado maior que estamos cometendo, inclusive com o entusiasmo de muitos juízes e promotores públicos.
Isso vicia. Tenho a sensação de que esse pessoal que abiscoita o e-mail, o telefone, a comunicação privada do cidadão tem uma certa deformação biopsíquica — são os voyeurs, aqueles que olham pelo buraco da fechadura.
Como os voyeurs se escondem?
— Eles não se escondem. Nós temos juízes fazendo isso em São Paulo, em Minas Gerais, em Brasília. Fazem isso o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal, além de, às vezes, as polícias estaduais. É um ato de três personagens: a polícia faz sozinha, mas faz com muito receio porque, se for descoberta, pode ser penalizada; o Ministério Público tem feito com muita vontade; e o Judiciário se engalana, há juízes entusiasmados com isso, mandando inclusive interceptar telefones de advogados. O meu e-mail foi interceptado por um juiz de Brasília. Isso é uma infâmia. O juiz que faz isso perde a condição de ser humano ligado às regras mínimas de moralidade.
Não existe mais investigação sem grampo?
— Com grampo é mais fácil. Na ditadura, os militares não grampeavam nosso telefone. Eram capazes de sumir com nosso cliente, jogá-lo do helicóptero ao mar, mas não chegavam a esse ponto morfético de tentar descobrir por meio científico aquilo que você estava conversando com seu cliente. Hoje, advogado criminal que se preze não fala com cliente por telefone sobre coisas sérias, nem manda e-mails sobre assuntos sérios. O mesmo acontece com o Skype, que era mais difícil. Não se sabe se há um protocolo com a Microsoft, no sentido de que a Interpol e a polícia científica possam interceptar conversas no Skype. Paradoxalmente, hoje o Correio, a cartinha, passou a ser mais confiável.
O fruto dessa bisbilhotagem tem caído com frequência nas mãos da mídia, e a mídia joga isso no ventilador sem nenhum cuidado. Como o senhor avalia essa situação?
— A mídia se “bordelizou”. Às vezes fico sabendo de algo sobre um cliente pelos jornais. Depois, com muito esforço, é que vou conseguir ver o processo. Isso é um problema psicológico de empuxão da sociedade contra o investigado, no sentido de tornar a defesa dele cada vez mais difícil. O investigado é condenado de antemão.
E o advogado junto com ele.
— Sim, porque a mídia confunde os dois. Quanto a mim, nunca tive medo de jornal. O jornalista sabe que se alguma coisa escorregar no sentido de uma impostura psicológica a respeito da minha pessoa, ele toma um processo criminal imediatamente. Faço meu trabalho, tenho meus pecados, mas são pecadilhos. São aqueles pecados que todo homem honesto costuma cometer. Não tenho um grande pecado, não tomo dinheiro de viúva, não engano órfão, não meto dinheiro de cliente no bolso, não traio meu cliente. Isso me basta, o resto é resto. Esses são os pressupostos básicos da advocacia criminal correta.
Eu não tenho medo de jornal, portanto. Mas a mídia tem postulado — e obtido — que o povo se volte contra o investigado e o advogado dele. No Século XVIII a advocacia era uma coisa tão honrada que, quando o advogado aceitava uma causa, ele tinha uma bolsinha presa nas ilhargas. Ele se virava de costas e o cliente punha na bolsinha os honorários que entendia adequado. Daí a expressão “honorário”, que significa “em honra”. Hoje, querem saber quem pagou o advogado, quanto pagou, como pagou e por intermédio de quem o advogado foi pago. Enfraquecendo-se a defesa, se enfraquece o defendido, e alguns advogados se amedrontam e deixam de fazer o que é necessário.
Por tudo isso, digo que o Brasil está sob um sistema judiciário de investigação podre. Eu diria porco, que é a palavra mais adequada. O juiz que intercepta o segredo da advocacia está penetrando na mais profunda intimidade do ser humano. É mesma coisa que mandar auscultar o confessionário do padre velho - e eu sou um padre velho.
Os Poderes da República, no Brasil de hoje, se relacionam da forma devida? Não há ingerências impróprias?
— Eu sempre achei que o maior Poder da República é o Supremo Tribunal Federal. Essa afirmativa de que todos os Poderes são equalizados, cada qual na sua respectiva função, é balela.
E isso é correto?
— Na Constituição, não. Se você examinar constitucionalmente, todos os Poderes são iguais. Há uma harmonia entre os Poderes. Mas o Supremo é a maior força. Se o Supremo decide de determinada forma, normativamente, em Plenário, ele supera qualquer oposição. O Congresso não pode se opor a ele. E por quê? Se houver oposição, quebra-se o Estado de Direito, teríamos uma insurreição, ou uma revolução, ou um desequilíbrio terrível em que um ditador qualquer talvez dissolvesse o Congresso ou o próprio Supremo.
- Será por isso que alguns juízes se sentem com poderes sobre-humanos?
— Quando você vê um juiz, ou um órgão colegiado, decidindo contra o que se chama “vontade do povo”, ou “vontade da mídia”, você parte para uma abjuração que leva à suspeita de menor dose de honestidade desse juiz ou desse órgão do Poder Judiciário.
O juiz, como ser humano, é uma criatura muito curiosa. Eu lhe dou um exemplo de juiz corajoso: Tourinho Neto, de Brasília (do Tribunal Regional Federal da 1ª. Região, que concedeu Habeas Corpus a Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira). No caso Cachoeira, ele examinou o procedimento e verificou que o homem não podia ficar nove meses preso. Depois disso, começaram as insinuações de que ele seria um juiz pouco honesto. E ele é um homem honrado, um dos melhores juízes que a pátria tem, e que possui uma qualidade rara entre os juízes — a coragem.
Parece que os juízes corajosos são menos vaidosos, não?
— É que eles chegaram a um nirvana de conhecimento daquilo que eles podem fazer, e não têm muita conta mais a pagar. Estes têm a magistratura como algo sublime, e pagam um preço caro. Difícil um magistrado, um desembargador ou mesmo um ministro ter uma dose de coragem suficiente para fazer prevalecer a linguagem do Direito sobre a pressão externa. O maior defeito que um juiz tem hoje é o medo.
O julgamento do mensalão foi fruto do medo dos juízes?
— O julgamento do mensalão foi tragicômico. Pessoas saíram de lá com 20, 30, 40 anos de cadeia, o que é um absurdo. Você não pode, em função da satisfação da vontade popular ou da necessidade de reorganizar a honestidade no país, fazer ilações horrivelmente extravagantes. Alguém mata o outro com requintes de perversidade e é condenado a, no máximo, 30 anos de cadeia.
O crime de colarinho branco pode ser tão grave quanto o crime de sangue em alguma situação?
— O crime colarinho branco não é tão grave quanto um crime de sangue, não. A infração mais grave que existe é matar alguém. Ocorre que o Brasil é, no mundo todo, o país que mais escorcha o cidadão com a tributação, com os impostos. Nos idos de 1240, o senhor feudal vivia no castelo e tirava dinheiro do camponês lá embaixo, tomava suas galinhas.
