segunda-feira, 9 de julho de 2012

Campeão


Fazer qualquer coisa sem as devidas cautelas é querer se arriscar demais. Comprar a crédito indo além do que ganha é sinal de descontrole.
Agora o Brasil acorda e contabiliza o endividamento das pessoas por Estado e as inadimplências decorrentes das facilidades de crédito.
E sabes onde há hoje o maior volume das dividas pessoais no Brasil? Acertou quem respondeu - no Maranhão.
Os dados são do Banco Central, que acompanha a regularidade dos pagamentos nos 26 Estados e no Distrito Federal. 

Só Nas Caxias

O Cartório de Registro de Imóveis é um órgão que realiza serviços importantes, que garante o direito de propriedade das pessoas, bem como de outros direitos referentes a imóveis.

É uma atividade de fundamental importância para a população de todo a cidade. Trata-se de uma concessão pública que exerce serviço de caráter privado.

Em Caxias, o responsável pelo cartório, o moço Durval Júnior, administra a distância. Mora em São Paulo e só vem ao município uma vez por mês, para conferir os dividendos, puxar as orelhas dos funcionários e, também, ralhar com as pessoas humildes que procuram os serviços caros do cartório.

O cartório é simplesmente administrado por telefone, mesmo que nomeada uma escrivã substituta, que não resolve nada, pois tudo depende da apreciação do moço azedo, onde tudo é submetido ao seu parecer. Um verdadeiro absurdo!

Com a palavra o Corregedor do Tribunal de Justiça ou a quem esteja subordinado esse importante serviço!

(Do Blog do Renato Meneses).   
    

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Heluy


O partido que mais fazia barulho nas eleições para o Centro Acadêmico Clodomir Cardoso, na Faculdade de Direito, na Rua do Sol, em São Luís, MA, era o MNA - Movimento Nacionalista Acadêmico.
José Ribamar Heluy, o Jabá, era dos mais ativos. Com ele, Fernando Macieira, Coroacy Fontes e outros que depois formaram a juventude no palanque de Renato Archer, candidato a Governador.
Desse grupo eram também Luis Rocha e Joaquim Itapary, os quais, por influencia de Tribuzi, foram atuantes no palanque de Sarney.
Lembro do Heluy intimorato, desafiando as ordens do Major Pereira, chefe de policia, à frente das passeatas estudantis contra o que pintasse – do aumento das anuidades escolares à solidariedade aos povos oprimidos.
A Helena eu já a conhecia dos congressos secundaristas, do Grêmio Paula Franssinete do Colégio das Freiras da Rua do Egito; do bonde São Pantaleao; da redação do Jornal do Povo onde ela, inseparável da Concy, escrevia uma página inteira aos domingos – Muro de Vidro.
Heluy e Helena se casaram, ajudaram na fundação do PT de São Luis, ele foi ate candidato a Prefeito, ela professora de Direito na UFMA, ele Juiz de direito aposentado, ela Deputada Estadual por vários mandatos, um filho advogado, uma filha juíza, a outra filha jornalista.
Heluy e Helena formaram uma família bonita, unida e feliz.
Neste instante em Caxias, recebo com muita tristeza a noticia da morte do Heluy. Como num curta metragem, revejo aquelas cenas daqueles tempos em que fazendo um barulho politico danado na Ilha já éramos felizes, porém manipulados, e não sabíamos.

Baixa

No terceiro mandato de Deputado Federal, Mauricio Rands, Professor de Direito e Advogado, largou a politica partidária. 

Desfilou-se do PT, onde militava há 26 anos, e renunciou ao mandato na Câmara. 

Mauricio Rands é mais uma vitima da lei dos partidos que consagra a centralização, inviabilizando a democracia interna, cujos limites são os da vontade dos dirigentes nacionais. 

Rands havia disputado as prévias do PT para a Prefeitura de Recife, mas não contava que seu adversário, o atual Prefeito, João da Costa, fosse jogar com tudo da maquina do poder e do dinheiro para cima dele, subornando convencionais. 