Hoje, não é diferente, pois o Estado lhe toma o que pode tomar. Aqui, tem-se a maior carga de impostos do mundo inteiro, e hoje é uma tributação cruzada. Isso começou a existir com um sujeito chamado Fernando Henrique Cardoso. Quando Fernando Henrique era rei do Brasil iniciou-se o processo de cruzamento do CPF com o RG. Isso é o aperfeiçoamento de uma iniciativa que visa a fiscalizar o bolso do contribuinte.
O Fernando Henrique é um homem que desperta curiosidade. Ele foi meu vizinho em Ibiúna. Eu o chamava de “Fernando Henrique I e Único, rei do Brasil”, um homem que conseguiu atravessar tanta coisa e sair incólume, inclusive dos anões do Orçamento. Hoje, posa de moralista. Não gosto dele. Não gosto de quem prega a moralidade absoluta, mas tem pecados de origem. Eu, pelo menos, confesso os meus.
De qualquer forma, a carga tributária é terrível no Brasil, e o cinturamento é apavorante — você não tem como se defender do fisco. Os juízes fazendários trabalham, mas trabalham a favor do rei. O que o brasileiro odeia de fato é a desigualdade entre ele, que é escorchado, e aquele que entesoura os seus baús tomando do Estado aquilo que o burguês não consegue tomar. A grande justificativa para o delito é a comparação.
Vamos falar sobre alguns advogados que se tornaram ministros da Justiça. Em um artigo, o senhor escreveu que o ex-ministro Saulo Ramos mentiu em seu livro Código da Vida. Em que ponto ele teria mentido?
— Eu conheci Saulo Ramos em Santos. Ele é mais velho que eu. Eu era adolescente e ele já era secretário de redação do jornal Tribuna de Santos. Ele sempre escreveu muito bem, usa a pena com muita competência. Saulo teve uma carreira muito curiosa: advogou muito pouco, ligou-se a Jânio Quadros, então governador de São Paulo, de quem foi um belo escudeiro.
Virou presidente da Companhia Brasileira de Alimentos, teve alguns problemas intrincados que todos temos quando nos metemos em política. Defendeu Sarney com sucesso certa ocasião, e deu a Sarney uma sala em seu escritório, a qual só foi usada para descanso. Em retribuição, quando presidente, Sarney deu-lhe os cargos de consultor-geral da República e, depois, de ministro da Justiça.
Como o senhor avalia a atuação do advogado Márcio Thomaz Bastos como ministro da Justiça do governo Lula?
— Um criminalista não pode perder certas qualificações, a primeira delas é o respeito pela defesa, o respeito pelo réu. Márcio implantou o primeiro RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) no país, em Catanduvas, no Paraná. Ele também permitiu a invasão de escritórios de advocacia.
Eu nunca achei Márcio Thomaz Bastos uma criatura absolutamente autêntica. Ele sempre teve uma personalidade meio cinzenta — o que pode não ser defeito. O fato de eu dizer que uma pessoa tem personalidade cinzenta no exercício de uma profissão não significa que ele seja defeituoso, às vezes pode ser uma qualidade. Há advogados criminais que são sinuosos e obtêm resultados bons para seus clientes.
Mas o fato de Márcio Thomaz Bastos ter sido presidente da OAB não o comprometeria mais com a classe do que outro advogado no cargo de ministro da Justiça?
— Ele não foi presidente da OAB por desejo meu. Eu não tive força para evitar que ele o fosse. Miguel Reale Júnior, que não é meu amigo, foi ministro da Justiça durante pouco tempo. José Carlos Dias foi ministro da Justiça também durante pouco tempo. Nenhum dos dois conseguiu proteger o nariz do cheiro daquilo e nenhum dos dois precisou dizer por que foi embora.
Nesse sentido, o Márcio é um exemplo de sobrevivência, é um homem qualificado. No governo Lula, Márcio Thomaz Bastos foi Maquiavel. Ou Richelieu. Enfim, creio que Márcio é uma pessoa bem provida intelectual e culturalmente no sentido de comunhão social, de resultados bem pretendidos, e que tem o defeito de não brigar comigo.
E como o senhor avalia a atuação do advogado José Eduardo Martins Cardozo no ministério da Justiça da presidente Dilma Rousseff?
— Eu não vejo onde o José Eduardo, que é advogado na origem, tenha assumido uma posição favorável à preservação das prerrogativas da advocacia. Se você procurar entre os 730 mil advogados que o Brasil tem hoje, não há ninguém falando bem dele no sentido de auxiliar na resistência do cidadão contra o Estado. Ele está apenas ocupando um lugar. Só. Mesmo porque se ele se comportasse de forma diferente não estaria mais lá. Como ele se oporia à Polícia Federal em favor do direito de defesa?
Até onde vai a força da Polícia Federal?
— A Polícia Federal, hoje, é mandonista. Quem manda mais é aquele que conhece os segredos do outro. Richelieu era um grande mandonista. Maquiavel era um grande alcoviteiro. Aquele que detém a informação detém maior dose de poder, veja o exemplo do ex-diretor-geral do FBI, J. Edgar Hoover. Quem sabe mais manda mais, e a Polícia Federal é atualmente a grande detentora dos segredos da nação. Em qualquer setor da nossa convivência humana, há sempre o grupo dos illuminati (do latim, iluminados. Referência a termo consagrado na literatura sobre grupos de pessoas detentoras de informações privilegiadas, e por isso dotados de grande poder conspiratório).
Em termos de Ordem dos Advogados do Brasil, o senhor acha que a advocacia está em boas mãos?
— Eu briguei pelo grupo que está aí, à frente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo e da Caasp . Eu creio que de todos os presidentes que a Ordem teve desde que eu me conheço como advogado, Marcos da Costa é mais puro de todos. Se esse moço se conservar como é, será um grande presidente da corporação. Tive oportunidade de dizer para ele, ainda menino, há muito tempo: “Se você não mudar, você será presidente da OAB. Guardo até a fotografia desse momento".
Revista da Caasp — Que conselho o senhor daria ao advogado em começo de carreira?
Paulo Sérgio Leite Fernandes — Aprenda a dizer não. Os advogados de hoje estão sendo plasmados na obediência. As faculdades de Direito estão ensinando os meninos a serem dóceis. Com 730 mil advogados, se quisermos, paramos o Brasil. Ou o fazemos andar de verdade.
Comunhão
Sou
do tempo em que a pessoa para entrar na fila da comunhão, o momento mais
importante da missa, tinha antes que se confessar.
Confessar os pecados a Deus, em voz baixa ao ouvido atento e aparentemente anônimo do padre, era como se fosse um descarrego, um exame de consciência que fazia a pessoa sentir-se leve, de alma limpa e atenta às tentações dos mesmos ou de novos pecados.
E assim, com a consciência em paz, propondo-se a trilhar sempre pelo caminho certo, em parceria com a verdade, seria possível então irmanar-se aos que, igualmente de alma limpa, se apresentavam contritos à comunhão.
O Apóstolo Paulo foi quem listou os vícios de conduta que seriam conhecidos mais tarde como os sete pecados capitais.
Vejamos o quanto seriamos criaturas bem melhores se nos beliscando todo dia não incorrêssemos em nenhum deles – a gula, a luxuria, a avareza, a raiva, a soberba, a preguiça e a inveja.
Embora entenda que todos são virulentos à alma humana, melhor dizendo, ao caráter da humanidade, se tivesse que apontar dois como sendo os piores não teria duvida – a soberba e a inveja.