Daí apelou à mediação da direção nacional para que outra prévia, sob vigilância de fora, fosse realizada. Qual nada. A direção nacional do PT, que fica em S. Paulo, indicou o Senador Humberto Costa, que nem havia pleiteado lugar, para ser o candidato. 

- Cometeram o equivoco de ter a pretensão de impor, de São Paulo, um candidato ao povo de Recife.  

Curul


Jose Reinaldo não dissimula seu desencanto politico com a jovem guarda que no seu tempo de poder tanto lhe afagou. E foi por ele afagada.
Vocês estão sabendo aí que a depender da nova juventude, Jose Reinaldo já não é mais o líder das oposições.
Nem mesmo do seu partido, o PSB, que já não tem mais Vice para a chapa do Castelo.
Roberto Rocha não só retomou a chefia municipal do PSB como tambem conseguiu, em Brasília, destituir toda a direção estadual que o havia destituído em São Luís.
Jose Reinaldo ainda nem sabia dessas coisas e, a proposito do Roberto, já havia escrito e publicado: 

- Para concluir, foi deplorável a ação dos “novos na política” na amalucada intervenção na convenção do PSB, ocorrida recentemente em São Luís. Ao que parece, tudo leva a crer ter sido uma combinação entre o presidente da convenção municipal do PSB e os “novos” para impedir a votação por meio da qual se decidiria o posicionamento que o partido teria acerca de duas chapas: uma pró-Castelo e a outra pró-Edivaldo, com Roberto Rocha de vice. No episódio, viu-se de tudo. 

Impediram que o partido tivesse o numero mínimo de credenciados para iniciar a votação. Impediram ainda que o partido decidisse democraticamente, pelo voto de seus filiados, qual o rumo a seguir. Como fizeram isso?

A convenção foi marcada para as 9 horas da manhã, mas Roberto Rocha, que a presidia, permitiu, depois de muito tumulto e protestos, que o credenciamento dos filiados para votar só começasse à tarde, em um atraso aparentemente sem explicações, mas deliberado dentro de um plano seguido à risca. 

Logo depois, começaram a chegar dezenas de ônibus repletos de pessoas vindos da convenção de Edivaldo, todos com a ficha amarelinha de filiação do PSB nas mãos e começaram a invadir o local de credenciamento do PSB.

Aquilo chamou a atenção, pois o verdadeiro filiado não anda com a ficha na mão, já que seu nome faz parte das listas de filiados do partido. Ademais, para votar é obrigatório que a filiação tenha prazo maior do que 60 dias para evitar fraudes de última hora.

Um policial que trabalha comigo viu uma porção de amigos seus, moradores de seu bairro, chegando para votar e, ao perguntar se eram do PSB, eles lhe disseram: 

“Estávamos recrutados para a convenção do PTC e aí nos pediram para vir para cá após assinarmos essa ficha para votar num tal de Fernando”. 

O policial perguntou: “Não seria Roberto Rocha?” E recebeu a resposta: “É esse mesmo”. Pediram que fôssemos para o credenciamento e que haveria uma pessoa para dizer o que devíamos fazer. Depois disso, voltaríamos para a convenção do Edivaldo”. E perguntou por fim o que ganharam para fazer aquilo e a resposta foi: “Alguns, como eu, combustível e outros, uma ajuda”.

Essas pessoas, eram centenas, ocuparam a fila do credenciamento e não deixaram que os verdadeiros filiados, aptos a votar, se credenciassem, até que, cansados e enfadados, foram para casa. 

Com efeito, os “novos”, os renovadores da política maranhense, impediram e interferiram violentamente para que o partido, que sempre foi aliado, escolhesse democraticamente no voto o seu rumo, achando que assim poderiam decidir por uma decisão monocrática o rumo do partido. Esse voto seria do presidente municipal do partido, que era vice da chapa de Edivaldo.

Esse tipo de violência e de vale-tudo na política maranhense era prática de poder da oligarquia. Não fica nada bem e traz prenúncios terríveis para o que pode vir por aí com tal tipo de procedimento. Evitar a democracia é tudo que não precisamos e lutamos para evitar na política do Maranhão.