Na contrapartida, poderíamos não prescindir das virtudes – a humildade, a caridade, a tolerância, a paciência, a generosidade, a solidariedade. Existem outras, mas se a partir de nossas atitudes demonstrássemos o valor destas já estaríamos contribuindo para a melhoria do mundo em derredor.
Aí vem você agora e me pergunta pelos 10 mandamentos. Sim, eles são a base de todo o processo civilizatório. Resumem a saga do povo hebreu, escravizado, mas batalhando por sua liberdade, instituindo a partir dos bons costumes o direito essencial à realização da justiça.
As leis de Moisés, inscritas nas duas tabuas, constituem ainda hoje os pilares sobre os quais se assenta a organização dos povos, inspirando normas de civilidade e coesão social.
Leia com calma os livros do Velho Testamento, a Torá dos judeus, e não te surpreenderás ao constatar de onde saíram tantas normas jurídicas para todos os ramos do direito. Quanto à hermenêutica, sugiro os 613 Mandamentos de Maimônides.
Na missa, a comunhão tem uma razão simbólica. Evoca a ceia de Cristo, a ultima com os apóstolos, quando partindo um pão lhe disse – este é o meu corpo e erguendo a taça com vinho falou – e este é o meu sangue. Ele não disse aquilo para fazer frase de efeito. Pensando bem, o pão e o vinho ali, naquela mesa rodeada por pessoas unidas na mesma fé, dizem tudo quanto ao Cristo se repartir entre todos numa comunhão de ideais e sentimentos. Em favor da paz e da boa vontade.
Não é carolice, não. Até que eu luto todo dia dentro de mim, comigo mesmo, para ser uma pessoa bem melhor do que o pior que até posso parecer aos olhos da intolerância, da arrogância ou da inveja. Mas tenho certeza que, sendo humano, não passo de um ser igual aos outros enquanto pecador. Um pecador que deseja sempre se reconciliar com a virtude buscando realizar o melhor também para os outros.
Agora, quando você for à missa, em especial naquelas encomendadas por políticos, presta atenção nas caras dos contritos na fila da comunhão e depois me diz quais deles tiveram a humildade de confessar ainda que a si mesmos, mas perante Deus na própria consciência, alguma das perversidades que praticam com a demagogia e a mentira tirando proveito para si do que em verdade é patrimônio do Povo.
Confessar os pecados a Deus, em voz baixa ao ouvido atento e aparentemente anônimo do padre, era como se fosse um descarrego, um exame de consciência que fazia a pessoa sentir-se leve, de alma limpa e atenta às tentações dos mesmos ou de novos pecados.
E assim, com a consciência em paz, propondo-se a trilhar sempre pelo caminho certo, em parceria com a verdade, seria possível então irmanar-se aos que, igualmente de alma limpa, se apresentavam contritos à comunhão.
O Apóstolo Paulo foi quem listou os vícios de conduta que seriam conhecidos mais tarde como os sete pecados capitais.
Vejamos o quanto seriamos criaturas bem melhores se nos beliscando todo dia não incorrêssemos em nenhum deles – a gula, a luxuria, a avareza, a raiva, a soberba, a preguiça e a inveja.
Embora entenda que todos são virulentos à alma humana, melhor dizendo, ao caráter da humanidade, se tivesse que apontar dois como sendo os piores não teria duvida – a soberba e a inveja.
Na contrapartida, poderíamos não prescindir das virtudes – a humildade, a caridade, a tolerância, a paciência, a generosidade, a solidariedade. Existem outras, mas se a partir de nossas atitudes demonstrássemos o valor destas já estaríamos contribuindo para a melhoria do mundo em derredor.
Aí vem você agora e me pergunta pelos 10 mandamentos. Sim, eles são a base de todo o processo civilizatório. Resumem a saga do povo hebreu, escravizado, mas batalhando por sua liberdade, instituindo a partir dos bons costumes o direito essencial à realização da justiça.
As leis de Moisés, inscritas nas duas tabuas, constituem ainda hoje os pilares sobre os quais se assenta a organização dos povos, inspirando normas de civilidade e coesão social.
Leia com calma os livros do Velho Testamento, a Torá dos judeus, e não te surpreenderás ao constatar de onde saíram tantas normas jurídicas para todos os ramos do direito. Quanto à hermenêutica, sugiro os 613 Mandamentos de Maimônides.
Na missa, a comunhão tem uma razão simbólica. Evoca a ceia de Cristo, a ultima com os apóstolos, quando partindo um pão lhe disse – este é o meu corpo e erguendo a taça com vinho falou – e este é o meu sangue. Ele não disse aquilo para fazer frase de efeito. Pensando bem, o pão e o vinho ali, naquela mesa rodeada por pessoas unidas na mesma fé, dizem tudo quanto ao Cristo se repartir entre todos numa comunhão de ideais e sentimentos. Em favor da paz e da boa vontade.
Não é carolice, não. Até que eu luto todo dia dentro de mim, comigo mesmo, para ser uma pessoa bem melhor do que o pior que até posso parecer aos olhos da intolerância, da arrogância ou da inveja. Mas tenho certeza que, sendo humano, não passo de um ser igual aos outros enquanto pecador. Um pecador que deseja sempre se reconciliar com a virtude buscando realizar o melhor também para os outros.
Agora, quando você for à missa, em especial naquelas encomendadas por políticos, presta atenção nas caras dos contritos na fila da comunhão e depois me diz quais deles tiveram a humildade de confessar ainda que a si mesmos, mas perante Deus na própria consciência, alguma das perversidades que praticam com a demagogia e a mentira tirando proveito para si do que em verdade é patrimônio do Povo.
sábado, 30 de março de 2013
Gazetas
O
Conselho Nacional de Justiça, o popular CNJ, que tem a presidi-lo o não menos
popular Ministro Barbosa e na Corregedoria Geral o não menos admirado Ministro
Falcão, prepara uma agradável surpresa para os que tendo fome e sede de justiça
não encontram os Juízes estaduais ou federais disponíveis em suas respectivas
comarcas ou circunscrições ou subseções judiciárias.
Não obstante a lei determinar que os Juízes, bem como os membros do Ministério Público, tem que morar nas cidades onde estão lotados, boa parte desses servidores públicos, quando muito, aparece nas terças feiras, ausentando-se nos fins de tarde das quintas feiras.
Não são poucas as denuncias que tem chegado ao CNJ, especialmente de advogados, reclamando contra Juízes que, ao contrário dos servidores do Executivo que moram nas cidades onde trabalham, são figuras completamente estranhas ao meio ambiente onde deveriam levar vida normal com suas famílias.
O Ministério Público também tem o seu Conselho Nacional e lá o corporativismo, outrora tão latente, perde espaço para a pronta execução das normas legais.
Não obstante a lei determinar que os Juízes, bem como os membros do Ministério Público, tem que morar nas cidades onde estão lotados, boa parte desses servidores públicos, quando muito, aparece nas terças feiras, ausentando-se nos fins de tarde das quintas feiras.
Não são poucas as denuncias que tem chegado ao CNJ, especialmente de advogados, reclamando contra Juízes que, ao contrário dos servidores do Executivo que moram nas cidades onde trabalham, são figuras completamente estranhas ao meio ambiente onde deveriam levar vida normal com suas famílias.
O Ministério Público também tem o seu Conselho Nacional e lá o corporativismo, outrora tão latente, perde espaço para a pronta execução das normas legais.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Domesticos
Não
se fala noutra coisa no País nas ultimas horas – a extensão de todos os
direitos trabalhistas aos empregados domésticos.
Acho isso ótimo porque vai obrigar a profissionalização num mercado de trabalho tão importante conquanto quase indispensável nestes tempos modernos.
O que ninguém quase fala é na mão de gato que está por trás disso tudo, melhor dizendo na mão do Governo que já fez os seus cálculos e estima arrecadar mais de 5 bilhões e 500 milhões de reais por ano só em FGTS.
Acho isso ótimo porque vai obrigar a profissionalização num mercado de trabalho tão importante conquanto quase indispensável nestes tempos modernos.
O que ninguém quase fala é na mão de gato que está por trás disso tudo, melhor dizendo na mão do Governo que já fez os seus cálculos e estima arrecadar mais de 5 bilhões e 500 milhões de reais por ano só em FGTS.
Edinho
Apelido
que contrasta com a pessoa é esse pelo qual passou a ser carinhosamente chamado
desde a mais tenra infância – Edinho. O menino foi crescendo, encorpando no judô
e foi ficando grandalhão ate resumir-se ao que é hoje – Senador da República,
Senador Lobão Filho.
Quem mais se assemelha a lobinho hoje é o pai, tão calejado nos contorcionismos da politica, o Lobão, o patriarca e muito querido Ministro da Dilma nas Minas e nas Energias.
Não tem nada certo até agora, mas tudo se encaminha para que o Edinho seja o Relator Geral do Orçamento da República para o ano que vem.
Orçamento, para quem não sabe, é um calhamaço enorme com previsões detalhadas do que o Governo pretende arrecadar em impostos, taxas, multas e contribuições e do que pretende gastar ou pagar, milhão por milhão, durante todo o ano.
Tirando o Jucá e o Renan, não há hoje no PMDB do Senado ninguém mais apropriado para um trabalho de tamanha envergadura, que exige enorme paciência, cuidado e habilidade quanto o ilustre rebento da atual jovem guarda politica do Maranhão.
Quem mais se assemelha a lobinho hoje é o pai, tão calejado nos contorcionismos da politica, o Lobão, o patriarca e muito querido Ministro da Dilma nas Minas e nas Energias.
Não tem nada certo até agora, mas tudo se encaminha para que o Edinho seja o Relator Geral do Orçamento da República para o ano que vem.
Orçamento, para quem não sabe, é um calhamaço enorme com previsões detalhadas do que o Governo pretende arrecadar em impostos, taxas, multas e contribuições e do que pretende gastar ou pagar, milhão por milhão, durante todo o ano.
Tirando o Jucá e o Renan, não há hoje no PMDB do Senado ninguém mais apropriado para um trabalho de tamanha envergadura, que exige enorme paciência, cuidado e habilidade quanto o ilustre rebento da atual jovem guarda politica do Maranhão.
Futurologia
- Vai que de repente eles precisam de um
velhinho para fazer as coisas. Não é da minha vontade. Já dei a minha
contribuição. Mas em politica a gente não descarta nada.
Lula estaria, assim, disponível para concorrer à Presidência da República em 2018. Ele acha que a Dilma se reelege logo no primeiro turno e que não vai pedir ao Eduardo que não seja candidato em 2014.
Em 2018 Lula não estará tão velhinho assim. Vai estar com 73 anos de idade. Ou seja, 10 anos mais novo do que o Sarney hoje.
Lula estaria, assim, disponível para concorrer à Presidência da República em 2018. Ele acha que a Dilma se reelege logo no primeiro turno e que não vai pedir ao Eduardo que não seja candidato em 2014.
Em 2018 Lula não estará tão velhinho assim. Vai estar com 73 anos de idade. Ou seja, 10 anos mais novo do que o Sarney hoje.
terça-feira, 26 de março de 2013
Recados
Eduardo,
Governador de Pernambuco e Presidente nacional do PSB, chegou esta tarde a uma audiência
pública na Câmara dos Deputados para sustentar a derrubada da Medida Provisória
que retira dos Estados a administração dos portos e, a proposito do discurso da
Dilma ontem em Serra Talhada, foi logo avisando:
- A Presidente Dilma não é mulher de mandar recados, e nem eu sou homem de receber recados. Ela não é dada a esse tipo de conversa e nem eu.
Dilma havia cobrado a parceria de aliados comprometidos com o seu projeto.
- A Presidente Dilma não é mulher de mandar recados, e nem eu sou homem de receber recados. Ela não é dada a esse tipo de conversa e nem eu.
Dilma havia cobrado a parceria de aliados comprometidos com o seu projeto.
Fica
A
depender do comando do Partido Social Cristão, o Deputado Feliciano, o pastor pivô
da confusão dos últimos dias na Câmara Baixa do País, não será defenestrado da
Presidência da Comissão de Direitos Humanos, à qual foi conduzido em razão de
um acordo interpartidário.
O Vice Presidente nacional, Evaldo Pereira, garantiu que ele é ficha limpa e que fica, sim, na Presidência da Comissão.
Ativistas do movimento gay e seus simpatizantes tem feito uma marola danada, ocupando espaços na mídia e rodado passeatas, pedindo a substituição do pastor apontado por eles como racista e homofóbico. Feliciano não teria isenção para conduzir um órgão de tamanha importância, alegam.
O Vice Presidente nacional, Evaldo Pereira, garantiu que ele é ficha limpa e que fica, sim, na Presidência da Comissão.
Ativistas do movimento gay e seus simpatizantes tem feito uma marola danada, ocupando espaços na mídia e rodado passeatas, pedindo a substituição do pastor apontado por eles como racista e homofóbico. Feliciano não teria isenção para conduzir um órgão de tamanha importância, alegam.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Amizades
Sabe
aquele labrador, o Nêgo, que o Dirceu repassou à Dilma quando saiu da Casa
Civil do Lula? Sim, aquele mesmo que o pessoal, de gozação, andou espalhando
que tinha um chip de gravação incrustrado numa orelha para repassar ao antigo
dono tudo que escutasse.
Eu via o Nêgo numa coleira prateada sendo levado discretamente por um segurança nas caminhadas matinais da Dilma pela orla da península. Os cuidados dela com o Nêgo transpiravam verdadeiros. Tanto que posou com ele para fotos na campanha eleitoral.
A Dilma foi morar no Alvorada e naquela imensidão de jardim o Nêgo se soltou. Divertia-se correndo atrás das emas. A Dilma para defendê-las deportou o Nêgo para a Granja do Torto.
Quando o Dirceu, acusado de ter craniado o mensalão, foi condenado sob a relatoria do Barbosa a mais de dez anos de prisão, pensei – e o Nêgo, não verá mais o seu antigo dono?
Em Araçatuba, SP, um casal de labradores, ele Max e ela Lua, é visto toda tardinha no lago onde o seu Luís, o dono, desapareceu afogado. Eles chegam, sentam e fitam o lago por algum tempo. Depois mergulham como se estivessem à procura do seu dono.