Foi um péssimo começo dos “novos”, inexplicável.

terça-feira, 3 de julho de 2012

PDT, ou dá ou desce


MANIFESTO DO PDT DISSIDENTE
Às companheiras e companheiros pedetistas de S. Luis!          
O Governador Jackson Lago, nosso líder Maior, nos deixou um legado de honradez, espírito público e de grande devoção às causas dos movimentos populares.
O PDT sofre hoje no Maranhão, e especialmente na Capital – São Luís, deplorável intervenção que só o apequena no atual processo eleitoral.
Contra a autocracia que se estabeleceu no partido a nível nacional, desde a morte de Leonel Brizola, e no Maranhão, desde a morte de Jackson Lago, nos organizamos em Comitê de Resistência, entendendo que num espaço de democracia interna, ainda que exíguo, poderíamos lutar pela coerência da legenda com o seu Programa partidário e, assim, nos manter no respeito à história de lutas e de realizações das administrações do PDT no Maranhão, e especialmente na Capital – São Luis.
Chegamos a acreditar que uma Resolução da direção nacional priorizando a candidatura própria a Prefeito nas Capitais fosse para valer no Maranhão e, por isso, recorremos a um dos nossos melhores quadros, lançando a pré – candidatura do Ministro Edson Vidigal à consideração da Convenção Municipal.
Em defesa dos direitos dos filiados elegerem um Diretório Municipal e deste, por sua vez, convocar a Convenção para a escolha dos candidatos pela via democrática, batemos inclusive nas portas da Justiça e fomos batidos por uma decisão de um Juiz que demorou (dez) 10 dias para se dizer incompetente, remetendo o processo a outro Juiz que afirmando a competência lhe restituiu o processo e até aí os prazos se esvaíram como éter.
Culpar a pessoas? Não nos interessa e nem vem ao caso quando, na verdade, é a legislação eleitoral que se mantém incompleta e possibilitando com os seus vazios que Juízes façam as vezes de legisladores e, ainda, a Lei dos Partidos que, consagrando a centralização e em desprestigio da democracia, reduz os partidos a meros cartórios nos quais os dirigentes são donos absolutos e autocráticos.
No caso do PDT do Maranhão estabeleceu-se a politicalha do “ou dá ou desce”. Companheiros de muitas lutas foram subjugados a aceitar os arranjos dos interesses pessoais ou casuísticos da direção provisória, sob pena de serem destituídos das funções partidárias ou de não integrarem a lista de candidatos às próximas eleições.
Quando a tese da pré – candidatura própria crescia nas bases partidárias conquistando a admiração popular, logo a direção nacional, antes mesmo da Convenção Municipal, se apressou em acolher a vontade da direção provisória local e, assim, abortar a diretriz que ela própria havia estabelecido para todas as Capitais como prioritária.
Assim, o totalitarismo da direção do PDT sequer permitiu que a candidatura própria chegasse à Convenção.
Ainda assim, não nos consideramos derrotados. Derrotado está sendo o PDT, tendo a sua historia de lutas e realizações administrativas conspurcada pelos que, por suas atitudes, querem o partido não como instrumento das causas coletivas, mas dos seus interesses imediatos e unicamente pessoais.
O Comitê de Resistência Democrática Jackson Lago denuncia estes fatos à população do Maranhão, e especialmente à população de São Luis, confiando na Justiça do tempo, a Justiça da História, a qual num futuro bem próximo, nas eleições de 2014, denunciará ao Povo os novos vendilhões do templo.
Nossa luta continua! Pela democracia interna no PDT! Pelo resgate da historia do PDT e dos seus compromissos programáticos com o trabalhismo, com os direitos sociais dos trabalhadores, dos movimentos populares, com as lutas pela cidadania, pela segurança cidadã, pela saúde publica efetiva, pela educação de qualidade!
Enquanto cidadãos e dissidentes da direção provisória no Estado, nos declaramos, individualmente, liberados para votarmos nos candidatos que bem entendermos.
Oportunamente, voltaremos a nos reunir para deliberarmos quanto aos próximos passos do nosso movimento.
São Luis, MA, 03 de Julho de 2012.
COMITE DE RESISTENCIA DEMOCRATICA JACKSON LAGO - PARTIDO DEMOCRATICO TRABALHISTA.