No sudeste da ilha de Florianópolis, SC, só se fala no Lobão, há dez anos sem o seu dono, mas ainda à sua espera. Não mora na casa de ninguém, vagueia pelas ruas, contempla a correnteza do Rio Tavares, aceita que os estranhos lhe deem comida e, definitivamente, não gosta de cachorro preto. Negão ou neguinho, Lobão põe todos para correr.
Despiciendo aduzir que o Lobão é inimputável. Quem futuramente o ofender, possivelmente não. O novo Código Penal, já aprovado pelo Senado e agora tramitando na Câmara, vem com uma norma explicita de proteção legal, uma espécie de Lei Maria da Penha para cães e gatos punindo com prisão de um a quatro anos quem usar de violência contra eles.
Curioso nesta nova proposta de lei é que se alguém deixar de prestar assistência a uma criança abandonada terá uma reprimenda de apenas entre um a seis meses de prisão, ou multa.
Então, pessoal, todo cuidado é pouco com os gatos e com os cães!
Propõe-se ate quatro anos de cadeia para quem abandonar, em qualquer espaço público ou privado, animal doméstico, domesticado, silvestre ou em rota migratória, do qual se detém a propriedade, posse ou guarda, ou que esteja sob seu cuidado, vigilância ou autoridade.
Há tempos o Léo Jaime andou propondo num rock – “Troque seu cachorro por uma criança pobre / deixe na história de sua vida uma noticia nobre / (...) Tem muita gente por aí que tá querendo levar uma vida de cão /eu conheço um garotinho que queria ter nascido pastor alemão (...) Seja mais humano, seja menos canino / dê guarida pro cachorro, mas também dê pro menino”.
Amanhã, se aprovado esse novo Código Penal assim como saiu do Senado, essa proposição de trocar seu cachorro por uma criança pobre, dependendo do modus faciendi, pode lhe render ate quatro anos cadeia.
Em Israel inauguraram agora um canal a cabo chamado DogTV com programação só para entreter cachorro. Os daqui de casa, a Miúcha e o Kindle, já assistem TV há tempos. Várias vezes saí com a Eurídice e na volta encontramos os dois no sofá da sala assistindo desenhos animados da TV portuguesa.
Quanto ao Nêgo em seu exilio na Granja do Torto, não lamentem muito. Como quem precisa se vira, o Nêgo já se virou por lá. É pai de um serelepe filhote loiro - a alegria dos netos de D. Getúlia.
Eu via o Nêgo numa coleira prateada sendo levado discretamente por um segurança nas caminhadas matinais da Dilma pela orla da península. Os cuidados dela com o Nêgo transpiravam verdadeiros. Tanto que posou com ele para fotos na campanha eleitoral.
A Dilma foi morar no Alvorada e naquela imensidão de jardim o Nêgo se soltou. Divertia-se correndo atrás das emas. A Dilma para defendê-las deportou o Nêgo para a Granja do Torto.
Quando o Dirceu, acusado de ter craniado o mensalão, foi condenado sob a relatoria do Barbosa a mais de dez anos de prisão, pensei – e o Nêgo, não verá mais o seu antigo dono?
Em Araçatuba, SP, um casal de labradores, ele Max e ela Lua, é visto toda tardinha no lago onde o seu Luís, o dono, desapareceu afogado. Eles chegam, sentam e fitam o lago por algum tempo. Depois mergulham como se estivessem à procura do seu dono.
No sudeste da ilha de Florianópolis, SC, só se fala no Lobão, há dez anos sem o seu dono, mas ainda à sua espera. Não mora na casa de ninguém, vagueia pelas ruas, contempla a correnteza do Rio Tavares, aceita que os estranhos lhe deem comida e, definitivamente, não gosta de cachorro preto. Negão ou neguinho, Lobão põe todos para correr.
Despiciendo aduzir que o Lobão é inimputável. Quem futuramente o ofender, possivelmente não. O novo Código Penal, já aprovado pelo Senado e agora tramitando na Câmara, vem com uma norma explicita de proteção legal, uma espécie de Lei Maria da Penha para cães e gatos punindo com prisão de um a quatro anos quem usar de violência contra eles.
Curioso nesta nova proposta de lei é que se alguém deixar de prestar assistência a uma criança abandonada terá uma reprimenda de apenas entre um a seis meses de prisão, ou multa.
Então, pessoal, todo cuidado é pouco com os gatos e com os cães!
Propõe-se ate quatro anos de cadeia para quem abandonar, em qualquer espaço público ou privado, animal doméstico, domesticado, silvestre ou em rota migratória, do qual se detém a propriedade, posse ou guarda, ou que esteja sob seu cuidado, vigilância ou autoridade.
Há tempos o Léo Jaime andou propondo num rock – “Troque seu cachorro por uma criança pobre / deixe na história de sua vida uma noticia nobre / (...) Tem muita gente por aí que tá querendo levar uma vida de cão /eu conheço um garotinho que queria ter nascido pastor alemão (...) Seja mais humano, seja menos canino / dê guarida pro cachorro, mas também dê pro menino”.
Amanhã, se aprovado esse novo Código Penal assim como saiu do Senado, essa proposição de trocar seu cachorro por uma criança pobre, dependendo do modus faciendi, pode lhe render ate quatro anos cadeia.
Em Israel inauguraram agora um canal a cabo chamado DogTV com programação só para entreter cachorro. Os daqui de casa, a Miúcha e o Kindle, já assistem TV há tempos. Várias vezes saí com a Eurídice e na volta encontramos os dois no sofá da sala assistindo desenhos animados da TV portuguesa.
Quanto ao Nêgo em seu exilio na Granja do Torto, não lamentem muito. Como quem precisa se vira, o Nêgo já se virou por lá. É pai de um serelepe filhote loiro - a alegria dos netos de D. Getúlia.
domingo, 17 de março de 2013
Celular
Agora
a noticia de que o telefone celular do Ministro da Justiça foi roubado num bar
em São Paulo. Justamente o José Eduardo, que é o chefe da Policia Federal.
É possível também que o Ministro tenha esquecido o seu telefone em algum lugar do qual, em razão do tremendo stress a que é submetido, não esteja se lembrando.
Quando estava em campanha para a Presidência nacional do PT, o José Eduardo, então Deputado por S. Paulo, almoçou aqui em casa com os principais apoiadores de sua candidatura, tendo à frente o companheiro Lobato.
Mais tarde, já no Tirirical, onde fica o aeroporto em S. Luís - MA, o José Eduardo procurou o celular e cadê? Coça daqui, futuca dali, revista a pasta e nada. Eram dois celulares e ele os havia esquecido num canto do aparador onde estavam as panelas.
É possível também que o Ministro tenha esquecido o seu telefone em algum lugar do qual, em razão do tremendo stress a que é submetido, não esteja se lembrando.
Quando estava em campanha para a Presidência nacional do PT, o José Eduardo, então Deputado por S. Paulo, almoçou aqui em casa com os principais apoiadores de sua candidatura, tendo à frente o companheiro Lobato.
Mais tarde, já no Tirirical, onde fica o aeroporto em S. Luís - MA, o José Eduardo procurou o celular e cadê? Coça daqui, futuca dali, revista a pasta e nada. Eram dois celulares e ele os havia esquecido num canto do aparador onde estavam as panelas.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Remelexo
A
não ser que entre o Brizolinha e o Lupi tenha havido um acordo sobre o qual
nada transpirou até agora, a anunciada ida de Manoel Dias, um dos homens do
Lupi, às vésperas da Convenção nacional do PDT, para o Ministério do Trabalho
pode resultar em fragorosa derrota da oposição ao grupo que domina o partido
desde a morte do seu principal líder e fundador, Leonel Brizola.
Quando a Dilma chamou o neto de Leonel Brizola às vésperas do dia 1º de maio do ano passado para ocupar o Ministério do Trabalho em substituição a Lupi, que havia sido demitido, era notório que o jovem deputado não exercia controle nenhum sobre a bancada do PDT na Câmara.
O motim contra a Dilma já estava armado pelo pessoal do Lupi. Brizolinha, inclusive, havia sido o único a votar com o Governo aprovando o Fundo de Pensão dos Servidores Públicos.
Num almoço em familia no Rio Grande do Sul, o Vieira da Cunha, grande figura humana e um dos lideres do PDT nacional, cujo nome crescia na bancada para suceder ao Lupi, disse-me então que só faltavam um ou dois apoios para alcançar a unanimidade.
Lupi ainda tentou uma lista, que incluía o Manoel Dias, mas a Dilma preferiu bancar o Brizolinha, não sendo igualmente surpresa para ninguém que no Ministério ele se fortaleceria para tirar de Lupi o PDT e, assim, inseri-lo irreversível na coligação PT-PMDB para a reeleição da Dilma. E era isso que ele vinha fazendo.
Em Minas há quem prefira um acordo ruim a uma boa briga. No Rio Grande do Sul tem muito gaúcho que discorda. O Brizolinha é carioca.
Quando a Dilma chamou o neto de Leonel Brizola às vésperas do dia 1º de maio do ano passado para ocupar o Ministério do Trabalho em substituição a Lupi, que havia sido demitido, era notório que o jovem deputado não exercia controle nenhum sobre a bancada do PDT na Câmara.
O motim contra a Dilma já estava armado pelo pessoal do Lupi. Brizolinha, inclusive, havia sido o único a votar com o Governo aprovando o Fundo de Pensão dos Servidores Públicos.
Num almoço em familia no Rio Grande do Sul, o Vieira da Cunha, grande figura humana e um dos lideres do PDT nacional, cujo nome crescia na bancada para suceder ao Lupi, disse-me então que só faltavam um ou dois apoios para alcançar a unanimidade.
Lupi ainda tentou uma lista, que incluía o Manoel Dias, mas a Dilma preferiu bancar o Brizolinha, não sendo igualmente surpresa para ninguém que no Ministério ele se fortaleceria para tirar de Lupi o PDT e, assim, inseri-lo irreversível na coligação PT-PMDB para a reeleição da Dilma. E era isso que ele vinha fazendo.
Em Minas há quem prefira um acordo ruim a uma boa briga. No Rio Grande do Sul tem muito gaúcho que discorda. O Brizolinha é carioca.
Missa
Dilma
irá a Roma saindo direto de Brasília para a missa de posse do Papa Francisco. O
Brasil se acha o mais católico do mundo e qual politico é doido de numa hora
dessas não prestar reverencias à Santa Madre?
Ainda não está definido se irão com ela – como é costume, por exemplo, nos Estados Unidos, os Ex-Presidentes da República.
Quando morreu João Paulo II, Lula foi às exéquias levando consigo para o Vaticano os ex-Presidentes Sarney e Itamar Franco, que fora Embaixador do Brasil em Roma.
Ah foi também o Severino, lembra? Então Presidente da Câmara. O aero-Lula seguia ligeiro e manso, sem turbulências, à noite, quando Sarney, então Presidente do Senado, chamou Severino a um canto lá no fundo.
Ainda não está definido se irão com ela – como é costume, por exemplo, nos Estados Unidos, os Ex-Presidentes da República.
Quando morreu João Paulo II, Lula foi às exéquias levando consigo para o Vaticano os ex-Presidentes Sarney e Itamar Franco, que fora Embaixador do Brasil em Roma.
Ah foi também o Severino, lembra? Então Presidente da Câmara. O aero-Lula seguia ligeiro e manso, sem turbulências, à noite, quando Sarney, então Presidente do Senado, chamou Severino a um canto lá no fundo.
Só
Deus e eu aqui sabemos sobre o que conversaram.
Frajola
O Ari
Barroso, mineiro de Ubá, carioca por opção, famoso autor da Aquarela do Brasil,
que muitos no exterior pensam ser o nosso Hino Nacional, cantou que foi mesmo
na Baixa do Sapateiro, em Salvador, que ele encontrou, um dia, a morena mais
frajola da Bahia.
Em nada frajola são as duas ultimas regras editadas pelas autoridades da segurança pública no Governo do companheiro Jacques Wagner.
Primeiro, foi o Manual de Segurança dando conselhos aos cidadãos para saírem ilesos dos ataques dos assaltantes. Reserve sempre um dinheirinho para dar ao assaltante. Entregue o dinheiro friamente e saia de fininho, fazendo tudo para não irritá-lo.
Agora é um Edital de Concurso para policial militar. Os candidatos tem que ser virgens.
Das mulheres se exige abre aspas avaliação clínica ginecológica contendo colposcopia, citolologia e microflora fecha aspas, dispensando-se as que tenham abre aspas hímen integro fecha aspas atestado por medico.
O Governador quando soube dessas coisas não perdeu tempo. Deslizou os dedos no celular pelo twitter desautorizou tudo.
Em nada frajola são as duas ultimas regras editadas pelas autoridades da segurança pública no Governo do companheiro Jacques Wagner.
Primeiro, foi o Manual de Segurança dando conselhos aos cidadãos para saírem ilesos dos ataques dos assaltantes. Reserve sempre um dinheirinho para dar ao assaltante. Entregue o dinheiro friamente e saia de fininho, fazendo tudo para não irritá-lo.
Agora é um Edital de Concurso para policial militar. Os candidatos tem que ser virgens.
Das mulheres se exige abre aspas avaliação clínica ginecológica contendo colposcopia, citolologia e microflora fecha aspas, dispensando-se as que tenham abre aspas hímen integro fecha aspas atestado por medico.
Dos
homens maiores de 45 anos se exige o exame de próstata. O edital não diz nada
sobre o toque retal. Nem sobre o outro exame popularmente conhecido como o teste da
tapioca.
O Governador quando soube dessas coisas não perdeu tempo. Deslizou os dedos no celular pelo twitter desautorizou tudo.
STJ
O
novo Ministro do STJ na vaga de Desembargador estadual será um destes três –
Paulo Dias Moura Ribeiro, de São Paulo; Samuel Meira Brasil Jr., do Espirito
Santo ou Jose Afrânio Vilela, de Minas Gerais.
Fischer já enviou a lista a Dilma que indicará um deles ao Senado. Por enquanto a sabatina tem sido apenas do candidato a Ministro. Ainda não inclui seus futuros assessores.
Fischer já enviou a lista a Dilma que indicará um deles ao Senado. Por enquanto a sabatina tem sido apenas do candidato a Ministro. Ainda não inclui seus futuros assessores.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Mexidas
Não
será uma reforma ministerial. Quando muito, algumas mexidas na equipe para
acalmar ímpetos da base aliada.
A Dilma acertou com Michel que o PMDB de Minas indicará o Ministro da Agricultura no lugar de Mendes Ribeiro, amigo de longas datas da Presidente.
Moreira iria para a Aviação Civil, passando os Assuntos Estratégicos para Mendes, mas ele diz que não aceita premio de consolação. Fica na Agricultura ou volta para a Câmara onde é Deputado.
Os Transportes, um dos maiores orçamentos, voltarão para o PR do Waldemar da Costa Neto. O Ministro será um Deputado de Roraima. O atual Ministro, marido da cantora Rosa Passos, vai para a ANTT.
Gastão no Turismo e Brizolinha no Trabalho seguem imexíveis.
A Dilma acertou com Michel que o PMDB de Minas indicará o Ministro da Agricultura no lugar de Mendes Ribeiro, amigo de longas datas da Presidente.
Moreira iria para a Aviação Civil, passando os Assuntos Estratégicos para Mendes, mas ele diz que não aceita premio de consolação. Fica na Agricultura ou volta para a Câmara onde é Deputado.
Os Transportes, um dos maiores orçamentos, voltarão para o PR do Waldemar da Costa Neto. O Ministro será um Deputado de Roraima. O atual Ministro, marido da cantora Rosa Passos, vai para a ANTT.
Gastão no Turismo e Brizolinha no Trabalho seguem imexíveis.
quarta-feira, 13 de março de 2013
Francisco I
O
novo Papa, Francisco I, 76 anos, surpreendeu – dizem todos – pela simplicidade
sem pieguice. Em Buenos Aires, onde exercia o seu ministério, costumava andar
de ônibus, metrô e a pé. É uma figura popular, mas com sobriedade.
Mais um a provar que na vida o derrotado de ontem pode ser o grande vencedor amanhã. Ele perdeu há 8 anos a eleição para o cardeal alemão que é hoje o Bento XVI. Agora venceu.
Eis aqui sua primeira manifestação pública após o “habemos papam” ao estrear na famosa janela do Palácio do Vaticano:
“Irmãos e Irmãs, boa noite! Vocês sabem que o dever do conclave era de dar um bispo a Roma. Parece que meus irmãos cardeais foram buscá-lo quase no fim do mundo. Mas, estamos aqui! Vos agradeço pela acolhida, à comunidade diocesana, ao seu bispo. Obrigado!(…aplausos…)
Antes de tudo, gostaria de fazer uma oração pelo nosso bispo emérito Bento XVI (…aplausos…). Rezemos todos juntos por ele, para que Deus o abençoe e Nossa senhora o proteja. (segue a oração do Pai Nosso, da Ave Maria e do Glória ao Pai).
E agora comecemos este caminho bispo e povo, bispo e povo. Este é o caminho da Igreja de Roma que é aquela que precede na caridade todas as outras Igrejas. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós.
Rezemos sempre por nós, um pelo outro, rezemos por todo o mundo, para que exista uma grande fraternidade. Desejo que este caminho de Igreja, que hoje começamos e que me ajudará o meu Cardeal Vigário aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta tão bela cidade. (aplausos).
E agora gostaria de dar uma bênção, mas antes vos peço um favor. Antes de o bispo abençoar o povo vos peço que vocês rezem ao Senhor para que me abençoe. A oração do povo pedindo a bênção pelo seu bispo. (…aplausos…). Façamos em silêncio esta oração de vocês por mim”!
Mais um a provar que na vida o derrotado de ontem pode ser o grande vencedor amanhã. Ele perdeu há 8 anos a eleição para o cardeal alemão que é hoje o Bento XVI. Agora venceu.
Eis aqui sua primeira manifestação pública após o “habemos papam” ao estrear na famosa janela do Palácio do Vaticano:
“Irmãos e Irmãs, boa noite! Vocês sabem que o dever do conclave era de dar um bispo a Roma. Parece que meus irmãos cardeais foram buscá-lo quase no fim do mundo. Mas, estamos aqui! Vos agradeço pela acolhida, à comunidade diocesana, ao seu bispo. Obrigado!(…aplausos…)
Antes de tudo, gostaria de fazer uma oração pelo nosso bispo emérito Bento XVI (…aplausos…). Rezemos todos juntos por ele, para que Deus o abençoe e Nossa senhora o proteja. (segue a oração do Pai Nosso, da Ave Maria e do Glória ao Pai).
E agora comecemos este caminho bispo e povo, bispo e povo. Este é o caminho da Igreja de Roma que é aquela que precede na caridade todas as outras Igrejas. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós.
Rezemos sempre por nós, um pelo outro, rezemos por todo o mundo, para que exista uma grande fraternidade. Desejo que este caminho de Igreja, que hoje começamos e que me ajudará o meu Cardeal Vigário aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta tão bela cidade. (aplausos).
E agora gostaria de dar uma bênção, mas antes vos peço um favor. Antes de o bispo abençoar o povo vos peço que vocês rezem ao Senhor para que me abençoe. A oração do povo pedindo a bênção pelo seu bispo. (…aplausos…). Façamos em silêncio esta oração de vocês por mim”!
Aeróbica
A sempre lúcida e bem informada
Miriam Leitão resume a três pontos - chave a ginástica do Governo para conter o
dragão da inflação, que já boceja arreganhando os dentes e se espreguiça em
alongamentos para atacar:
1 – A inflação deve estourar o teto da meta nos próximos meses e por isso o governo desonerou a cesta básica;
2 – A alta dos preços tem sido persistente, mesmo com o PIB fraco e todas as medidas pontuais adotadas;
3 – Mais de 70% dos itens do IPCA subiram de preço em fevereiro. Os alimentos são só uma parte do problema.
(A integra do comentário da Miriam está em O Globo de 12.03.13, pág.20).
1 – A inflação deve estourar o teto da meta nos próximos meses e por isso o governo desonerou a cesta básica;
2 – A alta dos preços tem sido persistente, mesmo com o PIB fraco e todas as medidas pontuais adotadas;
3 – Mais de 70% dos itens do IPCA subiram de preço em fevereiro. Os alimentos são só uma parte do problema.
(A integra do comentário da Miriam está em O Globo de 12.03.13, pág.20).
terça-feira, 12 de março de 2013
Ensaios
Presidente
nacional do PDT e ex-Ministro do Trabalho do governo Dilma, Carlos Lupi está
negociando a aliança do seu partido com outras opções. Há duas semanas almoçou
em segredo com o senador tucano Aécio Neves. Na semana anterior, o encontro foi
com Eduardo Campos. Lupi quer apoiar qualquer nome em 2014, menos o da
presidente Dilma. O ex-ministro ainda está magoado com sua demissão do cargo,
mesmo depois de ter declarado publicamente que “ama a presidente Dilma”. (De Felipe
Paturi no saite de Época.)
Hipertensos
Primeiro
foi o Veríssimo, 76 anos, em novembro do ano passado. E agora, ele de novo.
Nesta mesma fase, Emilio Santiago, 66 anos e depois Zé Ramalho, 63 anos. Todos
hipertensos.
Santiago teve um AVC e está proibido de receber visitas. Ramalho segue sob observação médica. Veríssimo tem como agravante o diabetes.
A hipertensão, segundo as estatísticas, é a principal causa hoje da doença que está em primeiro lugar em mortes no Brasil – AVC, acidente vascular cerebral.
O pior é que não tem cura e só dá caras com os seus efeitos perversos anos depois de passar um longo tempo incubada.
Há meios de conviver com a hipertensão – mudança nos modos de vida, exercícios físicos, adeus ao fumo e ao álcool, alimentação saudável, vegetais, frutas, manter-se ocupado com algum trabalho, mas sem stress, vida familiar sem aporrinhação, sono de 8 horas a cada noite.
Santiago teve um AVC e está proibido de receber visitas. Ramalho segue sob observação médica. Veríssimo tem como agravante o diabetes.
A hipertensão, segundo as estatísticas, é a principal causa hoje da doença que está em primeiro lugar em mortes no Brasil – AVC, acidente vascular cerebral.
O pior é que não tem cura e só dá caras com os seus efeitos perversos anos depois de passar um longo tempo incubada.
Há meios de conviver com a hipertensão – mudança nos modos de vida, exercícios físicos, adeus ao fumo e ao álcool, alimentação saudável, vegetais, frutas, manter-se ocupado com algum trabalho, mas sem stress, vida familiar sem aporrinhação, sono de 8 horas a cada noite.
Degelo
Não
haverá um percentual. A base será o preço do fabricante, a partir de 31 deste
mês. Os remédios todos terão aumento. E aí danem-se os que dependem de
comprimidos ou gotas diárias, no caso, em especial, os aposentados.
É aquele velho truque de dar com uma mão e tirar com a outra. A redução dos preços dos alimentos da cesta básica ainda nem chegou totalmente às prateleiras e a alegria do anuncio já é abatida por esse novo aumento de preços.
É aquele velho truque de dar com uma mão e tirar com a outra. A redução dos preços dos alimentos da cesta básica ainda nem chegou totalmente às prateleiras e a alegria do anuncio já é abatida por esse novo aumento de preços.
Madalena
Numa
dessas minhas idas e vindas de toda semana pela ponte aérea São Luís-Brasília-São
Luís, reencontrei, não faz tanto tempo, a Desembargadora Madalena Serejo,
aposentada do Tribunal de Justiça do Maranhão.
Parecia bem disposta. Carregava um lepitop. Conversamos enquanto percorríamos o corredor que leva à porta do avião. E a política, vai encarar de novo? Quis saber. Tenho sido muito cobrado a não desistir. Tangenciei.
Para Governador em 2006 somei 15% dos votos válidos garantindo com meu apoio no segundo turno a eleição do Jackson. Em S. Luís obtive 40 mil votos para Governador. Para Senador em 2010 somei 500 mil 602 votos no Estado, dos quais 120 mil em S. Luís.
Lembrei esses números a Madalena. Mas vai ou não vai? Ela insistiu. Eu eu disse – ainda não sei.
Hoje eu soube que a Madalena morreu no ultimo fim de semana. Aos 74 anos. De complicações diabéticas. Fez a sua jornada com muito esforço e sofrimento. Mas venceu.
Parecia bem disposta. Carregava um lepitop. Conversamos enquanto percorríamos o corredor que leva à porta do avião. E a política, vai encarar de novo? Quis saber. Tenho sido muito cobrado a não desistir. Tangenciei.
Para Governador em 2006 somei 15% dos votos válidos garantindo com meu apoio no segundo turno a eleição do Jackson. Em S. Luís obtive 40 mil votos para Governador. Para Senador em 2010 somei 500 mil 602 votos no Estado, dos quais 120 mil em S. Luís.
Lembrei esses números a Madalena. Mas vai ou não vai? Ela insistiu. Eu eu disse – ainda não sei.
Hoje eu soube que a Madalena morreu no ultimo fim de semana. Aos 74 anos. De complicações diabéticas. Fez a sua jornada com muito esforço e sofrimento. Mas venceu.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Culpas
Maduro,
que não parece tão maduro assim, falou que a agencia central de inteligência dos
Estados Unidos, a famosa CIA, teria inoculado em Chavez um vírus quase imperceptível
resultando no câncer mortifero.
Algo como o que teria ocorrido a Arafat, o líder palestino, cujo corpo será exumado para que os cientistas descubram, afinal, a verdadeira causa de sua morte.
A morte de Chavez, portanto, no entender de Maduro, o Presidente provisório da Venezuela, já teria uma causa e um culpado.
Já Graziela, a ex-mulher de Chorão, o vocalista da banda Charlie Brow Jr., não tem dúvidas quanto ao que o matou – a cocaína. Ela conta que fez de tudo para ele abandonar o vicio. O casamento ainda durou 15 anos.
Algo como o que teria ocorrido a Arafat, o líder palestino, cujo corpo será exumado para que os cientistas descubram, afinal, a verdadeira causa de sua morte.
A morte de Chavez, portanto, no entender de Maduro, o Presidente provisório da Venezuela, já teria uma causa e um culpado.
Já Graziela, a ex-mulher de Chorão, o vocalista da banda Charlie Brow Jr., não tem dúvidas quanto ao que o matou – a cocaína. Ela conta que fez de tudo para ele abandonar o vicio. O casamento ainda durou 15 anos.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Não Vai
Dirceu
pediu ao Barbosa para ir ao enterro de Chavez na Venezuela, amanhã, comprometendo-se
a retornar 24 horas depois.
Alegou amizade pessoal, o que é publico notório, com o Presidente morto.
Chavez não bebia, não fumava, fazia exercícios físicos diários, mas não escapou de um câncer aos 58 anos de idade.
Vazou no Supremo que Barbosa negará o pedido de Dirceu.
Se fosse para acudir um parente próximo em tratamento no exterior ou ele próprio corresse perigo de vida tendo que se operar lá fora, aí sim o Presidente do STF daria a autorização de viagem ao Dirceu.
Alegou amizade pessoal, o que é publico notório, com o Presidente morto.
Chavez não bebia, não fumava, fazia exercícios físicos diários, mas não escapou de um câncer aos 58 anos de idade.
Vazou no Supremo que Barbosa negará o pedido de Dirceu.
Se fosse para acudir um parente próximo em tratamento no exterior ou ele próprio corresse perigo de vida tendo que se operar lá fora, aí sim o Presidente do STF daria a autorização de viagem ao Dirceu.
Caiu o Veto
O
Congresso derrubou na madrugada de hoje o veto da Dilma na parte da lei que
estendia logo os royalties do petróleo a todos os Estados.
A Presidente disse que vetou porque a lei, como foi aprovada, contem a inconstitucionalidade de prejudicar ato jurídico perfeito, no caso os contratos em vigor e pelos quais só o Rio de Janeiro, o Espirito Santo e São Paulo recebiam royalties.
Ela disse que não é contra os royalties para todos os Estados, direcionados inteiramente para a educação. Mas lembrou que isso só pode acontecer a partir dos novos contratos.
A Presidente disse que vetou porque a lei, como foi aprovada, contem a inconstitucionalidade de prejudicar ato jurídico perfeito, no caso os contratos em vigor e pelos quais só o Rio de Janeiro, o Espirito Santo e São Paulo recebiam royalties.
Ela disse que não é contra os royalties para todos os Estados, direcionados inteiramente para a educação. Mas lembrou que isso só pode acontecer a partir dos novos contratos.
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